Terça-feira, Janeiro 31, 2012
Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
Terça-feira, Janeiro 10, 2012
Venha, venha! Vai adorar!
A peça da imagem acima foi publicada pela revista Fugas (suplemento de sábado do Público) do dia 7 de Janeiro, no canto superior direito da página 19. O texto prefere não o dizer, mas se realmente quer esquiar na serra da Estrela, à noite ou durante o dia, é melhor verificar se há neve. Neste momento, em rigor, até há: a pista mais curta (155 m), com menor desnível (15 m) apresenta uma camada de neve artificial com uns fantásticos 10 cm de espessura. Gelada. Isto a acreditar no site da estância.
Domingo, Janeiro 08, 2012
Fim de tarde sob os Poios Brancos.
Quarta-feira, Janeiro 04, 2012
Variação biodegradável...
No Domingo, dia 1 de Janeiro, encontrei um trajeto na encosta da Covilhã "decorado" com bocados de papel higiénico, logo a partir da casa dos antigos serviços florestais no parque da floresta. Suponho que se tratava de marcações para alguma atividade de ar livre.
OK, por ser mais rapidamente biodegradado, o papel higiénico é menos mau do que as fitinhas de plástico. Mas, mesmo assim, havia necessidade disto?!
Vem a propósito um cliché velho e piegas (e válido):
Quando vais à montanha, não deixes senão pegadas e não tragas senão memórias.Duh...!
Domingo, Janeiro 01, 2012
Bom 2012
Terça-feira, Dezembro 20, 2011
Proteger as áreas protegidas
Há dias, deixei no post anterior o apelo
[...] preservemos o que ainda resta de natural na serra da Estrela: mais estradas, não; mais áreas urbanizadas, não; mais barragens, não; mais postes de alta, média ou baixa tensão, não; mais eólicas, não; mais lixeiras, não.
Creio que focando-se principalmente neste excerto, um leitor fez o seguinte comentário:
Barragens,não!Eólicas,não!Centrais termoelétricas,não!Como é que raio têm eletricidade em casa?Ou será, que que querem voltar ao tempo das cavernas!Lampadas lixo,frigorífico,também,televisão, idem.Se houver uma falha de fornecimento de energia elétrica,são os primeiros a praguejar:Raios partam a EDP!Bom, parece-me que responder nestes termos ao meu apelo de protecção das áreas protegidas e especificamente da serra da Estrela, é o mesmo que perguntar "Como é que raio têm carne de porco em casa?" a quem se manifestasse contra a instalação de uma suinicultura industrial à frente do mosteiro dos Jerónimos.
Nem isso. Seria o mesmo se, à frente do mosteiro dos Jerónimos, antes da possibilidade da instalação da suinicultura que imaginei, estivesse já implantado um aviário, um aterro de lixo e uma fábrica de pasta de papel. Assim, sim, seria um "argumento" equivalente.
Domingo, Dezembro 11, 2011
Mais um "fundamentalista"
José Pacheco Pereira usou ontem a sua semanal crónica no Público de Sábado para protestar contra a construção da barragem do Tua. Começa por dizer que não se considera um ecologista, "verde" ou "coisa semelhante".
São pouco relevantes aqui para o Cântaro Zangado (que é, e pretende continuar a ser, um blog especificamente sobre a serra da Estrela) as considerações de José Pacheco Pereira mais directamente ligadas com o assunto que desenvolvia (o vale do Tua e a construção da barragem). Mas note-se o seguinte trecho:
[...] Portugal é um país que tem destruído intensamente a sua paisagem natural nos últimos anos, tem uma grande densidade de barragens a norte e cada barragem é vale de um rio que desaparece. As cumeadas dos montes já estão cheias de eólicas, e quase que não é possível em lado nenhum olhar à volta de um ponto alto, mesmo nos parques naturais, sem ver artefactos colocados bem diante dos nossos olhos nos últimos 20 anos. Já não sabemos, por exemplo, o que é uma noite escura, e por isso o espanto homérico com o céu e as estrelas é uma experiência que já "não nos assiste", para assentar os pés na terra em que verdadeiramente vivemos, a das trivialidades boçais[...]Coisas como esta temos escrito aqui no Cântaro Zangado, referindo-nos especificamente à serra da Estrela. Por isso, alguns chamam-nos "fundamentalistas do ambiente".
Eu não sei se sou ambientalista. Sei que me agradam os espaços naturais e que por isso desejo que sejam preservados. Ou seja, que sejam protegidos de tudo o que ofende a nossa condição humana e que se verifica na generalidade do território. Rebentámos as cidades (e as vilas, e as aldeias) e as suas redondezas com desordenamento, com absurdo, com fealdade, já não há nada a fazer. Mas preservemos, enquanto há ainda alguma coisa a preservar, os nossos espaços (mais ou menos) naturais. Em particular, preservemos o que ainda resta de natural na serra da Estrela: mais estradas, não; mais áreas urbanizadas, não; mais barragens, não; mais postes de alta, média ou baixa tensão, não; mais eólicas, não; mais lixeiras, não.
Se ter esta opinião é ser fundamentalista, OK, sou fundamentalista. Mas, responda-me quem disso me acusar: o turismo, a região, as populações têm ganho assim tanto com as estradas, as áreas urbanizadas, as barragens, os postes de alta, média e baixa tensão, as eólicas e as lixeiras que temos espalhado pela serra?
Quinta-feira, Dezembro 08, 2011
Pergunta e resposta
Encontrei hoje, na caixa de correio do Cântaro Zangado, a seguinte questão:
Boa Tarde;
Sou aluno do último ano da LIcenciatura em Gestão do Desporto no Instituto superior da maia, sou frequentador e amante da Serra da estrela pois pratico Snowboard, montanhismo entre outras. Numa pesquisa na Internet verifiquei que são altamente criticos à gestão feita pela Turistrela. Nesse sentido gostava de perceber quais são na vossa opinião quais acha que deviam ser a principais acções a desenvolver para que o turismo da serra da estrela seja desenvolvido ?
Cumprimentos;
Eis a minha resposta:
Boa tardeDesculpe só agora responder mas só hoje me apercebi desta sua mensagem.
Quanto a mim (José Amoreira) o primeiro a fazer para o desenvolvimento do turismo na serra da Estrela é terminar o modelo de concessão exclusiva. A Turistrela foi criada em 1971, para gerir e desenvolver o turismo na serra, com exclusividade de ação acima dos 800 m (ou seja, numa área que ronda os 100 000 ha), por um período de 60 anos. Na altura, tratava-se de uma empresa de capitais maioritariamente públicos. Nos anos 80 foi privatizada, mas a concessão exclusiva manteve-se (sendo até renovado o período da sua duração), passando assim a constituir um monopólio privado.
Note que esta exclusividade não está limitada à gestão daquela espécie de estânciazinha de esqui (eu também pratico esqui e montanhismo; como praticante de esqui, chamar àquilo "espécie de estânciazinha" é um elogio), trata-se da "exclusividade do turismo e dos desportos". Todo o turismo e todos os desportos (turismo de neve, turismo de natureza, gastronomia, montanhismo, escalada, canoagem, parapente, passeios a cavalo, btt, pesca, caça, todo-o-terreno motorizado, etc, etc). Entendeu-se em 1971, e renovou-se esse entendimento em 1986, que é razoável atribuir a exclusividade de todas estas actividades (e de outras que não me lembro), em todo o território da serra, e por sessenta anos, a uma única empresa! Que obrigações tem a concessionária? Nenhumas que se possam verificar objetivamente (tem que "dinamizar o turismo" e coisas desse tipo). A concessão é avaliada? Não, a lei da concessão não indica que órgão administrativo deve proceder a essa avaliação, nem com que periodicidade ela se deve realizar.
Eu entendo que este monopólio é a principal causa do atraso do turismo na serra da Estrela. E não é por ser a Turistrela a concessionária (ou não é principalmente por isso, pelo menos): é por não haver condições legais para que empresas mais dinâmicas que a Turistrela, mesmo que atuando num âmbito mais reduzido, possam tentar a sua sorte e crescer. É porque, com este modelo de concessão exclusiva, se torna impossível o aparecimento de um ambiente empresarial moderno, com empresas (pequenas, médias e grandes) a aparecerem e desaparecerem, com concorrência e/ou cooperação entre empresas, com umas a darem ideias que depois são copiadas e melhoradas por outras, com umas a prestarem serviços (cobrando, claro) a outras, etc, etc, etc.
Este é, para mim, o principal problema do turismo na serra da Estrela. Outros: Estradas de asfalto a mais; proteção de natureza a menos; oferta demasiado centrada na neve (mesmo não sendo a neve muita nem muito boa na serra da Estrela) e praticamente inexistente nas áreas do turismo de natureza, que enchem de turistas as montanhas de todo a Europa, durante todo o ano, até aquelas onde neva a sério.
E pronto, assim de repente é o que me lembro. Obrigado pelo seu contacto e, quando quiser, disponha.
José AmoreiraPS: junto URL para os decretos lei que criaram a concessão exclusiva em 1971 e que a renovaram em 1986:
http://www.dre.pt/util/getpdf.asp?s=dip&serie=1&iddr=1971.176&iddip=19711326
http://www.dre.pt/util/getpdf.asp?s=dip&serie=1&iddr=1986.284&iddip=19863424
Seis anos
Isto é assim a modos que pouco mais do que uma prova de vida. Mas não deixa de ser um facto. Seis anos!
Terça-feira, Dezembro 06, 2011
Duas fotos...
Tiradas no mesmo dia, na mesma serra (Estrela), na mesma encosta (entre Unhais da Serra e as Pedras Lavradas), a três quilómetros de distância uma da outra (e uns 350 m de desnível), e com 45 min de intervalo. Numa, uma manhã amena e aprazível de Inverno; na outra, um vendaval frio, molhado e opaco, que me fez voltar para trás, no Domingo passado.
Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
Quem diria?!...
Sábado, Dezembro 03, 2011
Terça-feira, Novembro 08, 2011
O Data Center da PT e as energias renováveis
A Câmara Municipal da Covilhã e a PT anunciaram há perto de um ano (mais coisa, menos coisa) a criação de um centro de armazenamento e distribuição de dados (a que toda a gente, incluindo os anunciantes, chama data center(1)). Este data center, que acredito possa vir a ser um coisa muito boa para a Covilhã e os concelhos vizinhos, não é assunto aqui para o Cântaro Zangado.
Ou melhor, não seria, se não fosse um certo parque eólico com 28 geradores que, no projeto inicialmente apresentado ficaria na vizinhança do data center e que nos últimos anúncios foi "despachado" para a serra, para a encosta sobre as Cortes do Meio. Trata-se de um local onde eu gosto de passear, e como eu mais alguns covilhanenses (cruzo-me sempre com vários grupos nas minhas corridas). Ora bem, esse parque eólico vai arruinar a encosta, tornando-a um local a evitar (mais um dos muitos que já existem na serra). E se alguém alguma vez pensou na possibilidade de vir a desenvolver turismo de natureza ou rural na Bouça ou nas Cortes, aproveitando a colina, pode esquecer.
E porque é que o parque eólico é indispensável ao projeto? O investimento não é a geração de energia, e a PT não é uma empresa produtora de energia. A PT poderia perfeitamente comprar a energia de que precisa. É decerto o que faz na maioria das suas instalações. É bom que se tente minimizar o impacto ambiental do data center, incluindo nesse esforço a redução das emissões de gases de efeito de estufa, e um parque eólico pode assim ser defendido. Mas na avaliação do impacto ambiental também deveria pesar a artificialização de uma zona ainda relativamente natural, para mais no interior ou na vizinhança imediata de uma área protegida (área protegida essa que já está muito bem "servida" de geradores eólicos).
Por outro lado, atreladas aos discursos pomposos sobre ambiente e efeito de estufa mas de olho nos incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis, temos hoje em dia em Portugal situações cujo resultado é o mais contrário possível ao ambiente. Como os incentivos incidem sobre a produção (a EDP compra a energia "renovável" a um preço maior do que aquele a que a vende), a uma empresa que tenha um gerador (fotovoltaico, eólico, co-gerador) é vantajoso comprar à EDP toda a energia que consome e vender-lhe toda a que produz. Pior, como explicou Delgado Domingos no Público de 21 de Setembro, é até vantajoso produzir mais, muito mais energia do que a que necessita. Encorajam-se deste modo "soluções" sobredimensionadas; lá se vão, assim, a eficiência, a poupança de energia, os benefícios para o ambiente!
Espero que a PT não esteja a pensar em estragar a encosta das Cortes do Meio só para ter o maior lucro possível à custa destes incentivos. Ainda por cima, porque quem paga esses incentivos somos nós consumidores de energia, numa parcela da nossa fatura de eletricidade designada como custos de interesse económico geral. E sabe quão grande é essa parcela? 42%. Um exemplo: dos €186,11 que a EDP me cobrou no mês passado, €78,17 destinaram-se a pagar estes custos de interesse económico geral.
Não sei qual seja a intenção da PT. Irá usar a energia que produz (produzindo apenas o necessário) e vender eventuais excedentes pontuais à EDP, ou irá antes comprar à EDP tudo o que necessita, vendendo-lhe tudo o que produz, produzindo o mais possível? Não sei. Mas, por ser plausível, tenho que considerar a segunda possibilidade, que a a verdadeira razão para o parque eólico seja a vontade de meter ao bolso uma parte destes 42% que pagamos a mais do que o valor da eletricidade que compramos. E não me agrada. É que se houver uma pinga de verdade no que estou a pensar, a PT estará a tirar-nos mais um bocado de serra, para poder também comer uma parte do que nos tiram a mais, todos os meses, na fatura da eletricidade... Mai bom!
Domingo, Novembro 06, 2011
A "minha" pista de atletismo...
... Não é bem como as outras:
É verdade que nesta (e noutras como esta) corro mais devagar. Mas aprecio melhor cada quilómetro, e cada minuto.









