(Soube pelo Máfia da Cova)
terça-feira, setembro 30, 2008
Escala temporal alterada
sexta-feira, setembro 26, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
Renováveis insustentáveis?
O actual panorama nas energias renováveis leva a que, actualmente, os investidores não precisam de ter dinheiro: basta-lhes ter crédito bancário e os ganhos pelas receitas inflacionadas (à custa dos consumidores, repita-se) permitem-lhes pagar os juros e amortizações e ficar ainda com um bom lucro. Quando um Governo, por pressão dos consumidores, terminar com a «mama», veremos muitos cemitérios de parques eólicos, pois só sobreviverão aqueles que, na verdade, têm sustentabilidade económica e ambiental. Mas quem sair, deixando esses cemitérios, fez um excelente negócio...
terça-feira, setembro 23, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
Concurso de fotografia
domingo, setembro 21, 2008
sexta-feira, setembro 19, 2008
Este é cá dos meus!
Recebi hoje da Amazon esta monografia, que é uma espécie de tese de jubilação do físico Sverre Aarseth e que nada tem que ver com a serra da Estrela.
E, no entanto... Na dedicatória aparece
No final do prefácio, pode ler-seTo the world's wild and
magical places
Finally, the dedication reflects my many sources of inspiration, wether it be the awesome beauty of the Atacama Desert or more accessible wildlife environments. May our planet's fragile ecosystem and rich diversity be preserved for future enjoyment.
"May our planet's fragile ecosystem and rich diversity be preserved for future enjoyment." Ah, este parece mesmo ser dos nossos, dos do Cântaro Zangado. Mais um como o Miguel Torga!
quinta-feira, setembro 18, 2008
Que salganhada!
O Diário XXI dedicou ontem (17 de Setembro) uma página (a página 5) ao processo de aquisição (chamemos-lhe assim) dos terrenos onde foram (na verdade, já estavam) implantadas as casinhas de génese ilegal das Penhas da Saúde.
As casinhas não foram demolidas porque o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, do PSD, se opôs (ver por exemplo, esta notícia do Urbi et Orbi). Mas a legalidade do processo de "aquisição" dos terrenos foi a inquérito a pedido de um responsável do mesmo partido. O dito processo de "aquisição", pelos vistos, foi conduzido por José Armando Serra dos Reis (a partir de 1996, percebi bem?), que na altura era presidente da Junta de Freguesia das Cortes do Meio (freguesia a que pertencem os ditos terrenos) pela CDU, tendo depois passado para o PS e sendo agora deputado municipal pelo Bloco de Esquerda (ERRADO. Ver correcção e pedido de desculpas no final). Por razões que não são apresentadas, os partidos da oposição preferiram não participar na comissão de inquérito.
Os "proprietários" das casas do bairro clandestino das Penhas da Saúde louvam o presidente da Câmara da Covilhã por os descansar quanto à pretensão (de demolição) dos serviços do Parque Natural da Serra da Estrela. Mas terá o partido liderado por Carlos Pinto decidido à revelia do chefe instaurar este inquérito que reforçou a marca da clandestinidade do dito bairro?
Eu gostava que aqueles a quem dou o voto pugnassem pela transparência de processos e pelo cumprimento da lei. Face a esta salganhada, fico terrivelmente indeciso... Sei muito bem em quem não votar. Não sei é em quem votar.
Não se pense que o problema começou em 1996. As casinhas de génese ilegal (é interessante esta expressão) já lá estavam, desde meados da década de setenta.
Correcção posterior: Refiro no texto que José Armando Serra dos Reis, ex-presidente da Junta de Freguesia das Cortes do Meio pela CDU que passou para o PS é actualmente deputado municipal pelo BE. Errei. O actual deputado municipal pelo Bloco de Esquerda é José Serra dos Reis, irmão de José Armando Serra dos Reis, militante do PS. Pela minha ignorância, que originou este erro, peço desculpas aos dois, ao PS e ao BE na Covilhã (2008-10-14).
quarta-feira, setembro 17, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
Um radical chamado Miguel Torga?
O blog do Centro de Interpretação da Torre apresenta um post com palavras de Miguel Torga sobre a serra da Estrela.
Presunção e água benta cada um toma a que quer, mas francamente penso que é mais fácil reencontrar o espírito do Mestre aqui no Cântaro Zangado do que na obra que autarquias, Região de Turismo e Turistrela têm deixado na serra nos últimos quarenta anos.
Eles (autarcas, Região de Turismo e Turistrela) lá saberão (?) que serra pretendem. Pelo que fizeram até agora e pelo que anunciam para o futuro, diria que é uma serra de onde esse espírito fugiu. Definitivamente.
segunda-feira, setembro 15, 2008
domingo, setembro 14, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
Porque escrevo
Escrevo neste blogue porque entendo que devíamos proteger, com unhas e dentes, tudo o que na serra é especial, único, tudo o que nela transcende o ordinário, mas constato todos os dias que não o temos feito. Porque me ofende pessoalmente cada medida que rouba beleza e mistério à serra. Cada "melhoramento" ou "requalificação" que, acomodando-a ao nosso comodismo, à nossa pequenez, ao nosso provincianismo e à nossa ganância, a vulgariza e a rebaixa, lhe tira valor.
[E se tem sido roubado valor à serra, caramba! As Penhas da Saúde, a Torre, estas nódoas vergonhosas são as mais evidentes. Mas são as únicas?]
Repito, entendo que devíamos proteger, com unhas e dentes, tudo o que na serra é especial, único, tudo o que nela transcende o ordinário. Porque todos teríamos mais a ganhar. E porque, a bem dizer, o que é único e extraordinário na serra não é assim tanta coisa... A nossa serra é pequena, é frágil.
[Não é, claramente, como os Alpes ou os Pirinéus.]
É por ter isto em mente que escrevo neste blogue.
Roubei indecentemente o título deste post de uma pequena colectânea de ensaios de George Orwell, recentemente publicada pela Antígona. Passe a presunção, recomendo-a vivamente.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Um caso grave de IP-ite sinalética
De acordo com a Norma de Sinalização Vertical (ver o site da Estradas de Portugal), o sinal triangular ilustrado na figura acima indica descida perigosa. Para reforçar o aviso, aconselham-se os condutores a usar o motor para controlar a velocidade do veículo. É um sinal que, como seria de esperar, frequentemente encontramos na estrada Covilhã-Torre-Seia.
Recentemente, foram instalados nas estradas N339 (Covilhã-Seia) e (desta não estou 100% certo) N338 (Manteigas-Piornos) grandes placards como os que se seguem:
Encontrei estes placards pela primeira vez na famigerada IP5, na descida da Guarda para o Porto da Carne, onde era frequente incendiarem-se os travões dos camiões TIR. Justificavam-se aí sinais especiais, de grande visibilidade, dadas as elevadas velocidades de circulação que o itinerário principal permitia.
Mas, nas estradas da serra, para quê? Em estradas que não permitem grandes velocidades, que necessidades de informação há que não possam ser satisfeitas pelos sinais regulamentares?
Quanto a mim, trata-se de mais um sintoma da verborreia sinalética que anda a afectar os responsáveis por estas estradas. Uma doença incómoda mas, mais de resto, benigna (descontados os estragos na paisagem causados pelos infectados), a que chamei no título IP-ite sinalética.
Neste caso, os sintomas estão a agravar-se. Recomenda-se ao paciente uma cura de repouso, um período prolongado de inactividade absoluta. De outro modo, o seu estado poderá evoluir até chegarmos a qualquer coisa como isto:
domingo, setembro 07, 2008
Novo blog
quinta-feira, setembro 04, 2008
Rã-verde
quarta-feira, setembro 03, 2008
Fascinante!
Apesar de se tratar de uma região relativamente pequena, encontramos na Serra da Estrela uma enorme variedade de habitats, de ambientes, de hábitos e de culturas.
Por exemplo, nas encostas viradas para Norte (concelhos de Seia e Manteigas, falta confirmar no de Gouveia), sinalética rodoviária recentemente instalada informa os visitantes automobilizados da altitude do lugar, com sinais relativamente pequenos e castanhos como este:
A Sudeste, no concelho da Covilhã, a mesma função informativa foi implementada, também recentemente, através de sinais muito maiores, e de cor alaranjada:
Aqui vemos um exemplo dos efeitos de duas forças antagónicas, de dois princípios opostos: o da união, da uniformização, da homogeneização (por um lado) e o da diversificação, da adaptação, da particularização (pelo outro). Com efeito, à universal tendência para "decorar" a paisagem com ruído visual e para apoiar, encorajar, e desenvolver o turismo das voltinhas de carro, sobrepuseram-se aparentemente as diferentes sensibilidades estéticas dos responsáveis pela sinalética rodoviária nos distritos da Guarda e de Castelo Branco.
Como diria o David Attenborough naqueles documentários da BBC: "It's fascinating!"
Acho particularmente fascinante a presença da preposição "de" nos sinais da encosta Sul.

