segunda-feira, abril 30, 2007

Programa para Outubro

(Carvalhal jovem, mas já com algumas árvores com um porte muito razoável, perto do Parque de Campismo do Pião.)

Excerto do 2º volume da série "Árvores e florestas de Portugal" actualmente em publicação pelo jornal Público:
Em estudos comparativos com florestas de pinheiro-bravo, o solo do carvalhal apresenta valores mais elevados de carbono, azoto, capacidade de troca, potássio e magnésio, uma menor acidez e relação carbono/azoto, constituindo globalmente um melhor solo.

(pág. 106)

Vamos então plantar carvalhos. Mas não é agora a altura de o fazer. É melhor aguardar para depois dos meses mais quentes e secos. E os carvalhos na Serra convivem com vidoeiros e tramazeiras. Evitem-se as monoculturas, variar é preciso!

3 comentários:

Pedro n. t. santos disse...

Nota-se pelo teu texto que estás, como dizem os espanhóis, com "ganas" que chegue Outubro para semear mais bolotas e plantar carvalhos!

Isso significa que ficaste com o "bichinho" das árvores entranhado!

ljma disse...

Um bocadinho, sim. Também tenho um berçário, com um castanheiro e sete ou oito carvalhos, quatro dos quais carvalho-negral. E, como te disse, faço planos de, depois do Verão, comprar no viveiro da Malcata mais algumas dezenas de carvalhos. Tenho um vidoeiro que gostava de "reproduzir", mas não sei ainda como se faz, onde devo procurar as suas sementes (aquilo não dá bolotas, gaita!).
Mas acho que eu gosto é de florestas, mais do que de plantá-las...

Cristina disse...

Há sim, boa decisão: variar. Cheguei aqui pelo Pedro, do Sombra verde, estava lendo... e pensei comigo, porque os portugueses querem tanto plantar apenas carvalhos? Descobri agora o que quer dizer autóctones... burra..., eu sei, não tenho mesmo nenhum conhecimento de botânica, acho muito bonita a luta de vocês na Estrela, mas para uma terra tão seca, e sujeira a queimadas , penso aqui do alto da minha ignorância que espécies que amenizassem os efeitos do gelo e da seca mesmo que fossem rasteiras, seriam de mais ajuda para os carvalhos que redes com varas de proteção. Aqui perto de casa fizeram com bambus, uma espécie de casinha em forma de cone para as mudas em área de nascentes, funcionou, 4 anos depois lá estão elas grandes e firmes, os bambus no chão, junto com a massa de folhas, de tempos em tempos um funcionário da prefeitura passa apenas numa parte a dos limites da área plantada com cortador de mão, cortando o mato dali, para evitar acho, risco de queimadas. Isso não poderia ser feito por aí? Espécies endêmicas são manhosas, difíceis de plantar por causa justamente do clima, agora abalado, já que queimou tudo. O mato que nasceu primeiro é o mais forte, e se vocês ajudassem plantando mais desse mato?

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!