segunda-feira, julho 16, 2007

30 Anos de Ordenamento e Turismo de Qualidade!

 
 
 
 
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19 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia Amigos:
Ora aqui está o problema da serra. A barracada...O Parque não faz nada e a RTSE não tem força Política nem coragem para os afrontar publicamente e zelar por acabar com esta barracada. O Presidente da RTSE em vez de se promover nas televisões e Rádios devia era denunciar estas situações para que o Parque deixe de ser inoperante. O Patrão que leve lá as televisões e tenha a coragem de denunciar todos os clandestinos e carros e rolotes abandonadas. Isso é que era um grande serviço que ele poderia prestar em prol do Turismo de qualidade. Mas o que lhe tem interessado é apenas promover-se ele.
João Pereira

ljma disse...

Bons dias!
São também trinta anos da lógica que Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã, destilou melhor que ninguém, quando afirmou "Antes das florinhas estão as pessoas!". Como se fosse de uma opção entre flores e pessoas que resulta o conflito sobre o que se há-de fazer às baracas...

Queria ainda acrescentar que o problema não se reduz às barracas de zinco. Construções legalíssimas, umas mais antigas que outras, são igualmente um problema para um turismo de qualidade. Os arruamentos sem qualquer lógica, o mesmo. A forma como as Penhas da Saúde, como um polvo, se estendem na zona onde se encontram, como se se pretendesse artificializar e suburbanizar a maior área possível, igual.

Os responsáveis por este estado de coisas não são só Carlos Pinto, Artur Costa Pais e Jorge Patrão, há outros, mais antigos. Mas estes insistem no rumo, em vez de cortarem de uma vez com esta lógica de trinta (ou quarenta) anos.

Gaspar, Nuno disse...

Bom dia!
Isto é África? Parece, e é para lá que caminhamos em todos os sentidos. É lamentável...

Bem-haja.

Anónimo disse...

África não é... mas também o que se pode fazer se o parque natural da serra da estrela não faz nem deixa fazer? esses senhores só lá estão nos gabinetes e fazem o quê?
O Presidente do Parque não tem coragem de actuar em nada. Tem medo de quê e de quem?
Ainda criticam a Turistrela, não fossem eles em vez das casas de Madeira que muitos criticam estavam lá eram casas de zinco...
Luis carlos

FPereira disse...

Citação:
"Ainda criticam a Turistrela, não fossem eles em vez das casas de Madeira que muitos criticam estavam lá eram casas de zinco...
Luis carlos"
Caro Luis Carlos
Bolas! Que lógica perigosa!
"Estraga tu antes que os outros estraguem mais".
Até parece que as cabanas de lata ou de pau fazem alguma falta ali e nem podiam ficar noutro sítio.

ljma disse...

Luís Carlos, a minha posição sobre o fazer, o deixar fazer e porque é que o parque não deixa fazer é esta: mais vale fazer bem do que não fazer nada, mas mais vale não fazer nada do que fazer mal. Isto que acabei de dizer é particularmente verdade quando o "fazer" é "construir". E a Turistrela, na minha opinião, ainda não construiu nada, mas mesmo nada, que não ficasse melhor por construir. Pior ainda, a Turistrela faz por estragar ainda mais o que tem que ainda não é suficientemente horroroso, como se viu quando pintou de vermelho a estalagem da Varanda dos Carqueijais, em Agosto passado, ou quando abateu as tramazeiras que tinha à frente do Hotel das Penhas da Saúde para alargar o parque de estacionamento...
Além disso, saiba que a Câmara da Covilhã, a CCDR-C e o PNSE encomendaram há anos um plano de ordenamento que ainda está a ser feito. Não acha que é melhor planear peimeiro e fazer depois? Para não aparecerem galinheiros como o bairro dos chalés, cujo plano de pormenor foi aprovado muito depois de construído...

Volto a dizer o que já estou cansado de repetir: urbanizações, hotéis, parques de campismo, saunas ou spas, quanto a mim, deviam ficar onde há gente: nas cidades, vilas e aldeias situadas à volta da Serra e nos vales. E quanto a mim, nem as Penhas da Saúde nem as Penhas Douradas são cidades, vilas ou aldeias.

Subúrbios meio acabados, desertos fora das épocas altas, como Quarteira, já temos que cheguem! Veja-se que a Câmara da Covilhã nem sequer consegue dar vida ao seu centro histórico, como é possível acreditar que criará nas Penhas um povoamento vivo?

Tanto faz que sejam barracas de zinco ou madeira fechadas durante a semana e épocas baixas, blocos de apartamentos fechados durante a semana e épocas baixas, ou casinhas muito bonitas fechadas durante a semana e épocas baixas.

Precisamos de turismo, não de construção civil!

José Amoreira

Penhas disse...

....nem as Penhas Douradas.....

Perdoar-me-á se continuo a bater na mesma tecla, mas ainda continua com a ideia de que o "projecto" para as Penhas Douradas fica melhor se construído em pleno Vale do Zêzere algures ali por baixo do Covão da Ametade?

É que como agora só referiu "urbanizações, hotéis, parques de campismo, saunas ou spas"-tudo das Penhas da Saúde e nada disso está em projecto para as Penhas Douradas...

ljma disse...

Penhas, viva! Eu acho que uma casinha do Pai Natal e uma "Floresta Encantada" são chinesices foleironas e artificiais que não ficam bem em lado nenhum e que não vão atrair ninguém.
Mas (porque será que quando falo consigo tenho que me estar sempre a repetir?), já que as querem fazer, que as façam perto (ou até dentro) de Manteigas. Ao menos, não se esbajam milhões em mais um elefante branco num local que é atractivo exactamente por os não ter. É a primeira vez que me lê a dizer isto, Penhas? Não foi assim que começou a nossa conversa, Penhas?

O parágrafo anterior foi só para lhe refrescar a memória relativamente à minha posição sobre o "projecto" das Penhas Douradas. A razão pela qual lhe respondo é outra. É que quem começar agora a ler a nossa longa desconversa, pode deduzir das suas palavras que eu defendi que essas chinesices (que o Penhas tão afincadamente defendeu aqui e no blog Manteigas) deviam ser instaladas "algures ali por baixo do Covão d'Ametade". Eu não disse nada disso. Assim, peço-lhe por favor que mostre aos nossos leitores onde é que foi buscar essa ideia. Se não encontrar (e não encontrará) essa citação, ficava-lhe bem apresentar aqui um pedido de desculpa a todos, por continuar a insistir nessa sua conversa de provocaçõezinhas e invenções, sem classe, sem nível, sem ideias e sem graça. Ou então, olhe, não sei. Continue por aí a fazer essas suas figuras tristes, o Penhas saberá o que melhor lhe convém.

Anónimo disse...

Mas parece-lhes que se o que a turistrela construi fose construido no centro de Manteigas ou msmo noutro local teria procuraa de turistas. Enganem-se.Os Turistas que vem de Lisboa para visitar e usufruir da serra só vem por haver este tipo de oferta na serra. Até à inexistência deste tipo d oferta tinhamos na serra apenas Turismo de GARRAFÃO ,que há alguns anos o responsável de turismo da altura patrocinava e que apenas deixava lixo na serra. Desde os restos dos farneis aos scos e plastico e mesmo pneus velhos. Mesmo com muitas asneiras que a turistrela possa fazer fizeram e fazem melhor que os que anteriormente tinham a concessão. Temos que ser justos. Já que mais não seja pelo esforço financeiro na reabiltação e requalificação dos hoteis, que para além de estarem fechados estvam completamnete degradados té ganharem a concessõ. Ou não é verdade? é mais fácil dizer mal...
M.Fonseca

TPais disse...

(antes de mais apresento as minhas desculpas pela falta de acentuacao mas estou num teclado ao estilo Ingles!)

Sempre me disseram que na Historia se pode ver o futuro! Por um lado porque a Historia se repete e por outro porque a Historia de uns e' o presente de outros. Os ciclos de desenvolvimento repetem-se desfasadamente em distintos locais do globo. Disso temos exemplo a actual globalizacao onde tanto se fala que Portugal esta' 27 anos atras de por exemplo os EUA. Desta forma se olharmos para a Historia recente dos EUA podemos retirar licoes, aprender com ela e corrigir o que puder ser corrigido! O mesmo se passa com localidades distintas do nosso Portugal (a uma escala diferente, claro!)! Tambem por ca' temos localidades com ciclos de problemas desfasados no tempo. Olhemos para o que aconteceu em termos de desastre urbanistico em algumas zonas do Algarve. Olhemos agora para as actuais ameacas na Costa Alentejana...semelhancas?Muitas a meu ver!Sera' que aprendemos alguma coisa com o Algarve. Passemos a outro exemplo bem mais perto...as Penhas da Saude...desastre a nivel de ordenamento!Olhemos agora para as Penhas Douradas ainda relativamente a salvo deste atentado..."olhemos" para os anuncios de estudos de urbanizacao, planos de excepcao do edil Biscaia...recordemos o edil Covilhanense em declaracoes do ano passado...conseguem ver as semelhancas nas duas aldeias de montanha? Conseguem ver o potencial de risco para as PEnhas Douradas? Sera' que aprendemos algo com a Historia das Penhas Saude?Pelo menos que sirva para isso, para nos ensinar o que nao se deve fazer!
Abraco
TiagoP

ljma disse...

Os que antes tinham a concessão... Mmmm, quem eram? Ah!, era a Turistrela, desde 1971! O que é que mudou desde que os irmãos Costa Pais a compraram? Ganhou-se capacidade de concretização das megalomanias irrealistas que já antes existiam (estância de esqui na Serra como na Europa, telecabines, urbanizações...) e perdeu-se o pouco bom gosto e respeito por procedimentos legais que, eventualmente, ainda iam existindo...

Olhe, conheço muitos turistas de Lisboa que se recusam a vir a esta serra cheia de lixo e de engarrafamentos de automóvel, cheia de aberrações como o bairro dos chalés, a Torre ou o bunker da estância de esqui (onde se compra o forfait e se aluga o material).

É verdade isso que diz dos hotéis, estiveram degradados, foram reconstruídos, e agora já não estão. Ou estão? As suas redondezas estão atulhadas de lixo e dos restos das obras que vão sendo feitas. As obras resultam em aberrações como as duas que referi há bocado. E acha que a Turistrela merece elogios?! Por quê? Por fazer mal o que poderia fazer bem?

M Fonseca critica o Cântaro Zangado, dizendo que é mais fácil falar mal. Em primeiro lugar, não "falo mal" por falar. Em segundo lugar, critico a Turistrela, dizendo que é mais fácil fazer mal. E quem faz mal não merece elogios, merece críticas. E, além disso, fazer mal é muito pior do que falar mal.

José Amoreira

John Wayne disse...

Este cenário está localizado na Freguesia de Cortes do Meio. Que vergonha!!!!... Mas há mais, basta visitar a sede de Freguesia e ver lixo e entulhos por tudo o que é sítio, e à beira da Estrada Municipal 508. UMA VERGONHA!!!.. E isto tudo em área protegida do Parque Natural da Serra da Estrela. Com autarcas assim... VIVA A MONARQUIA! Ou melhor... A ANARQUIA!!!..

Penhas disse...

ljma disse no post "Só vocês os dois é k sabem"...

«««Será verdade que não conheço a realidade de Manteigas muito bem, e por isso mesmo admiti que a localização que sugeri para a "floresta de encantar" (algures na região entre as Caldas de Manteigas e a parte mais central) pudesse ser disparatada. Mas não é disparatada apenas porque eu não sei nada de Manteigas. Já que não há maneira de largar este assunto, caro Penhas, diga-nos: porque é que considera a minha sugestão assim tão disparatada? Mas vá. Pediu outra sugestão, cá vai: ««o bosque de faias e outras árvores junto à saída de Manteigas em direcção à Nave de Sto António.»»»
-----------Digo eu --------
Ora se a localização Caldas-de-Manteigas»»»Centro de Manteigas é disparatada como muito bem se retratou, acima das Caldas em direcção á Nave de Stº. António é em pleno Vale do Zêzere!

Mais, se o espaço dos sentidos será essa enormidade aberrante de edifícios - que só o Sr. é o único a imaginar disfarçados na natureza(todos os outros apoiantes do projecto são forças vivaças como costuma apelidar a quem não concorda consigo)- então iria ser construído segundo a sua ideia de localização ideal, entre a Fonte Santa e a Fonte Paulo Luís Martins, mais uma vez no centro do Vale do Zêzere e pouco abaixo do Covão da Ametade!

Que o Sr. conhece muito mal Manteigas já é do conhecimento geral e já o confessou aqui; que á força de sobre tudo escrever não se lembre do que escreve, também é notório; afinal porque será essa tentativa a coberto de "boas intenções" de forçar a deslocalização de um eventual projecto para precisamente o Vale do Zêzere? Nem quero crer....

E (deixando então as Penhas Douradas) alvitrando eu a possível localização na saída de Manteigas para Sameiro com aproveitamento da Mattos Cunha ou na saída para as Penhas Douradas no lugar da Relva da Cambaia um pouco acima da Escola de Hotelaria, não li da sua parte qualquer assentimento sobre estes lugares tendo em atenção que os mesmos se enquadravam naquela sua hilariante "máxima" de que temos de proteger o comércio local construíndo junto ás localidades.

O Sr. é na verdade um piadético!

ljma disse...

Oh Penhas, se eu digo que preferia que façam essas coisa perto ou dentro de Manteigas é porque as preferia perto ou dentro de Manteigas, não acha? Esse bosque de faias que referi está encostado ao viveiro das trutas, dentro de Manteigas ou muito, muito perto de Manteigas. Se me diz que não pode lá ser feito o que quer, paciência, retiro o que disse. Agora, deduzir dessa alegada impossibilidade que eu gostava de ver essas chinesices "algures ali por baixo do Covão d'Ametade", não é jogar, muito mal intencionadamente, com as palavras? Não é desconversar?
O que eu quis dizer (pela quinquagésima vez, CARAMBA!) é que essas tretas devem ser construidas em terrenos perto de Manteigas, por razões que já expliquei. Uma delas é a de se poder dar o caso de essas chinesices até serem um grande sucesso e assim poderem ter um papel na revitalização de Manteigas, que é onde mora gente, não nas Penhas Douradas ou no meio do vale glaciar do Zêzere. Quer a saída de Manteigas para o Sameiro? Óptimo, cá por mim.

Penhas disse...

Ó Dr. eu nunca lhe disse que não podia ser por cima da Fonte Santa!

Só muito me admirei de você, um ambientalista de auto-reconhecidos méritos na praça, achar por bem(?) deslocalizar das Penhas Douradas para pleno Vale do Zêzere quando Manteigas tem inúmeros lugares

(para quem conhece)... ... ...

onde se poderia construir essa mais-valia: Mattos Cunha e Leandres, na Relva da Cambaia, em S. Sebastião, na Castanheira, em S. Lourenço, etc. etc.

Mas claro, que a si tanto lhe dá!

Pois se veio a Manteigas falar de ondas e ia apanhando um tsunami...

ljma disse...

Penhas,
Ainda bem que Manteigas tem muitos locais onde essas "mais-valias" podem ser construidas. Já suspeitava disso. Aliás, foi nessa base que sugeri, mais ou menos ao calhas, o que sugeri. Concorda comigo, então, quando digo que não tem que ser em cotas elevadas, não tem que ser nas Penhas Douradas.
Fico feliz por chegarmos a acordo. Mas suspeito que ainda vai desconcordar comigo e com o que acabou de dizer...
Passe bem
José Amoreira

PS: Tsunami? Polémica? Não dei por nada, da última vez que estive em Manteigas (para falar de alterações climáticas, e não de ondas, em representação de uma associação que tem sede em Manteigas), e que bem que lá estive, e que vontade que tenho de lá voltar...

Tiaguss disse...

A justificação para isto tudo é falta de visão!!!
É óbvio que em breve o turismo na Serra da Estrela poderá ser promovido com campanhas tipo "Aldeias de Zinco", "Trilhos do Zinco", etc, etc ....
Vocês, pah .....

ljma disse...

Tiaguss,
nem mais! E porque não o "Trilho da mini-cidade do lixo"? Ah, isso é que era turismo!...
;)
José Amoreira

Penhas disse...

Pois Sr. Ljma, realmente quanto ao edificar em cotas elevadas, as nossas posições continuam opostas.

Além do mais continua a não conhecer peva de Manteigas nem a procurar obter informação mínima, pois se não coloca qualquer oposição a que se construa na Castanheira(Covão da Ponte) ou em S. Lourenço!

No fundo, o Sr. acha que se pode construir em qualquer lugar do concelho de Manteigas;
seja ele qual for, desde que não seja nas Penhas Douradas porque é o único que conhece mais ou menos!

O seu problema nada tem a ver com cotas elevadas ou não, mas com uma postura intelectual do chamado "comando de batuta".

Sei que gostaria de vir outra vez a Manteigas: agora como convidado mais mediático com já reconhecido efeito de 10s de fama.

Até lá, espero que descanse os "mágicos" neurónios deste agastado final de época.

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!