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sexta-feira, setembro 09, 2011

Proteger a paisagem

Se não fosse este nevoeiro, esta fotografia (tirada perto das Penhas da Saúde, mais ou menos para o início vale da Ribeira das Cortes) mostraria dois troços de estrada asfaltada, alguns estradões, algumas casas e se olhássemos com cuidado, postes de suporte de cabos eléctricos, uns cumprindo a sua função, os outros abandonados há decénios. Num futuro não muito distante, esta fotografia mostraria ainda o estaleiro da construção da barragem que a Câmara da Covilhã quer construir ali mais abaixo, ou a barragem já construída.

Noutros locais do Parque Natural da Serra da Estrela, a paisagem mostra parques eólicos; reinando sobre o panorama, os mamarrachos da Torre; por todo o lado, é possível vislumbrar uma (ou mais) estrada de asfalto, o muro de uma barragem e/ou uma linha de alta ou de baixa tensão; na pequena escala, plásticos em camadas decoram as linhas de água que escorrem da Torre.

É preciso muita arte e cuidado para se conseguir fotografar uma paisagem que pareça mais ou menos natural na Serra da Estrela, uma que não fique "enfeitada" com uma qualquer destas incongruências artificialóides. O que nos vai valendo, por vezes, ainda é o nevoeiro.

terça-feira, agosto 02, 2011

Um fim de tarde...

... Perto do Alto das Piçarrinhas, na colina sobre a Covilhã, virado para Sul.

domingo, junho 19, 2011

Sanatório dos ferroviários

Gruas no sanatório

Há já alguns meses, iniciaram-se as obras de reconstrução do antigo sanatório dos ferroviários, situado entre a Covilhã e as Penhas da Saúde. Esta reconstrução, que ao longo das décadas foi sendo anunciada "para breve", teve uma história interessante, que resumi aqui.

Admito que sejam uma necessidade temporária, mas não gosto mesmo nada de ver a crista da colina da Covilhã decorada com estas gruas. Oxalá que as obras sejam rápidas e que não afectem uma área muito alargada.

Sobre a importância para o turismo das reconstruções na serra, tenho a opinião que apresentei noutro post: que, quase sempre, em vez de reconstruir, é melhor demolir e limpar e ainda que o que importa mesmo reconstruir é a paisagem e o ambiente. Só para dar um exemplo, consegue-se imaginar a importância turística de uma floresta autóctone e variada (carvalhos, bordos, vidoeiros, castanheiros, freixos, tramazeiras, cerejeiras, etc) mais ou menos contínua entre a Covilhã e Unhais da Serra (estou a considerar apenas as zonas mais afastadas dos povoados, os baldios tradicionalmente desaproveitados para a agricultura)?

Uma tal floresta, já formada, atrairia turistas pelos valores naturais (observação e interpretação da natureza) e paisagísticos (imaginem-se, como já sugeri aqui, as cores de Outono que a colina da Covilhã apresentaria), gastronómicos (cogumelos e bagas) ou até pela caça. Claro que, dado o estado em que as coisas estão, seria preciso esperar décadas para que as árvores crescessem. Ah, se tivéssemos começado este esforço em 1991, quando ardeu o pinhal sobre a Covilhã...

Mas entretanto, poderíamos também dinamizar o turismo atraindo activistas e voluntários para acções de reflorestação. Sim, isso também é (ou pode ser) turismo! A Associação Cultural dos Amigos da Serra da Estrela tem todos os anos trazido a Manteigas várias centenas de pessoas que participam nas actividades do programa Um milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela. Se uma associação cultural, com uma estrutura pequena e amadora, tem conseguido o que consegue, ano após ano, o que não conseguiria uma autarquia ou associação de municípios, uma região de turismo ou uma associação de empresários? O que não conseguiriam duas ou mais destas estruturas em colaboração?

domingo, maio 22, 2011

Almofadas de alfinetes

Parques eólicos na serra da Estrela (Pedras Lavradas) e para sudoeste.

Com a eficiência que temos demonstrado a destruir florestas e a "plantar" eólicas, as cristas de muitas serras do centro (incluindo algumas no interior do Parque Natural da Serra da Estrela) têm o aspecto que mostro na imagem.

Isto das eólicas, talvez seja necessário. Mas, para mim, se o for, será sempre um mal necessário.

sábado, abril 09, 2011

O Cântaro Magro

Fotografado no início de Março.

quarta-feira, abril 06, 2011

(Mais um) Ocaso

Na Cova da Beira (Domingo, dia 3 de Abril).

domingo, abril 03, 2011

Alto do vale do Zêzere...

... No início de Março:

sábado, janeiro 29, 2011

Encosta da Covilhã

... Hoje, 29 de Janeiro, pelas 9 da manhã.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Uma grande confusão...

Cova da Beira vista da colina da Covilhã, na manhã do dia 2 de Janeiro

... Que mascara uma confusão ainda maior!

É bom poder escapar da confusão maior nuns meros dez minutos, mesmo que apenas parcialmente e mesmo que apenas por pouco tempo. Por falar nisso, há dias li no Público que uma capital de um qualquer país da Escandinávia pretende reformar-se de modo a que os seus habitantes possam ter acesso a áreas naturais em menos de 10 minutos. Pelo andar da carruagem, aqui na serra pretende-se o contrário: que os seus visitantes nunca estejam a mais de dez minutos de uma estrada ou espaço urbanizado/artificializado.
Natureza? Credo, que horror!

segunda-feira, setembro 20, 2010

Sábado, 18 de Setembro,...

... pelas 11:30, entre a Pedra da Mesa e o Alto de Piçarrinhas, virado para Oeste.

domingo, junho 06, 2010

Uma Maravilha Natural

Vale glaciar do Zêzere (imagem roubada daqui).

Em que sentido é que o vale glaciar do Zêzere é uma maravilha da natureza? Pergunto isto a propósito da candidatura ao concurso das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Antes de continuar, quero deixar bem claro que não pretendo pôr em causa o concurso nem a candidatura. Eu também acho que o vale é uma maravilha. Mas quero tentar perceber melhor e deixar explícitas as razões pelas quais acho o vale uma maravilha. Porque creio que essas razões são as de quase todos e porque acho que essas razões determinam uma atitude para com o vale (e para com toda a serra) que me parece francamente positiva.

Porque consideramos então o vale uma maravilha natural?

Será porque o vale se encontra num estado natural puro, onde não se notam os efeitos da acção humana? Não! Esses efeitos são evidentes: as encostas (as duas!) não estão quase integralmente cobertas de floresta, há as quintas cá em baixo, há diversos caminhos, uma mini-hídrica e uma estrada asfaltada... Não, os sinais da civilização estão por todo o lado, não é um lugar onde se aprecie um ambiente natural no seu estado puro, nem pouco mais ou menos.

Será então porque apesar de o ambiente natural do vale não se encontrar nas melhores condições (corrijo: não se encontrar nas condições pré-civilização), serem no vale evidentes as grandes forças naturais que moldam o território, que definem a orografia? Talvez, mas a verdade é que essas grandes forças são igualmente evidentes em qualquer lugar. Naturalmente, são forças diferentes as forças que actuam em diferentes lugares, mas isso é um detalhe: porque raio devemos considerar mais "maravilhosas" as forças glaciárias do que as da erosão da água em estado líquido, ou a do vento?

Creio que consideramos o vale uma maravilha natural porque são relativamente poucos os vestígios da civilização industrial, e menos ainda os exemplos desse desordenamento evidente e gritante que temos permitido nas povoações. Assim, quase podemos imaginar que nos encontramos num lugar que ainda não estragámos. Isso não verdade, como referi acima, mas quase podemos acreditar que sim. Apesar de tudo o que já fizemos, e como diz Elisabete Jacinto citada pelo Blogue de Manteigas, o vale "é um local paradisíaco onde nos podemos sentir longe da agitação do mundo moderno" e as suas vertentes grandiosas fazem-nos "sentir pequenos e conduzem-nos à introspecção".

Concordo inteiramente com a justeza das palavras de Elisabete Jacinto. Mais: creio que quase todos concordamos. Mas, aqui chegados, pergunto: se achamos que o carácter maravilhoso do vale reside nestas suas características, e se esperamos e desejamos que elas sejam reconhecidas nacionalmente através de uma vitória no dito concurso, poderemos coerentemente defender eventuais alargamentos e rectificações da sinuosa estrada nacional EN338 até à Nave de Santo António, a instalação de teleféricos ou funiculares para as Penhas Douradas, a instalação de iluminação nocturna no Covão d'Ametade (estava prevista num projecto recente), ou a apoiar a realização, nesse local, de encontros motociclistas (com tudo o que esses encontros têm implicado)? São estes elementos que nos ajudam a sentir "longe da agitação do mundo moderno"? Consideramos normal que, num local que pretendemos anunciar como uma maravilha da natureza (e, agora, não me refiro especificamente ao vale mas a toda a serra), seja difícil tirar uma fotografia onde não apareçam "decorações" como estradas, postes de alta tensão, de iluminação ou de telecomunicações, barragens, construções de gosto e qualidade duvidosa ou restos de lixo?

Se admiramos os nossos valores naturais e queremos que os outros os reconheçam, poderemos continuar tratá-los como os temos tratado até hoje?

domingo, agosto 16, 2009

Picos da Europa — 0

Acabo de chegar de uma semana nos Picos da Europa (Astúrias, Espanha), onde não ia há quase vinte anos. O que lá vi e o que lá fiz vai alimentar alguns posts aqui no "Cântaro".

Como não quero dar a entender que a serra da Estrela é como os Picos da Europa (ao contrário de outros que afirmam que ela pode concorrer com os Alpes ou os Pirinéus, num segmento — Neve e esqui — para que os Alpes e os Pirinéus têm condições absolutamente ímpares), com este post à laia de preâmbulo pretendo mostrar quais as diferenças físicas entre as duas cordilheiras. Nos posts que se seguirem abordarei as diferenças (bem maiores) na forma como elas são tratadas e aproveitadas.

Os Picos da Europa começam a cerca de cem metros de altitude e sobem até pouco mais que 2600 m. Ou seja, têm seiscentos metros a mais por cima e quinhentos metros a mais por baixo do que a Estrela, que começa a seiscentos metros (aqui do lado da Covilhã) e sobe até aos dois mil. São montanhas mais recentes, logo, mais escarpadas. São constituídas de rocha calcárea, em vez de granito. Apresentam precipícios impressionantes, paisagens de cortar a respiração. São um pequeno paraíso para montanhistas e escaladores. Os espanhóis marcam frequentemente o início da actividade montanheira no seu país com a primeira escalada do Picu Urrielo (também conhecido como Naranjo de Bulnes), um enorme promontório rochoso mais ou menos equivalente (em altura) a três Cântaros Magros, mas muito mais vertical.

Os Picos da Europa estão a vinte quilómetros do mar. É perfeitamente possível escalar ou caminhar em ambiente alpino de manhã e fazer praia à tarde. O clima é muito húmido e todas as zonas de altitude intermédia estão cobertas com bosques atlânticos (castanheiro, carvalho, faia, avelaneira, etc.), prados para o pastoreio ou campos cultivados. Por estar mais a norte e ter maior altitude que a Estrela, neva nos Picos muito mais frequentemente e com muito maior intensidade do que por cá.

Os Picos da Europa são muito, muito diferentes da serra da Estrela. Não faz sentido tentar copiar as realidades asturianas para a Estrela, tal como não faz sentido tentar copiar as alpinas ou as pirenaicas, como alguns afirmam que pretendem fazer. O que funciona lá, o que lá é viável, pode perfeitamente falhar na serra da Estrela. Mesmo assim, entendo que poderíamos aprender imenso com a forma como os asturianos entendem o turismo de montanha e com a forma como o desenvolveram. Tentarei demonstrá-lo nos próximos dias.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Agosto

Vale sob o Curral do Vento.

quinta-feira, junho 04, 2009

Para desamargurar...

... Do post de há pouco:
Cântaro Magro visto do Covão d'Ametade, fotografado ontem dia 3, às 8:30 da manhã

quarta-feira, dezembro 17, 2008

"Requalificar" a serra da Estrela?

Não, obrigado. O que se fez nos últimos quarenta anos já chega e já sobra.

Requalificar a serra, *a sério* (agora sem aspas)? Sim: removam-se todos os monos horríveis com que a "requalificámos" no passado. Renaturalizem-se as áreas que "requalificámos" no passado. Limite-se o tráfego rodoviário a níveis não absurdos, naqueles fins de semana absurdos. Preservemos as paisagens, os habitats. E desenvolvamos um verdadeiro turismo de montanha que, como qualquer pessoa pode constatar visitando qualquer montanha do mundo ocidental (mesmo aquelas onde se esquia a sério), é algo muito, muito diferente do que por aqui temos promovido.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

(Des)Preocupações paisagísticas

Um amigo enviou-me estas fotografias de um poste de telecomunicações com que se cruzou, durante uma caminhada na Galiza.

Na primeira (acima) mostra-se como se tenta minimizar o impacto visual dos equipamentos, instalando numa mesma torre diversos elementos. Outro aspecto (que não se pode comprovar na fotografia) é a não utilização de linhas aéreas para a alimentação eléctrica. Na segunda fotografia, vê-se como a mesma preocupação com o aspecto visual da estrutura foi levada ao ponto de camuflar a caixa de equipamentos com rochas.

Não sei se estas fotografias foram tiradas numa área protegida galega, se não. Seja como for, parecem-me muito louváveis estas preocupações com a paisagem. Acho muito bem que se tente preservar o carácter "natural" de uma zona, minimizando o número de equipamentos que nela se instalam e a alteração visual que acarretam. Estarei a ser muito eco-fundamentalista, radical ou original com estas minhas considerações? Acho que não.

Mas, então, o que há a dizer do "parque de antenas" no Alto das Piçarrinhas, perto do posto de vigia de incêndios situado atrás do edifício do Sanatório dos Ferroviários? Outro caso, o que há dizer sobre esta antena para comunicações móveis, recentemente instalada perto do Centro de Limpeza de Neve, onde não serve moradores (que não os há) nem turistas (que vêm quando vêm, e quando vêm não é para aqui)?

Se são razoáveis os cuidados demonstrados nas duas primeiras fotografias, é razoável o que se mostra nestas duas? Se não não se considera eco-fundamentalismo apoiar aqueles cuidados, pode considerar-se aceitável o que aqui se fez, ainda por cima numa área supostamente de paisagem protegida? No fundo, o que quero perguntar é: pode uma pessoa declarar-se favorável à protecção da natureza e da paisagem em abstracto, e considerar aceitável esta construção em concreto?

Esta antena tem outra particularidade. A caixa branca e azul no exterior da área cercada (no lado esquerdo) é um gerador a diesel. Ou seja, esta antena não só se vê à distância como se pode ouvir e cheirar, também. Tem que ser alimentada periodicamente, pelo que é necessário manter circulável um acesso com algumas centenas de metros até à estrada nacional.

Tudo isto era mesmo necessário? Tudo isto tinha mesmo que ser feito assim? Tudo isto, e assim feito, é aceitável numa área protegida? Tudo isto, e assim feito, faz sentido numa zona que se pretende turística?

quinta-feira, dezembro 06, 2007

quarta-feira, dezembro 05, 2007

terça-feira, dezembro 04, 2007

quarta-feira, julho 18, 2007

Paisagem natural, últimos dias

Uma breve mas eloquente referência ao parque eólico da Serra de Alvoaça, no Obrar.
Tenho pena de não ter percorrido esta cumeada, como cheguei a planear, antes da construção do parque. Agora, já é tarde.
Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!