domingo, novembro 30, 2008

sexta-feira, novembro 28, 2008

Contos da loucura "normal"

A encosta da Covilhã à noite. As luzes à esquerda são das casas nas Portas dos Hermínios, perto do sanatório; as situadas mais abaixo, à direita, são as das casas da Rosa Negra; o clarão central recortado pelo alto da colina é o reflexo da iluminação pública das Penhas da Saúde.

Este assunto da venda das torres das bolas da Torre justifica um olhar retrospectivo sobre um episódio paradigmático da maneira como olhamos a serra. O episódio a que me refiro é o da instalação da base militar da Força Aérea no alto da Serra. E o aspecto que mais me interpela neste assunto todo é a extrema brevidade da utilização da referida base militar. Pelo que pude apurar, ela foi utilizada militarmente durante uns efémeros quinze anos (estimativa por excesso), tendo ficado ao abandono desde os anos setenta! Face a esta realidade, é ou não liminarmente evidente que a decisão da instalação da base foi um erro e o investimento um monumental desperdício?

Outro episódio semelhante foi o da construção do teleférico Piornos-Torre. Estando a obra praticamente terminada, por volta de 1975, constatou-se que o teleférico não ofereceria condições de segurança dada a frequência de ventos intensos ali, no alinhamento dos vales do Zêzere e da Alforfa. Conclusão? As estruturas ficaram na serra ao abandono durante mais de vinte anos: os cabos suspensos sobre a Nave de Santo António (um deles caiu a páginas tantas), a enorme torre de suspensão intermédia "enfeitando" o Espinhaço de Cão, os edifícios dos dois terminais lentamente decaindo em ruínas... Assim chegámos ao final dos anos noventa, altura em que tudo foi removido (à excepção do terminal inferior, nos Piornos; terá sido com o objectivo de eternamente nos penitenciarmos pelos custos da nossa estupidez?). Por uma vez imperou o bom senso: fizemos asneira com isto do teleférico, vamos remover essa asneira. Porque será que não se pode aplicar o mesmo bom senso às torres das bolas?

Episódios deste tipo vão-se sucedendo, com maior ou menor espalhafato, maior ou menor desperdício. Apesar de a realidade ser o que menos conta nestas andanças, às vezes ainda acaba por se impor, vá lá, vá lá! Por exemplo, há alguns anos tentou ganhar força um movimento para se lançar uma candidatura à realização dos jogos olímpicos de Inverno na Serra da Estrela! O Jornal do Fundão (olha quem!) fez questão de dar a esse proto-movimento toda uma página, com entrevista, comentário, análise e foto a cores. A coisa ficou por ali, e ainda bem. Jogos Olímpicos de Inverno na Serra, jamais virão a acontecer, obviamente. Mas é possível estragar muita serra com esse objectivo em mente. Nunca publicamente viria a ser reconhecido que tudo não tinha passado de um disparate voluntarista (como os radares, como o teleférico). Mas, tivesse o projecto "avançado", teríamos agora as ruínas a demonstrá-lo.

Mas outras vezes não há realidade que nos valha. Um dos mais recentes episódios do que chamei loucura normal é a decisão da Câmara Municipal da Covilhã de tornar as Penhas da Saúde (aglomerado de casas de férias que, na sua esmagadoríssima maioria, permanecem fechadas durante quase todo o ano e onde não moram mais do que vinte pessoas) numa minicidade de montanha, uma "área de projecção nacional e internacional, com que Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus." (transcrição literal do site da Câmara Municipal). Não só a realidade parece estar a milhas deste projecto (quem o propõe ou não conhece os Alpes e os Pirinéus, ou não conhece a Serra, ou não conhece nem uns nem a outra), como podemos questionar-nos se, antes de fazer das Penhas da Saúde uma cidade viva, não seria obrigação da Câmara Municipal dar vida ao centro histórico da Covilhã, coisa que se está a revelar mesmo muito difícil... O primeiro passo para tão esclarecido e viável empreendimento foi o asfaltar dos arruamentos do aldeamento e a instalação de nova iluminação pública, há auns três ou quatro anos. Esta última tem uma intensidade tal que o céu nocturno das Penhas da Saúde perdeu todo o seu encanto: aquilo agora é à noite como a segunda circular em Lisboa. Tem uma intensidade tal que em certas condições, podemos na Covilhã notar o clarão das Penhas nas nuvens baixas, apesar de as duas localidades não estarem na linha de visão uma da outra. É isso mesmo que mostro na fotografia que ilustra este post. Como devemos classificar este dispêndio de megawatts-hora na iluminação pública dos arruamentos de um aglomerado de casas onde não mora praticamente ninguém?

Deixei aqui quatro exemplos, entre muitos que poderia ter referido (só o capítulo estradas dava vários posts). O discurso é sempre o mesmo: "isto que vamos fazer é indispensável para o progresso!" Mais tarde, quando se constata o que já era óbvio desde o início, ou seja, que o que se queria fazer está apenas a absorver verba sem gerar progresso nenhum, deixa-se a coisa ao abandono e começa-se uma nova loucura, com os mesmos argumentos! Às vezes nem sequer tem que ser uma loucura nova: por exemplo, volta-se agora a tentar relançar o projecto do teleférico Piornos-Torre!

Esta loucura "normal" não é uma doença exclusiva da zona da Serra da Estrela. Mas convenhamos que se faz aqui sentir de forma particularmente aguda. Algum dia teremos cura?

A fotografia é mesmo muito má. Mas foi tirada sem suporte e teve uma duração de perto de dois segundos. Enquanto fixava a câmara a um tripé para uma segunda tentativa, o nevoeiro adensou-se e o efeito perdeu-se completamente. Foi pena.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Mamarrachos à venda!

Uma das "maravilhas" agora postas à venda. A outra é igual. (Fotografia roubada daqui.)

O jornal O Interior traz notícia do anúncio da venda dos monos das bolas (a link pode não ser permanente), na Torre. A peça chama a atenção para uma perplexidade que partilho: então aquilo não tinha já passado para a Região de Turismo? Adiante, que a serra está bem habituada a "surpresas" destas...

Portanto, se o caro leitor está interessado em dois mamarrachos indescritivelmente horríveis, a cairem de podre, no sítio mais degradado da serra da Estrela, um dos quais está parcialmente ocupado (não sei se pagam renda...) pela GNR, força! Não sei para que os quererá, até porque o que se pode fazer naquele local não está muito bem definido, a zona não tem infraestruturas e, além disso, tirando alguns (poucos) dias por ano, os negócios têm ali uma rendibilidade muito incerta. Mas, é claro, não é nada que um indispensável apoiozito do estado não resolva, haja iniciativa privada!

Quanto a mim, o Ministério da Defesa faria-nos a todos um favor se vendesse aqueles monos era mas era ao ferro velho. O lugar do lixo é no lixo!

Divulgámos há dias uma nota de imprensa da Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela sobre este assunto.

quarta-feira, novembro 26, 2008

“La Covatillização” da Estância da S. Estrela

imagens retiradas daqui e daqui
A propóstio do texto “Nós aqui vivemos da neve” publicado no Cântaro pelo LJMA recebemos um comentário bastante interessante de um anónimo que referia que “uma "covatilização" da estrela seria óptimo”. À partida pareceria mais uma repetição do que Artur Costa Pais tem dito vezes sem conta nos media sobre a necessidade de ampliarmos drasticamente a área esquiável actual de forma a competirmos de igual para igual com a estância de “La Covatilla” na Serra de Bejar. Mas uma leitura mais atenta revela que o que o anónimo pretende é uma "Covatillização" da nossa estância ao nível da seriedade, profissionalismo e preocupação com o meio ambiente. Deixo-vos então o comentário interessante do leitor com pequeníssimos cortes e formatações a negrito introduzidas por mim:

“Quando me referia á estançia da vodafone possuir as mesmas condições das de covatila,não me estáva a referir á ampliação da mini-estancia da vodafone, não será necessário e muito menos recomendável (...). Estava sim a me referir á subestituição de todo aquele material que lá é alugado para a pratica de desportos de inverno, estava-me a referir tambem á subestituição dos meios mecanicos, tudo aquilo não passa de sucata, os preços que lá são praticados são uma verdadeira loucura, estava-me a referir tambem á proibição de acesso á torre por veiculos, para lá se chegar poderiam ser usadas telecabines, ou cadeiras, a mini-estancia da vodafone poderia contribuir com uma parte dos seus lucros para a reflorestação da serra, com vegetação nativa, pois é o que se está a fazer neste momento em covatilla, aliás, todos estas ideias que referi, já estão em pratica em covatilla ou então em projecto avançado de conclusão. Sei que a mini-estançia da vodafone não tem as minimas condições de ser uma verdadeira estancia de esqui daquelas que encontramos nos alpes ou pirineus, sei que até mesmo covtilla por ter mais altitude consegue reunir mais condiçoes para a prática de desportos de neve comparado com a nossa estrela, tal como digo, só podemos ter uma mini-estancia de esqui e nunca uma verdadeira estancia para desportos de neve, mas mesmo assim, sou um grande entusiasta do projecto de ter na estrela um mini-estancia de grande qualidade. Penso que este projecto feito com intelegencia poderia ser a cereja no topo do bolo de um turismo muito diversificado que todas as beiras têm para oferecer e que estão ainda para explorar, penso que a serra está a ser mal tratáda, incendios, desflorestação, poluição, construção em altas altitudes etc etc... Deixe-me lhe referir que em covatila é expressamente proibido construir o que quer que seja acima dos mil metros, deixe-me tambem referir que a estancia de covatilla está obrigada a participar directa e indirectamente em acções de limpeza e manutenção da serra, até mesmo os canhões para a fabricação de neve está sujeita a inspecção periodica pois estão expressamente proibidos em utilizar quimicos, só podem usar agua da serra de bejar(...), em espanha muitos grupos ambientalistas no inicio olhavam para a estançia de bejar com muitas reservas e criticas mas hoje estas desconfianças começam a se dissipar. penso que uma "covatilização" da estrela seria optimo pelas rezões acima referidas. (...)até lá, eu prefiro matar a "fome" de neve em covatilla, pois lá, é tudo muito mais profissional e racional, enquanto as coisas más que estão a acontecer na estrela não modarem continuarei a ir a covatilla com a familia brincar na neve, aliás, é notorio o numero crescente todos os anos de portugueses a procurarem bejar nos fins-de-semana de inverno,porque será?! Afinal de contas,a distancia que separa a estrela de bejar é menos de 100 KM”

É um ponto de vista bem fundamentado e, na minha opinião, bastante consciente do que são as duas realidades nestas estâncias de ski.

De bater o dente!

Ontem ao fim da tarde já estavam 8 graus negativos na Torre! Deve ter sido quentinha a noite por lá! Ah Inverno que vais batendo à porta sem querer entrar...será desta?

A segunda "pincelada" da época

Cântaro Magro, ontem à hora de almoço.
E um poema fabuloso de Antonio Machado que reencontrei por acaso na net
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.

terça-feira, novembro 25, 2008

Nota de imprensa da ASE

Nota de imprensa da Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela a propósito do anúncio de venda dos edifícios militares da Torre:

VENDA DOS EDIFÍCIOS MILITARES DA TORRE – SERRA DA ESTRELA

O território do planalto da Torre, na Serra da Estrela, é pertença dos baldios de 4 freguesias: Alvôco da Serra e Loriga, do concelho de Seia; S. Pedro e Unhais da Serra, respectivamente dos concelhos de Manteigas e da Covilhã.

Em finais dos anos 50 do século XX, o Estado Português tomou posse duma vasta área daquele espaço, para aí instalar a Esquadra nº 13 do Grupo de Detecção Alerta e Conduta de Intercepção que, entretanto, acabou por ser desactivada no início da década de 70 desse século, por razões técnicas e operacionais.

A partir da desactivação e do desinteresse manifestado pelo Estado em manter ali qualquer base militar, cessam, no entendimento da ASE, quaisquer direitos de transacção dos terrenos ou negociação que envolvam esses mesmos direitos.

Parece-nos justo que deixando aquela área de ter o interesse militar para que foi desanexada os terrenos regressem à gestão dos seus titulares, pelo que o anúncio, tornado público, da venda dos edifícios militares, sem que para o efeito se invoque o direito dos Concelhos Directivos dos Baldios – titulares no âmbito da Lei dos Baldios – a serem ouvidos no processo é uma injustiça e um atentado aos Direitos consagrados na Constituição da República.

A ASE entende que a venda dos edifícios poderá estar ferida de ilegalidade, uma vez que se desconhece qualquer venda ou doação, para outros fins que não os militares, com a agravante do futuro objecto dos imóveis virem a parar a mãos privadas e assim abrir um precedente muito grave no Parque Natural da Serra da Estrela.

A ASE considera importante que o Parque Natural da Serra da Estrela informe quais as condicionantes e funções que os edifícios poderão vir a merecer para que depois não surjam motivos de contestação que poderão ser lesivos da imagem da Serra da Estrela pela polémica que uma transacção menos transparente poderá gerar na sociedade portuguesa.

Serra da Estrela, 25 de Novembro de 2008
A Direcção da ASE

domingo, novembro 23, 2008

Manhã de Outono no vale do Zêzere

Perto de Sameiro (Manteigas), na semana passada.

sábado, novembro 22, 2008

É isto o Jornal do Fundão?

Da edição da semana passada:
(Clique para aumentar.)

Resumindo a notícia, a Estradas de Portugal dirigiu à Câmara Municipal da Covilhã um ofício informando da intenção da venda, por parte daquela empresa, de um terreno situado nas Penhas da Saúde onde a Câmara pretendia (tendo previamente manifestado publicamente essa pretensão) construir um edifício para alojar o posto da GNR da fantástica minicidade com que Portugal vai concorrer com as estâncias de montanha dos Pirinéus e dos Alpes.

A este propósito, o jornalista Romão Vieira começa por considerar que o episódio protagonizado pela Estradas de Portugal é "no mínimo caricato" e que "suscita especulações sob [!] a forma deficiente" como essa empresa funciona. Vai daí, ouviu uma "fonte da Câmara", que confirmou (espantosa coincidência!) as suas considerações prévias.

Caramba, não faltará talvez aqui ouvir a outra parte? Não faltará talvez aqui questionar a necessidade de um posto da GNR num lugar onde não moram mais do que 20 pessoas? Não faltará talvez aqui o trabalho de um jornalista a sério? Não faltará talvez aqui um Jornal do Fundão à altura dos pergaminhos que soube ganhar no passado?

sexta-feira, novembro 21, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008

Zonas de exploração micológica

Foi recentemente notícia uma proposta que o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) apresentou aos Ministérios do Ambiente e da Agricultura para a criação de Zonas de Exploração Micológica. Foram definidas três destas zonas, em Fernão Joanes, Penhas Douradas e Cortes do Meio, com o objectivo de rentabilizar a produção de cogumelos. Podemos ler sobre esta iniciativa, por exemplo, neste artigo do jornal A Guarda (a link pode não ser permanente).

O negócio da comercialização e transformação de cogumelos parece ser bastante rentável, e ouvem-se frequentemente rumores de que estrangeiros (espanhóis e franceses) nos ficam com tudo o que conseguem apanhar. Assim, mesmo sabendo muito pouco do assunto, parece-me que esta ideia do parque é uma boa ideia, a partir da qual se pode começar a desenvolver um sector de actividade, que por enquanto, entre nós, se limita quase só à colheita.

Há ainda outro aspecto positivo nesta iniciativa, que é o de dar valor a um ambiente protegido. Os cogumelos são parte integrante de florestas adultas e saudáveis, de florestas sustentáveis. Explorá-los dá valor económico à floresta, contribuindo assim para um interesse colectivo em preservá-la e em fazê-la crescer.

Claro que não basta ter a ideia, é preciso trabalhá-la, dar-lhe corpo, arriscar. E não se pode esperar que seja o PNSE (cujas atribuições não incluem, decerto, a de substituir a iniciativa privada), por si só, a pô-la em pé. No artigo que referi pode ler-se, a páginas tantas

O processo mais avançado e melhor encaminhado, é o que está relacionado com a criação da Zona de Exploração Micológica (ZEM) de Fernão Joanes, devido ao interesse demonstrado pela Junta de Freguesia, desde a primeira hora. “Foi feita a identificação dos cogumelos existentes e foi dada formação a uma dúzia de habitantes, para possíveis colectores, para acompanharem os possíveis turistas/apanhadores de cogumelos [...]

Ou seja, uma entidade que não o PNSE (foi a junta de freguesia, mas imagino que poderia igualmente ter sido uma associação, empresa, cooperativa, etc) pegou na ideia e ajudou no seu desenvolvimento. E a coisa não se fica na recolha para comercialização propriamente dita. Prevê-se a possibilidade de recolha "turística", para o que foi dada formação a algumas pessoas.

Não sou habilitado para fazer uma avaliação muito profunda, nem tenho informações para tal. Mas, pelo que li na notícia que citei, parece-me uma iniciativa muito interessante e espero que dê bons frutos.

Como se vê com mais este exemplo, o PNSE é mesmo uma terrível força do bloqueio do desenvolvimento regional!

Considera que os cogumelos não têm qualquer interesse para turistas? Leia este post do blog Café Mondego.

terça-feira, novembro 18, 2008

sábado, novembro 15, 2008

Uma ideia a imitar?

Pelo Ondas soube que seis cidades de Trás os Montes (Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela e Valpaços) se uniram na definição da Rede de Cidades Ecológicas e Inovadoras de Trás-os-Montes (esta link pode não ser permanente).

O projecto, que aproveita um instrumento comunitário específico, pretende "atrair investimentos e pessoas que necessitem de um campo de ensaio para a aplicação de novos conceitos e tecnologias", com um enfoque particular na "sustentabilidade ambiental" e no tema "eco", "nas vertentes da agro-indústria, da energia, do turismo e da construção".

Não seria boa ideia aproveitar este mesmo "instrumento comunitário" para a criação de qualquer coisa como uma "Rede de Cidades Ecológicas e Inovadoras da Serra da Estrela"?

quarta-feira, novembro 12, 2008

Em coro agora!

Bétulas (amarelo), tramazeira (vermelho), freixo (ainda verde), nas Penhas da Saúde (~1450 m alt.).

terça-feira, novembro 11, 2008

O Outono do larício

Larix decicua Miller, na zona da Pedra do Urso (alt. ~ 1350 m).

sexta-feira, novembro 07, 2008

Num sentido muito "fotográfico"...

... Até o duro e bruto betão de um parque de estacionamento pode ficar "sensibilizado" pelo Outono!

Bom fim de semana!

Breakfast in America

terça-feira, novembro 04, 2008

Se é para "vender" a natureza...

... Não é preciso muito. Basta pô-la em destaque.
Reclame ao turismo de Espanha no nº817 da revista Visão, página 73. A legenda diz "A família Gomes veio a Espanha no princípio dos anos 80 e ficou surpreendida pela sua natureza. Imagine se viesse hoje, porque pode visitar os melhores parques naturais da Europa."

A propósito deste anúncio feliz, lembrei-me de um folheto publicitário lançado em 2006 pela Região de Turismo da Serra da Estrela, da autoria do seu presidente, Jorge Patrão, com o título "Onde a Natureza Vive!". Com esse folheto a RTSE conseguiu a proeza de, em oito páginas, dar menos destaque à natureza do que o Turismo de Espanha com o anúncio de página simples acima ilustrado. Caramba, apesar do título do folheto, o que pretenderia ao certo a RTSE vender, e ao certo a quem? Terão, ao menos, pensado nisso?

O "belo do folheto" foi analisado em detalhe (e em barrigadas de riso) pelo Estrela no Seu Melhor, aqui (e depois, sobre a versão em castelhano, aqui). Dois posts que valem bem a pena, tanto um como o outro.

domingo, novembro 02, 2008

Outono

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!