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quarta-feira, março 16, 2011

Turismo e pedestrianismo

Tenho dito aqui muitas vezes que considero que o pedestrianismo é uma componente muito importante (senão a mais importante) do turismo de montanha. Por isso, concordo à partida com o esforço da Câmara Municipal de Manteigas na definição de 200 km de trilhos pedestres no concelho, ou com o processo de ampliação, organização e gestão da rede de trilhos da serra da Estrela iniciado pelo PNSE.

Mas, para além da definição dos trilhos, da sua marcação no terreno e da sua sinalização, é importante documentá-los, divulgá-los e, mais ainda, torná-los apetecíveis, "fazê-los viver".

O que é que isso significa? Muitas coisas, conforme o espírito que se pretende dar ao trilho, as suas características e as dos locais que atravessa. Deixo quatro exemplos:

E na nossa serra, não poderemos fazer qualquer coisa semelhante?

terça-feira, março 08, 2011

Vale da Candieira

Realizou-se no fim de semana passado o acampamento invernal de montanha, o "ASEstrela 2011". Eu participei na caminhada, realizada no Domingo. A fotografia mostra o aspecto do vale da Candieira nesse dia, cerca das 12:30.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

O cheiro da liberdade

Em certos dias em que o tempo está bom e acordo com a vista que mostro acima (por acaso até tem neve, embora ela não seja essencial) mas não posso ir para cima porque tenho mais que fazer, sinto-me como estes que mostro aqui em baixo: Nesses dias, em que até é pecado ficar cá por baixo, da liberdade só sinto o cheiro. E fico com nervoso miudinho.

Mas isso da liberdade tem muito que se lhe diga... Como diz a Janis Joplin numa canção qualquer, só temos liberdade, mesmo, quando não temos nada a perder. E há muita coisa boa na minha vida que não quero perder, que se lixe lá a liberdade! Chega-me a suficiente para ir curando o nervoso miudinho.

sábado, junho 12, 2010

Uma experiência simples

Encha um copo com água (pode ser da torneira) e adicione gelo; meça a temperatura da mistura. Em seguida, coloque uma ou duas colheres de sopa cheias de sal no copo e agite durante alguns minutos; volte a medir a temperatura.

Acabei agora de fazer esta experiência, que documento com a figura em cima. Antes de misturar o sal, a temperatura da mistura água-gelo era -2,2°C (fotografia da esquerda); depois de misturar o sal (passados quatro minutos, como se vê), a temperatura desceu para -11,8°C. Suspeito que se repetisse a experiência com neve (em vez de gelo), o arrefecimento seria mais pronunciado.

Porque é que isto acontece? Porque o sal dissolvido na água faz baixar a temperatura de solidificação da água. É exactamente por isso que é usado (nomeadamente na serra da Estrela) para evitar a acumulação de neve nas estradas. Ao baixar a temperatura de congelação, o gelo derrete e ao fazê-lo absorve do ambiente a energia (calor) de que necessita para a transição de fase, o chamado calor latente de fusão. É assim um processo semelhante (mas envolvendo outra transição de fase) ao do arrefecimento cutâneo por evaporação da transpiração.

E porque falo nisto? Porque, como já aqui referi várias vezes nos últimos meses, alguns responsáveis do ICNB (os suficientes para determinarem as opções dos serviços nesta matéria) consideram que a escalada e o montanhismo no Cântaro Magro devem ser proibidos, e por isso indeferem todos os pedidos para a realização dessas actividades nesse pico. As razões apresentadas prendem-se com a classificação atribuída à zona do Cântaro Magro (e, de facto, a todas as zonas onde tradicionalmente se pratica escalada e montanhismo na serra da Estrela), de acordo com a qual, nos termos do plano de ordenamento da área protegida, apenas as actividades de visitação, pastorícia e investigação científica podem ser autorizadas, desde que compatíveis com a conservação dos valores ambientais presentes. Uma vez que a escalada e o montanhismo podem ser classificados como actividades de visitação, importa saber que valores ambientais vêm a sua conservação posta posta em causa por estas práticas. De acordo com o que me foi dito por alguém que participou em reuniões com o ICNB, no caso do Cântaro Magro, esses valores são geológicos e são postos em causa pela erosão que a escalada e o montanhismo acarretam. (Quão grave será essa erosão? Quem é que a terá avaliado? Que estudos estão disponíveis sobre esse assunto? Mistério...)
Mas acontece que a poucos metros de distância de diversas vias de escalada na zona do Cântaro Magro, encontramos a estrada nacional EN339, onde todos os Invernos são despejadas várias toneladas de sal-gema, que escorrem para as mesmíssimas áreas que o ICNB quer proteger da erosão impedindo a prática da escalada e do montanhismo.

Bem, eu já ouvi dizer que o sal não faz nada bem à fertilidade dos solos, que não é nada bom para as plantas, e até já li (b.n. CISE nº 28 Outono 2009, pág. 14) que a sua utilização é um factor de ameaça para a conservação de alguns habitats de água doce da serra da Estrela. Mas não sei. Sei sim (porque o verifiquei agora mesmo) é que a dissolução de sal em água misturada com gelo faz baixar localmente a temperatura. Porque o sei, pergunto-me: não haverá também perigo de erosão associado a um eventual súbito arrefecimento superficial das rochas situadas nas linhas de escorrência sob a estrada, resultante da dissolução do sal usado pelo Centro de Limpeza de Neve? (Recordo que são gradientes de temperatura os responsáveis pela fractura de vidros normais em fornos de cozinha.) Não parece esta situação ter um impacto potencial, naquele mesmo local, muito mais grave do que o da erosão eventualmente causada pela borracha das sapatilhas de escalada? Não seria melhor estudar esta questão? E, já agora, não seria melhor estudar também o impacto real da escalada e do montanhismo?

A escalada e o montanhismo são proibidos pelo ICNB, sem que se conheçam estudos que o justifiquem. Outras actividades, aparentemente muito mais impactantes (raids tt, voltinhas de carro, piqueniques de beira de estrada, esqui, sku, caça, pesca, encontros de motoqueiros, snow-fashions, etc, etc, etc), algumas das quais com impactos nos mesmos locais que alegadamente se querem proteger com a proibição da escalada e do montanhismo, são permitidas! Pior, todas estas actividades são não só permitidas, elas são mesmo encorajadas, dados todos os investimentos públicos nos centros comerciais na Torre, na beneficiação das estradas existentes, na pavimentação de caminhos, no aumento da capacidade de estacionamento, etc.

Somos mesmo originais. Haverá na Europa outra área protegida de montanha como esta?

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Dois picos, dois parques, duas "verdades"

Cântaro Magro (esquerda) e Picu Urrielo (alias Naranjo de Bulnes) (direita). Tirei a fotografia do Picu daqui.

O Cântaro Magro é um pico onde tradicionalmente se pratica escalada em rocha em Portugal. É por muitos considerado o local mais emblemático para essa actividade no nosso país. O Picu Urrielo é um pico onde tradicionalmente se pratica escalada em rocha em Espanha. É por muitos considerado o local mais emblemático para essa prática no país vizinho.

O Cântaro Magro é constituído por granito de boa qualidade, duro, pouco friável e relativamente inerte do ponto de vista químico. O Picu Urrielo é um pico de rocha calcárea, mais mole, com diversos componentes mais solúveis, que se quebra com muito maior facilidade, que reage com qualquer ácido.

O Cântaro Magro é visitado por uma ou duas cordadas por fim de semana, especialmente no Verão. No Picu Urrielo, no Verão, encontram-se permanentemente várias cordadas, até mais do que uma em cada via, isto a qualquer hora do dia e da noite (porque a escalada de muitas das suas vias demora mais do que vinte e quatro horas para uma cordada típica). Mesmo no Inverno, é vulgar encontrar vários escaladores em actividade simultaneamente.

O Cântaro Magro encontra-se no interior de uma área protegida com a classificação intermédia de parque natural. O Picu Urrielo encontra-se no interior de uma área protegida com um estatuto mais exigente (parque nacional).

Sem que tal esteja explícito no regulamento, os serviços do Parque Natural da Serra da Estrela (onde se situa o primeiro dos picos que estou a comparar) não autorizam a escalada no Cântaro Magro. A escalada no Picu Uriello é permitida pelos serviços do Parque Nacional dos Picos da Europa e nem sequer carece de autorizações especiais.

Significa isto que os valores naturais estão melhor protegidos no Parque Natural da Serra da Estrela do que no Parque Nacional dos Picos da Europa? Nem em sonhos!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Não se compreende!

Nas generalidade das áreas protegidas de montanha do "mundo civilizado", a escalada é permitida. Nalguns casos impõem-se restrições, normalmente bem definidas espacialmente, quase sempre temporárias, de forma a salvaguardar determinados valores concretos, bem identificados e documentados. Por exemplo, proteger durante a época de nidificação uma família de rapinas cujo ninho se encontre na proximidade de alguma via de escalada. Tirando casos concretos como estes, bem identificados e bem documentados, a regra geral é a da liberdade de escalar.

Assim, só para dar alguns exemplos: pode-se escalar no Yosemite National Park; no Glacier Nacional Park; no Grand Teton National Park; no Devils Tower National Park; no Smoky Mountains National Park; no Grand Canion National Park; no Zion National Park (EUA). Pode-se escalar no Banff National Park; no Jasper National Park; no Yoho National Park (Canada). Pode-se escalar no Parque Nacional Los Glaciares; no Parque Nacional Tierra del Fuego (Argentina). Pode-se escalar no Parque Nacional Torres del Paine; na Reserva Nacional Altos de Lircay; na Reserva Nacional Cerro Castillo (Chile). Pode-se escalar no Parque Nacional Picos da Europa; no Parque Nacional de Ordesa y Monte Perdido; no Parque Nacional de Aiguestortes; no Parque Nacional de Sierra Nevada (Espanha). Pode-se escalar no Parc National des Pirineés; no Parc National des Écrins; no Parc National de la Vanoise (França). Pode-se escalar no Ben Nevis (creio que se trata de uma área protegida privada, no Reino Unido). Pode-se escalar no Triglavski Narodni Park (Eslovénia). E podia continuar por muito, muito tempo.

Onde é que não se pode escalar? De acordo com a interpretação que os serviços do ICNB entenderam fazer do estipulado no Regulamento Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela (e que, pelas razões que apresentei há dias, considero arbitrária), não se pode escalar nas Áreas de Protecção Parcial de tipo I dessa zona protegida, ou seja, entre outras zonas, nos Cântaros, no Vale da Candeeira, na Garganta de Loriga, no Planalto da Lagoa Comprida; ou seja ainda, em praticamente todas as zonas onde tradicionalmente se pratica a escalada na serra da Estrela, onde se encontram os maiores desníveis e as maiores dificuldades técnicas. Que valores naturais estão em causa? Não são especificados. Que impactos ambientais se associam à prática da escalada? Não são especificados.

É esta proibição um sinal de que o Parque Natural da Serra da Estrela se encontra especialmente bem protegido contra os diferentes agentes agressores (veja-se que até é proibida uma actividade que é autorizada na generalidade das áreas protegidas do mundo!)? Não. No PNSE verificam-se todos os fins de semana de neve graves congestionamentos de tráfego, o turismo desordenado é um agente poluidor de gravidade reconhecida por todos, despejam-se toneladas de sal-gema nas estradas necessárias a esse turismo desordenado (sal-gema que já foi identificado como possível ameaça para alguns habitats aquáticos [ver b.n. CISE nº 28, Outono 2009]), instalam-se centros comerciais, funciona no coração da área protegida uma estância de esqui sem se terem até hoje estudado os seus impactos ambientais ou se ter definido um regulamento ambiental para a sua actividade, abrem-se estradas e alargam-se outras já existentes, aumenta-se a capacidade de estacionamento, há vários pontos de despejo de lixos e entulhos que ficam por limpar durante anos, há esgotos a céu aberto, fazem-se passeios e competições de todo-o-terreno motorizado a corta mato e até percorrendo ribeiros, instalam-se parques eólicos, há zonas de caça que a própria administração da área protegida ajudou a definir e legalizar. Ou seja, no PNSE pode-se fazer (e faz-se) praticamente tudo. Mas não escalar.

Parque Natural da Serra da Estrela: área protegida ou reino do arbítrio de mangas-de-alpaca?

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Escalada e visitação (2)

Há vários anos, no final de uma tarde de Verão, tendo escalado o Cântaro Magro pela face Oeste (não me lembro que via) e enquanto preparávamos o rappel para retornar à estrada e daí para a tradicional sessão de cerveja e gabarolice no café Estrela com que se costumavam encerrar os belos dias de antigamente (há quem continue a vive-los bem belos, eu é que me fui deixando atar ao chão horizontal pelos anos, pelas obrigações e porque ganharam importância para mim outras montanhas, mais simbólicas) vimos chegar pelo "Caminho das Pedras" um professor do secundário acompanhado de uma ou duas turmas dos seus alunos, perto de vinte ou trinta.

[Dois apartes: (1) O "Caminho das Pedras" é uma via para a subida ao Cântaro Magro pela face Sul, de baixa dificuldade e bem protegida, que se pode fazer sem equipamento técnico, quase sem tirar as mãos dos bolsos. (2) Duvido que, com as "melhorias" introduzidas nas últimas décadas (e, em particular, nos últimos anos) no ensino secundário, algum professor hoje em dia se encontre disposto a levar, sozinho, os seus alunos ao alto do Cântaro Magro. São estas e outras como estas que me levaram a pôr entre aspas a palavra "melhorias", mas isso é outro assunto.]

Conversámos um pouco com aquele professor (se não me engano, era de Filosofia): tinha acompanhado os alunos numa excursão à montanha mais alta de Portugal e tinha querido oferecer-lhes a sensação da ascensão de um pico não completamente trivial. Iam ficar um bocadinho, tirar fotografias, e depois por-se-iam a caminho (a pé) da Pousada de Juventude nas Penhas da Saúde.

Não sei de um termo que melhor se aplique ao que nós fizemos naquele dia do que "escalada". Não sei de um termo que melhor se aplique ao que os vinte alunos e o seu professor fizeram do que "visitação". Naquele tempo, o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela (POPNSE) era outro. Hoje em dia, o professor e os seus vinte alunos teriam autorização do PNSE para a sua subida ao Cântaro Magro, porque a visitação é aí explicitamente permitida, nos termos do actual POPNSE; eu e o meu companheiro de cordada não teríamos essa autorização, porque o entendimento que os serviços do ICNB fazem do actual POPNSE leva-os a não autorizarem a escalada no Cântaro Magro. Mas, caramba: haverá alguma diferença essencial entre o que nós fizemos e o que eles fizeram? Teremos eu e o meu colega causado um impacto maior do que os vinte alunos e o seu professor?

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Escalada e visitação

No Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela Resolução do Conselho de Ministros 83/2009 de 9 de Setembro (adiante referido como POPNSE), não constam as expressões "montanhismo" ou "escalada". Logo, estas actividades não são explicitamente proibidas no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE). No entanto, os serviços da área protegida têm dado parecer negativo a iniciativas que envolvam essas práticas no Cântaro Magro (que é justamente a "catedral" do montanhismo e da escalada de aventura no nosso país). Para justificar estes pareceres, invocam o Artigo 11º, nº 2 do POPNSE que classifica os Cântaros (incluindo o Cântaro Magro) como Área de protecção parcial do tipo I, e o Artigo 12º que (proibindo explicitamente uma longa lista de actividades na qual não se inclui, como já disse, o montanhismo ou a escalada) determina que (nº3) "Nas áreas de protecção parcial do tipo I apenas são permitidas actividades de investigação científica, visitação e pastorícia, quando compatíveis com os objectivos definidos."

O que ao certo se possa considerar visitação não é definido no POPNSE. O TPais tentou há tempos clarificar esta questão sem sucesso. Aparentemente, não existe uma definição clara do que é "visitação", ou seja, não é claro o que distingue "visitação" de actividades às quais damos normalmente outros nomes (escalada, esqui, BTT, canyoning, pedestrianismo, canoagem, parapente, etc, etc, etc) mas que envolvem, igualmente, uma visita à área protegida. Os textos mais informativos que ele conseguiu encontrar (graças a indicações de pessoas muito mais entendidas do que nós nos meandros do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade) formam a documentação de um "Programa de Visitação e Comunicação na Rede Nacional de Áreas Protegidas" elaborado em 2006, cujos relatórios estão disponíveis no Portal do ICNB. Também não encontrámos nestes documentos uma definição formal de visitação mas, no Capítulo 4 do relatório de 1ª fase, mais especificamente na secção 4.2.3 (pág. 12) a escalada aparece explicitamente classificada como um "Produto de Visitação Especializada".

Dada esta indefinição do termo "visitação", entendo que a lei, tal como está, dá aos serviços do ICNB abertura suficiente para justificarem a autorização de encontros de montanhismo e escalada na serra da Estrela e da prática dessas modalidades no Cântaro Magro. Basta que considerem essas actividades como visitação. Mais: atendendo ao que acima referi sobre o Programa de Visitação e Comunicação, entendo que mais facilmente se justifica a autorização do que a proibição daquelas actividades. Mais ainda: notando que a alínea (i) do Artigo 6º do POPNSE refere "O desenvolvimento de actividades de animação, interpretação ambiental e desporto de natureza" (negritos introduzidos por mim) como "Acções e actividades a promover", entendo que o ICNB deveria sentir como obrigação sua o encorajar iniciativas e actividades deste tipo.

É óbvio que os serviços do ICNB não vêm a coisa assim. Com toda a franqueza, parece-me que é porque não querem.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Para desentalar o entalado que há em ti...

... (Ou era ao contrário?), o pessoal do rppd propõe o "Encontro dos entalados II", em breve num cântaro perto de si!

domingo, maio 31, 2009

The scottish way

Já mais que uma vez aqui falei do Ben Nevis, a montanha mais alta das ilhas britânicas. Como a serra da Estrela, é uma montanha antiga, com os cumes arredondados pela erosão; tem uma altitude de apenas de cerca de 1300 m mas, como parte do nível do mar, tem um desnível também semelhante ao da Estrela.

Parece-me que uma diferença principal entre as duas montanhas é o clima. Como o Ben Nevis está muito a norte, a meteorologia é muito mais rigorosa. As condições mudam mais rapidamente que na Estrela, neva intensamente com mais frequência, etc. Uma outra diferença, não menos principal, é a forma como é tratada pelos residentes.

No Ben Nevis, não há estradas para o topo, não há telecabines, nem nada disso que nós por cá consideramos indispensável. Ainda assim, todos os anos cerca de cem mil montanhistas chegam ao cume pelos seus pés. Para isso, têm que passar alguns dias na região. E, por cada um destes cem mil que chegam ao cume, vários tentam sem o conseguir (por causa do tempo, por exemplo) e vários outros visitam a região sem tentarem a subida, apenas como acompanhantes. Outros ainda, por fim, visitam a região em busca de outros pontos de interesse. Onde quero chegar é que não são precisas estradas de asfalto ou outras acessibilidades fáceis e cómodas para o cume para se desenvolver o turismo de montanha numa montanha de média altitude como é a Estrela. Antes pelo contrário, acho que essas acessibilidades fazem mais mal que bem ao turismo e já apresentei vários argumentos que justificam a minha opinião.

Mas voltemos agora ao Ben Nevis. Há alguns anos, esteve acesa uma discussão entre montanhistas escoceses sobre se se deveria reforçar a sinalização dos trilhos pedestres para a ascensão ao cume. Uns achavam que sim, porque os trilhos eram difíceis de seguir com nevoeiro, chuva ou neve, outros achavam que não porque essas são as condições da montanha e reforçar a sinalização encorajaria pessoas mal preparadas e mal equipadas a tentar a ascensão, tornando a montanha mais perigosa, ao contrário do que se pretendia. Bem sei que este debate só se pode considerar uma discussão de loucos, à luz dos critérios que fazem lei aqui na serra (Trilhos pedestres?! Estradas de asfalto é que é o que nos falta! E antenas retransmissoras para telemóveis! E heliportos! E casino! E centro comercial, hotel, restaurante e observatório panorâmico no cume!). Mas eu acho que loucos somos nós.

Mas falo do Ben Nevis porque recentemente soube de mais um detalhe interessante sobre o respeito que os escoceses têm para com a sua montanha-mãe e o respeito que exigem a todos os que a visitam. A Ben Nevis Race é (ao que li) a corrida de montanha mais antiga do mundo. Tem uma extensão de 16 km, com uma subida acumulada de 1300 m. (Parece ser algo mais suave que o "nosso" Circuito dos Três Cântaros, que teve lugar justamente hoje!) Pois bem, em respeito por uma tradição que a nós parece mais uma coisa de loucos, nesta corrida o percurso não está assinalado, de modo que os que a correm pela primeira vez fazem-no com alguma desvantagem. Azar o deles, e voltem cá para o ano, que esta montanha não se oferece ao primeiro que por aqui passa!

Ah, que diferença entre escoceses e beirões! Somos nós ou serão eles a estar no rumo certo, a estar de parabéns?

terça-feira, janeiro 13, 2009

Asestrela 2009

A Associação Cultural dos Amigos da Serra da Estrela organiza este ano, nos dias 21 e 22 de Fevereiro, o ASESTRELA 2009 — Encontro com a montanha.

Trata-se de um acampamento invernal no Covão d'Ametade (a 1.500 metros de altitude) que pretende reunir os que sabem e querem apreciar o que a serra da Estrela tem de melhor: o seu ambiente único.

Estão previstas diversas actividades, algumas enquadradas pela organização, outras ao sabor de quem as realizar, como escalada, BTT, caminhadas, desafio fotográfico etc.

O encontro não se destina apenas a montanhistas com créditos firmados, antes pelo contrário: está aberto a todos. Mas deve ter-se em conta que as condições climatéricas nesta altura do ano podem ser pouco menos que inóspitas, pelo que todos os participantes devem vir preparados (e equipados) para o que der e vier. Em particular, a organização não fornece roupa ou sapatos impermeáveis, tendas ou sacos cama.

A participação em algumas actividades mais técnicas enquadradas pela organização pode não ser autorizada àqueles que não dispuserem do equipamento mínimo.

ASESTRELA 2009 — Encontro com a montanha.
O encontro dos amigos da montanha!

Mais informação no site do evento.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

A estudar atentamente...

... É este post do blog Rocha podre e pedra dura, uma espécie de edição especial dedicada à escalada invernal na serra da Estrela.

Face Norte do Cântaro Magro (imagem "linkada" do Rppd).

Obrigado, pessoal!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Os preços da liberdade

A notícia principal da página 19 do Público de 5 de Fevereiro (a link pode não ser permanente) é a do resgate com recurso a um helicóptero de três montanhistas na serra do Gerês. O que mais me prendeu a atenção neste assunto foi a possibilidade de os montanhistas em questão virem a ser obrigados a pagar os custos da operação que os salvou, que ascendiam (se não me engano) a quinze mil euros.

Se entendemos que deve ser o estado a pagar a factura das operações de salvamento de que eventualmente necessitarmos, então devemos aceitar as regras que o estado impuser para a prática da nossa actividade, nas condições que ele considerar seguras. Esse é um custo que, para mim, ultrapassa em muito o das operações de salvamento. Prefiro, de longe, pagar em dinheiro do que pagar em liberdade. Mas prefiro ainda mais não ter que pagar nada nem ver a minha liberdade limitada em nada.

Ora, na mesma página 19 do Público de 5 de Fevereiro, outra notícia refere as "Filas de quilómetros para ver a neve nas estradas abertas da serra da Estrela". Informa-se na notícia que "A principal via de acesso ao maciço central da Estrela tinha sido encerrada domingo pelas 15h00, na sequência de um forte nevão que obrigou a GNR a evacuar todos os veículos entre Piornos e a Lagoa Comprida".

A quem é apresentada a factura pelos custos do funcionamento da GNR nos fins de semana "normais" em que se instala o caos rodoviário com os visitantes da neve? A quem é apresentada a factura pelos custos da manutenção e funcionamento do Centro de Limpeza de Neve, todos os anos, todos os dias do ano? A quem é apresentada a factura pelos custos da tarefa de evacuar uma porção de estrada nacional com quinze quilómetros de extensão, onde se encontram alguns milhares de visitantes?

Se o estado não ordena (para além da mera gestão do caos) a prática da romaria automobilizada ao maciço central da serra da Estrela e aceita pagar os custos inerentes à segurança dessa actividade, não compreendo porque é que não há-de ter exactamente a mesma atitude face ao montanhismo.

sábado, dezembro 29, 2007

Caos gelado

Olhe esta imagem e imagine-se aqui sózinho, neste primordial caos frio e hostil. Feche os olhos e sinta a brisa gelada que, subindo a garganta rochosa, lhe arrefece a nuca enquanto tira a fotografia. O silêncio, cortado apenas pelo som vento e pelo sussurrar dos pedaços de gelo que se soltam lá do alto e deslizam, velozes, encosta abaixo, mostrando-nos o que nos pode acontecer se colocarmos mal o pé. A solidão. O frio. A preocupação de descer até ao Covão Cimeiro sem perder o trilho de vista...

Desumano? Nem por sombras! Desumano mesmo é o caos automobilístico na estrada nacional logo por cima destes barrancos. O barulho, o cheiro do diesel, as multidões, o lixo, a preocupação em encontrar lugar para estacionar o carro, a preocupação em evitar que os miúdos se molhem todos, agora que já não tenho roupa seca para os mudar, e o pequenino que já está constipado, e o sarilho que vai ser sair daqui ao fim da tarde quando toda a gente resolver regressar, e esta bicha que não anda nem desanda e não há maneira de chegarmos à Torre... Isso sim, é desumano!

Quem da Serra pouco quer, pouco leva.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Respeito e responsabilidade

Escalando nas falésias selvagens do Douro Internacional. (Fotografia do rppd.)

Eis o cuidado que os amigos do Rocha Podre e Pedra Dura demonstram quando escalam em zonas selvagens, por exemplo, nas falésias do Douro Internacional

[...] um local também sensível, com uma ecologia única que convêm preservar. Mais uma vez, ali está a época de nidificação de aves que se deve respeitar (não escalando, de Janeiro a Agosto) [...]

Note-se que não há nenhuma lei ou organismo que proíba a escalada na altura referida. São os próprios que escolhem não o fazer, porque respeitam o ambiente onde praticam a sua modalidade favorita e porque assumem as suas responsabilidades na protecção desse ambiente.

Não pretendo generalizar, sei bem que há muitos escaladores que não se pautam por estes níveis de exigência. E também sei que há caçadores, praticantes de todo-o-terreno, piqueniqueiros, BTTistas, esquiadores, etc, igualmente conscienciosos. Os bons exemplos existem, em todas as modalidades (mas, tenho que dizer, numas mais do que noutras). E é porque existem bons exemplos, que os maus exemplos, que também os há em todas as modalidades, são tão desprezíveis. Em que categoria nos preferimos classificar?

Mas (deixem-me agora puxar a brasa à minha sardinha montanheira) há um aspecto das actividades do pessoal do rppd que quero realçar. É que se vê a montanha como um palco para a auto-superação. Em vez de se "ajeitar" a montanha, facilitando o acesso a ela com estradas, telecabines, restaurantes, bares e hotéis, diminuindo-a assim às nossas limitadas forças e aspirações, tenta-se crescer e ultrapassar essas limitações, até se estar à altura dos desafios que uma montanha a sério nos coloca.
Quem da Serra pouco quer, pouco leva; por isso, quem à Serra quer chegar rápida e comodamente, nada chega verdadeiramente a ver ou a gozar. Não viveu a serra mais do que se tivesse ficado em casa pasmado num documentário televisivo. Era disto, suponho, que Miguel Torga falava quando disse

"A Estrela, essa, guarda secretamente os ímpetos, reflectindo-se ensimesmada e discreta no espelho das suas lagoas. Somente a quem a passeia, a quem a namora duma paixão presente e esforçada, abre o coração e os tesouros. Então, numa generosidade milionária, mostra tudo".

sexta-feira, outubro 26, 2007

Liberdade e responsabilidade?

O Pico, fotografado por Emmanuel Arand (imagem encontrada pelo Google)
Li no Público de ontem que
Os turistas que queiram escalar a montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal (2351 metros), localizado no arquipélago dos Açores, vão ser obrigados a utilizar uma pulseira de geolocalização, por motivos de segurança.

Mais do que as belas paisagens, mais do que a necessidade de aplacar qualquer vício de adrenalina, mais do que a satisfação de atingir objectivos que acreditava não estarem ao meu alcance, mais do que a tentativa de incorporar em mim a imagem cool do velho alpinista ou a do miúdo radical, aquilo que realmente me atrai no montanhismo (em todas as suas vertentes, desde a escalada ao esqui de randonné) é a possibilidade de ser verdadeiramente livre para decidir o que fazer e como fazer. Com essa liberdade vem uma grande responsabilidade, que não quero partilhar com ninguém que não esteja na aventura comigo, que não esteja preso na outra ponta da corda. Há a possibilidade de as coisas correrem mal? Claro. Às vezes as coisas podem correr mesmo muito mal. Às vezes tem-se a impressão de que se escapou por pouco. Mas são essas as regras do jogo, e são elas que tornam o jogo interessante.

Dito isto, é óbvio que tenho para mim que, se me ocorrer algum azar (que, quase sempre, resultam de erros de apreciação ou, pura e simplesmente, de disparates grosseiros), o único responsável sou eu. Claro que agradeço que me ajudem se chegarmos a tanto, mas não considero que isso seja obrigação de ninguém.

Os dirigentes da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, ao contrário, parecem achar são os responsáveis pela segurança de quem pretende subir até ao topo do Pico, porventura ainda mais do que os próprios. Por agora ficam-se com a exigência da pulseirinha, mas daí até regulamentarem (com os costumeiros requintes burocráticos, que com isto da segurança não se brinca) as condições em que alguém pode ser autorizado a tentar a ascenção, vai um passo muito pequenino. Não perceberam nada de nada, parece-me.

sexta-feira, abril 20, 2007

Estrela e Gredos: 2 Serras 2 Destinos

O fim de semana passado estive na Serra de Gredos a desfrutar 2 dias fantásticos!É realmente um local magnifico, selvagem, agreste, original!É um gigante granítico com pináculos afiados e grandes escarpas esculpidas na era onde os Glaciares dominavam.

Chegámos à localidade de Hoyos del Espino sexta feira já tarde - por volta da meia noite. O objectivo era subir ao ponto mais elevado de Gredos, o Almanzor (2592m), depois seguir para a Galana (~2500m) e descer de volta ao refugio Elola (1980m) pelo "Garganton".
Manhã de sábado 7horas - iniciámos a nossa caminhada onde a estrada acaba (1700m altitude) em direcção ao circo de Gredos mas não sem antes passarmos pelo escrutínio do olhar de 3 belos exemplares de Cabra Montez, o simbolo de Gredos! Cerca das 2 horas de caminhada chegámos aos "Barrerones"(~2200m alt.) e finalmente podemos observar o anfiteatro do Circo Glaciar de Gredos e a lagoa formada após o degêlo do antigo Glaciar. A partir daqui é sempre a descer até ao refugio. Cerca de 7km depois de iniciarmos a nossa caminhada chegámos ao refugio onde fazemos uma pausa e aliviamos a carga das mochilas. Sim, são 7km a pé sem alternativas! Mas que injustiça!Não há uma estrada, um teleférico?Não há nada que democratize o acesso a este local?É verdade, a natureza não é justa!ou será?Para mim até é, pois esta é a maneira que mais me satisfaz visitar locais como este. Se fossem criados meios para que toda a gente conseguisse aqui chegar (p.e. estradas) deixaria de ser justo para as pessoas como eu que veriam ser retirado todo o prazer de aqui virem. Temos que perceber de uma vez por todas que há muita gente para quem o carro não é a melhor forma de chegar a certos lugares!
Bom, mas voltando à nossa actividade. O descanço no regufio terminou e iniciámos a subida final para o Almanzor quando batiam as 11h30m locais. O tempo estava "quente" e a neve bastante "papa" dificultando a progressão principlamente nas pendentes mais inclinadas. Mas havia "traço","hola",trilho, como lhe queiram chamar. Por isso com mais ou menos dificuldade todos chegámos ao cume do Almanzor (2592m) Apesar da altitude moderada deste pico, considero uma ascensão muito interessante podendo-se facilmente variar o nivel de dificuldade abordando diferentes faces do pico. Com neve gelada, o final da subida pode ser tambem um bom desafio. Lá tirámos a fotografia da praxe, marcámos o ponto no GPS (também já é praxe!). Tivemos que abandonar a passagem pela Galana pois a hora já ia avançada e a partir daqui já não havia trilho aberto o que implicaria chegarmos depois do jantar ao refúgio!E ninguém quer isso, certo?! Descemos então pelo mesmo sitio. Regressámos ao refugio para o merecido descanso - cerca de 8-9 horas de actividade.
No dia seguinte foi tomar o pequeno almoço, arrumar as mochilas e regressar ao sitio onde tínhamos deixado o carro a 7km de distância e vislumbrar mais uma vez o majestoso Circo Glaciar de Gredos! A serra de Gredos pertence à cordilheira central da península Ibérica da qual faz parte também a nossa Serra da Estrela. Se não estou em erro, a origem geológica das duas é semelhante e as parecenças em termos de paisagem granítica e vegetação são grandes também. Podemos dizer que Gredos é a irmã "mayor" da Estrela!Durante muito tempo tive o desejo de que a Serra da Estrela fosse como Gredos! Seria até justo! Os espanhóis já tem tantas montanhas com mais de 2000 metros, porque não haveríamos de trocar?!Claro que isto são aquelas divagações que todos fazemos de vez em quando. Mas como já referi, a Natureza não é justa.
No entanto, olhando para as duas Serras com tantas características comuns e a mesma génese, não posso deixar de lamentar o destino oposto que calhou a cada uma. A Estrela, com estradas a rasgarem-lhe os espaços naturais e selvagens, vista como um obstáculo à circulação territorial por uns e como um espaço de exploração por outros; Gredos, por seu lado, sem uma única estrada que atravesse as suas terras altas, preservada no seu valor e por isso admirada por cidadãos de todos os cantos.
De facto, lamento os destinos opostos das duas serras, mas já não lamento que Gredos não seja Portuguesa! Se assim fosse, concerteza já chegaria confortavelmente de automóvel ao refugio de Gredos, que já não seria um refugio mas sim um hotel ou mesmo um aldeamento com piscinas, farmácias, lojas de conveniência e multibancos espelhando o turismo de qualidade à lá Tuga!Mas não é isto que eu gosto. Gredos, finalmente estás bem onde estás...

sábado, março 31, 2007

Coisas para fazer

Diversas empresas da região oferecem actividades interessantes. Veja os sites da Mesmo que o queiram convencer do contrário, acredite que há muito mais para fazer na Serra do que andar à procura de lugar para parar o carro na vizinhança do "centro comercial" da Torre. Boa Páscoa!

Pode haver mais clubes com actividades abertas ao público em geral de que não me lembro agora. Pode haver mais empresas com actividades na Serra de que também não me estou a lembrar. A todos os esquecidos, apresento as minhas desculpas. Façam chegar a informação ao Cântaro Zangado, teremos o maior prazer em fazer a divulgação aqui.

segunda-feira, março 12, 2007

I Percurso Anual do blogue "Pedestrianismo e Percursos Pedestres"


Uma vez que este tipo de actividades promove um tipo de lazer com o qual nos identificamos e incutem o apreço pela natureza, é com muito gosto que divulgo esta caminhada promovida pelo comparsa Fernando Vilarinho. Quanto mais gente houver a apreciar a Natureza no seu estado selvagem mais hipóteses esta terá de se manter assim!Felicidades

Mais informações em http://pedestrianismo.blogspot.com/

terça-feira, março 06, 2007

12 de Maio, Serra da Estrela

A Plataforma pelo Desenvolvimento Sustentável na Serra da Estrela (PDSSE) promove, no dia 12 de Maio, a I Caminhada pela Conservação do Ambiente da Serra da Estrela. Trata-se de uma caminhada múltipla, com início em diferentes vertentes da Serra e concentração para convívio na Torre à hora de almoço. Estão previstas para já quatro caminhadas, mas quem quiser pode propor outras. E quem preferir chegar à Torre de bicicleta, de cavalo, de burro ou em parapente, pois faça o favor!
Porque é que a PDSSE propõe esta iniciativa? Porque numa altura em que há lixo e entulho a acumular-se na Torre, numa altura em que se prometem investimentos que, tudo assim leva a crer, vão espalhar ainda mais entulho por ainda mais zonas da serra, achamos que é importante
  • aumentar a percepção pública da gravidade dos problemas ambientais na Serra da Estrela e da necessidade das políticas ambientais nesta área protegida
  • demonstrar às instituições relevantes o nosso interesse em ver a protecção ambiental reforçada na Serra da Estrela
  • aproveitar para recolher todo o lixo que se conseguir
  • passar um dia agradável.
Voltaremos com mais detalhes, mais adiante.
Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!