sexta-feira, setembro 28, 2007

"Segunda demolición por delito urbanístico"

Atente-se nesta notícia (soube dela pelo Ondas). Em resumo, o que se passa é que o construtor de um edifício ilegal construido em 1999 numa área protegida perto de Madrid foi agora condenado a multa, à demolição do edifício e à "inhabilitación especial para profesión y oficio ligada a las actividades de construcción durante un año, así como a condena de prisión de un año y medio".

Comentários

  • Em Espanha, desta vez pelo menos, o crime não compensou
  • Não houve tibiezas na condenação nem lugar para a demagogia do costume com que, por cá, se tenta fazer passar por utilidade pública aquilo que, na verdade, não passa de privadíssimos interesses, como "antes das florinhas estão as pessoas" (afirmação do Presidente da Câmara da Covilhã, a propósito de um caso com algumas semelhanças com o que agora motiva este post — Veja no Urbi@Orbi) ou banalidades abstractas como Não podemos sacrificar o desenvolvimento ao ambiente
  • Não basta resmungar no café ou nos blogues (mas por algum lado se há-de começar). Para levar este caso a tribunal, foi necessário que a Asociación para la Defensa del Valle del Lozoya y la Sierra de Madrid apresentasse uma queixa formal. É que o respeito pela lei e pelo ambiente não são um mar de rosas. Às vezes é "chato" impô-los. Mas não são ainda mais "chatos" os resultados do aparente vale tudo com que nós fingimos que governamos as nossas áreas protegidas? Esses resultados são, aqui na Serra da Estrela, o lixo no maciço central, o caos urbanístico nas Penhas da Saúde (que os projectos da Câmara Municipal da Covilhã prometem agravar), a degradação do mercantilismo rasca da zona da Torre, só para dar três exemplos.

6 comentários:

Penhas disse...

Muito bem!

Quando é que os nossos ambientalistas(em especial os k se intervêm na SE) seguem o exemplo e começam a apresentar queixas reais e formais levando todos os casos a Tribunal, em vez pregarem nos blogs, nos cafés, nos jornais regionais, etc?

Ou continuarão sistemáticamente na fase embrionária mais cómoda e menos dispendiosa de boca aqui boca alí, pega lixo bandeirinha ao vento, toma lá que já viemos no jornal e na tv e por aí!

Uns e outros rabinho no "môxo", impostos pagos na hora para bem dos contribuintes e que a Justiça julgue em conformidade, submetendo-se quem se deve submeter como aconteceu no passado com a Barragem do Côa e recentemente com a do Sabor.

ljma disse...

É tal e qual como diz, Penhas: é mesmo muito fácil botar faladura nos blogs, não é? E dar conselhos, e ensinar aos burros como é que as coisas são, e exigir coragem e verticalidade, acção...
Mantendo-se incógnito, então, é mesmo uma maravilha, não é?
;)
Tem toda a razão no que diz, até na parte que também se aplica a si. Vá aparecendo!
José Amoreira

P.R. disse...

Já eu tenho uma especial adoração pelos ANÓNIMOS.

Paulo Roxo

Penhas disse...

Se tanto o incomoda o meu aparente anonimato(muita gente sabe quem eu sou e ainda tenho o direito de escolher os meus amigos)porque razão apresenta no fim desta gaiola o "Seleccionar uma Identidade -Google/Bloguer, Outro, Anónimo-" ???

A sua irritação miudinha vai só para quem consigo não concorda e se apresenta como anónimo, utilizando a prerrogativa que o Prof. Dr. confere.

É de bom tom e democrático apresentar essas alternativas de identificação, desde que as opiniões sejam para assinar de cruz e bater palminhas á sua sapiência!

Depreendo Sr. Prof. Dr. que para si todos os comentaristas são iguais, mas uns mais iguais que outros.

ljma disse...

Penhas, continue anónimo se o entender. É como diz, se isso me incomodasse, já teria bloqueado essa possibilidade.
Mostrei-me incomodado? Foi sem sem querer. Quis foi mostrar-me divertido! Fica feita a clarificação. E continuo a achar graça à sua exortação à coragem e à acção, caro Penhas.
Vá aparecendo!
José Amoreira

Penhas disse...

Ora ainda bem que é um divertido Prof. Dr.

Deve ser por isso que se continua a fazer lixo e atentados ambientais na SE!

Se acabam, como vai depois o ilustre Prof. Dr. divertir-se e divertir quem o lê?

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!