A FREGUESIA DA SELECÇÃO
SAÚDA-VOS
RUMO À FINAL»
(Francamente, haja pachorra!...)
Já quase acho que teria sido melhor não se terem desmontado e removido as estruturas do velho teleférico sobre a Nave de Santo António, a que me referi há pouco. É que, enquanto aquela pouca vergonha esteve à vista, ninguém se atreveu a sugerir a construção de um novo teleférico. Mas bastou ter-se removido o entulho, para logo aparecerem os de sempre a projectar mais entulho, e do mesmo ainda por cima! E o estado cá está para pagar estes importantes, indispensáveis e bem estudados empreendimentos, e cá continua para pagar a limpeza dos fracassos.
Estamos no rumo certo, no rumo de sempre. Estamos de parabéns!
Carlos Alberto Pinto, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, torna público, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 148.º do Decreto -Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, com a redacção dada pelo Decreto -Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro que, mediante proposta da Câmara Municipal da Covilhã de 2 de Outubro de 2006, a Assembleia Municipal da Covilhã, em Sessão Ordinária realizada no dia 15 de Dezembro de 2006, deliberou aprovar o Plano de Pormenor das Penhas da Saúde — Zona Sul.
(Clique aqui para ler a deliberação integral.)
Ou seja, foi publicada em DR de 22 de Janeiro de 2008 a aprovação do plano de pormenor das Penhas da Saúde — Zona Sul, que tinha sido discutido e votado em reunião da Assembleia Municipal de 15 de Dezembro de 2006, de acordo com proposta da Câmara de 19 de Setembro do mesmo ano.
Está tudo normal? Sim, desde que consideremos normal fazer-se a proposta de discussão de um plano de pormenor uns cinco ou seis anos depois de os pormenores nele previstos estarem construídos e a ser utilizados. Se isso é normal, é normal.
Mas soa estranha a utilização do tempo futuro na na deliberação. Por exemplo,"Os projectos dos edifícios deverão ser considerados em conjunto em especial no que se refere aos materiais utilizados que não poderão ser outros senão [...]"
"Os projectos dos edifícios deverão ser considerados"? Quando? Já foram todos construídos, pela Turistrela, há uns bons cinco ou seis anos!
Este é mais um exemplo do entendimento que a Turistrela e a Câmara Municipal da Covilhã fazem do que deve ser o ordenamento urbano e do turismo em zonas integradas em áreas protegidas. Estamos no rumo certo, estamos de parabéns!
PS1: Gostava muito de saber como é que as diferentes forças partidárias representadas na Assembleia Municipal votaram este "plano" de pormenor. Se algum leitor tiver esta informação, agradeço que ma faça chegar.
PS2: Duvida das minhas palavras quando digo que o conteúdo deste "plano" de pormenor está, no essencial, completamente construído? Compare, então, as plantas anexadas à deliberação com uma imagem Google Earth da zona.
PS3: A construção deste bairrinho atranvacado colocou outros problemas legais, a que me referi neste post.
PS4: Nota para memória passada: deverei tentar encontrar tempo para escrever este post. Qual post? Este mesmo que o caro leitor acabou de ler!
A Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) produziu uma tradução para castelhano do fantástico folheto "Serra da Estrela — Onde a natureza vive"! Recordo que esse folheto foi objecto de uma análise bem humorada (rir para não chorar) do Cova_Juliana do Estrela no seu melhor, que expunha a ridícula falta de profissionalismo (e de gosto) com que tinha sido feito.
Pois bem, de não prestar atenção ao que se diz não podemos acusar a RTSE. Nesta nova edição, foi feito um esforço para... Não direi corrigir mas, pelo menos, enfrentar algumas das críticas feitas à edição original, em português. Mas foi pior a emenda que o soneto!
Ande, comece bem a semana (rir para não chorar), vá ao Estrela no seu melhor ver como se esbanjam fundos (dos nossos impostos) a brincar aos criativos! Veja com os seus próprios olhos o que a RTSE considera uma promoção digna de um destino turístico de qualidade...
E prepararemo-nos para a chegada em massa dos nuestros ermones espanholes (possível tradução para castelhano da RTSE de nuestros hermanos españoles).
Allgarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!
Interessante: o governo parece achar que o Algarve precisa mais de publicidade do que de ordenamento; Mendes Bota parece incomodar-se mais com a má publicidade promovida pelo governo do que com a falta de ordenamento... Bem sei que o marketing é um dos elementos fundamentais de uma gestão moderna, que sem uma forte aposta no marketing não é fácil que um empreendimento vingue. Mas, senhores, um dia destes devíamos começar a pensar também na qualidade do produto, não? Ou seja,
Algarvear o Algarve? Já chega, obrigado.E o resto são cantigas...
PS: Soube desta guerrinha de comadres pelo Ondas.
Não sei se ainda o fazem, mas há uns anos havia uma lojeca do degradante centro comercial da Torre que passava certificados de cume. "Por este se atesta que Fulano de Tal, a dias assim e assado pelas tantas horas, atingiu o ponto mais elevado de Portugal Continental", qualquer coisa como isto era o que se podia ler no papelucho.
Pouco importava que o senhor Fulano de Tal tivesse "atingido o cume" integrado numa excursão chegada de Alguidares de Baixo(*). Desde que pagasse, levava o "atestado".
Ainda melhor, no início dos anos noventa foi instalada no mesmo centro comercial uma cabine telefónica, daquelas de moedas, com uma cavidade de plástico (chamava-se àquilo, na altura, um "orelhão") para isolar os seus utilizadores do ruído circundante. Pois fez-se uma cerimónia de inauguração, com direito a presença de um elemento do governo e tudo, só já não me lembro se seria ministro ou apenas secretário de estado. E descerrou-se uma placa comemorativa, que dizia qualquer coisa como
Este importante meio de telecomunicações foi inaugurado a tantos do tal, na presença de Sua Excelência o senhor Secretário de Estado[?]/Ministro[?] Fulano de Tal(+)Alguns anos mais tarde, num assomo de razoabilidade (ou de vergonha?) a placa foi retirada.
Só lamento nunca ter fotografado estas autênticas pérolas da foleirice.
A Região de Turismo e a Turistrela podem "requalificar" (ou lá como é que chamam àquilo que fazem) o que quiserem, mas enquanto houver na Torre aquele montão de poucas vergonhas arquitectónicas, enquanto a Torre puder ser tão facilmente visitada de automóvel ou por outro confortável meio qualquer, pérolas como estas continuarão a ser os verdadeiros símbolos da mística deste lugar que podia ser mágico.
(*) Espero sinceramente que não exista nenhuma terra com este nome...
(+) Terá o ministro/secretário de estado levado o seu certificado de cume?
P.S.: se algum leitor dispuser de fotografias daquela placa comemorativa, eu agradeceria imenso que mas fizesse chegar. Gostava muito de as poder publicar aqui no Cântaro Zangado.
Apesar do mau tempo, a iniciativa realizou-se, mas eu cheguei a Manteigas já tarde de mais para poder participar. Foram plantadas 1700 árvores, entre bétulas e tramazeiras.
Por acaso, safei-me e estou aqui a rir-me disto. Assim como assim, podia muito bem ter metido o carro numa valeta ou contra uma barreira. Tive sorte. Continuo chateado por ter sido tão imbecil.
Terão sido os vendavais da semana passada que fizeram o que se vê na imagem de cima, ou será que, agora que mudou a designação do fantástico projecto da Câmara Municipal da Covilhã para as Penhas da Saúde, se trata do primeiro passo para a substituição deste entusiasmante (mas incorrecto) cartaz por outro, mais adequado à nova filosofia, cuja maquete apresento em baixo?