quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Venham mais trinta!

Isto já não é novidade mas paciência, mais vale tarde que nunca. A Turistrela anunciou a intenção de construir trinta chalés nos próximos dois anos, na zona do Skiparque do Sameiro, Manteigas. O projecto, em parceria com a empresa de construção Certar, está orçamentado em três milhões de contos. Pode ler tudo neste artigo do Diário XXI de 31 de Janeiro.
Sou só eu que quase consigo ler qualquer coisa nas entrelinhas desta notícia, qualquer coisa relacionada com esta outra, publicada pelo semanário O Interior alguns dias antes, apenas?

4 comentários:

Serrano da Estrela disse...

Consta-se por Manteigas que o projecto até já foi aprovado pela porta do cavalo.

ljma disse...

É típico. Será isto a pena por todas as obrigações que a Turistrela não cumpriu, as que levaram à redacção do parecer em que se propunha a rescisão do contrato de concessão da exploração do Skiparque?

OK, agora prometem investimentos de três milhões de euros. Mas não seria melhor para Manteigas que prometessem uma contabilidade verificável?

(Segundo se pode ler aqui, isto da contabilidade manhosa foi uma das [muitas] razões que levou à redacção do parecer que referi acima.)

Anónimo disse...

José Manuel Biscaia acusou oposição de ter revelado documento «sob sigilo processual», mas tribunal conclui que relatório foi divulgado «em defesa do património municipal»
O caso da gestão do Skiparque deu origem a uma queixa do presidente da Câmara de Manteigas contra os vereadores socialistas – Esmeraldo Carvalhinho e António Fraga – no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco. José Manuel Biscaia responsabilizava os eleitos da oposição de terem revelado no jornal local um documento «sob sigilo processual», pelo que considerava haver matéria susceptível de perda de mandato. O que não aconteceu, por o TAFCB ter concluído, em sentença de 23/11/2006, que os vereadores agiram «em defesa do património municipal» ao publicitar o relatório.
No despacho de arquivamento, a que "O Interior" teve acesso, o magistrado considera que «o principal objectivo da publicação foi precisamente dar a conhecer aos munícipes a deficiente gestão camarária e os prejuízos de ordem económica que daí poderiam advir para o município». Arrumado na Justiça, o assunto prossegue em termos políticos, já que os socialistas acusam a maioria de «notória gestão ruinosa, inqualificável incompetência e inadmissível desleixo na resolução dos problemas». Esmeraldo Carvalhinho considera que é mesmo «necessário reflectir acerca dos prejuízos para o concelho» decorrentes do comportamento da Câmara. «A maioria PSD pactuou com o que aconteceu nestes anos no Skiparque, um projecto que, em vez de ser mobilizador do desenvolvimento do município, foi extremamente penalizador», lamenta, acrescentando que o consórcio só começou a repor o que estava em falta por causa da «insistência e persistência» da oposição. Por sua vez, José Manuel Biscaia, em declarações à Rádio Altitude, sustentou que a autarquia tudo fez, ao longo destes anos, para obrigar o consórcio a corrigir os incumprimentos, sublinhando que pôr termo à concessão implicará sempre um «processo moroso». Longe da polémica, Artur Costa Pais parece agora apostado em mudar o rumo do Skiparque. Para tal, a Turistrela e a Certar contam construir 30 "bungalows", com capacidade para 180 camas, e diversas actividades radicais.

ljma disse...

Caro anonymous, essa parte da notícia do Interior é tambem muito reveladora. Uso as mesmas palavras com que comentei a contribuição do Serrano da Estrela: é típico. Infelizmente.

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!