sábado, novembro 22, 2008

É isto o Jornal do Fundão?

Da edição da semana passada:
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Resumindo a notícia, a Estradas de Portugal dirigiu à Câmara Municipal da Covilhã um ofício informando da intenção da venda, por parte daquela empresa, de um terreno situado nas Penhas da Saúde onde a Câmara pretendia (tendo previamente manifestado publicamente essa pretensão) construir um edifício para alojar o posto da GNR da fantástica minicidade com que Portugal vai concorrer com as estâncias de montanha dos Pirinéus e dos Alpes.

A este propósito, o jornalista Romão Vieira começa por considerar que o episódio protagonizado pela Estradas de Portugal é "no mínimo caricato" e que "suscita especulações sob [!] a forma deficiente" como essa empresa funciona. Vai daí, ouviu uma "fonte da Câmara", que confirmou (espantosa coincidência!) as suas considerações prévias.

Caramba, não faltará talvez aqui ouvir a outra parte? Não faltará talvez aqui questionar a necessidade de um posto da GNR num lugar onde não moram mais do que 20 pessoas? Não faltará talvez aqui o trabalho de um jornalista a sério? Não faltará talvez aqui um Jornal do Fundão à altura dos pergaminhos que soube ganhar no passado?

3 comentários:

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Infelizmente, este está longe de ser o único exemplo no JF e no "Notícias da Covilhã", por exemplo.

Há um medo (?!) em questionar os poderes locais, independentemente da cor política, difícil de entender.

Apesar de tudo, temos o "Interior" e o "DiárioXXI" que fazem um pouco mais do que limitar-se a ser "correias de transmissão" das autarquias locais.

Passados mais de 30 anos do 25 de Abril, há ainda muita gente que se sente incomodada por ter que dar explicações. Os jornalistas é que não são obrigados a alinhar nesses incómodos...

* disse...

Um dia destes é o próprio RV que se habilita a ser nomeado ao Prémio Romão Vieira. Será que ele nos vai dar essa oportunidade?

carpinteira disse...

É mais uma noticia inútil e encomendada para desviar as atenções do essencial. O Homem não é estúpido.

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!