domingo, setembro 18, 2011

Uma boa ideia

A Câmara de Manteigas está a reconstruir um edifício nas imediações do viveiro das trutas para aí instalar o seu Centro Interpretativo do Vale Glaciar do Zêzere. Acho que é uma boa ideia! Venham mais como essas!

Já agora, permitam-me uma sugestão (que, se calhar, até está já na mente dos responsáveis): que o novo Centro Interpretativo, mais do que ser apenas a sede de uma exposição permanente, mantenha um programa anual diversificado de visitas guiadas temáticas, cursos, exposições temporárias, debates, etc, etc, etc. Um pouco como o CISE de Seia. Isso é que era mesmo espetacular!

Soube disto pelo Blog dos Mateigas.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Turistrela -> Extinguir!

No Jornal Público online podemos encontrar uma lista enorme elaborada por Marques Mendes contendo entidades públicas a extinguir por já não fazerem sentido ou pelas suas competencias se encontrarem duplicadas noutros organismos. Ora muito bem, com base neste racionio óbvio eu proponho que se extinga a Turistrela! Sim, eu sei que não é um entidade pública...ou melhor até é mais ou menos pois tem o Turismo de Portugal no seu conselho de admnistração por inerencia, mas na verdade os capitais são privados e o interesse da Turistrela é promover o seu próprio turismo (legitimamente!) e não o Turismo na Serra da Estrela... ui que grande confusão que aqui vai! Então o que precisamos de extinguir é a concessão exclusiva e o encapusamento de que esta é uma entidade promotora do Turismo na região!
Pareceria lógico, não?? Mas a verdade é que os boatos dizem que o ICNB/PNSE se prepara para atribuir ainda mais uma função à Turistrela que é a de fiscalização das próprias regras da área do PNSE!!Uau, como a Turistrela foi tão eficaz (ironia) a promover o Turismo na Serra da Estrela toca a dar-lhe um bombom e confiar nela pedindo que se fiscalize a si própria!

Oh Marques Mendes, faz lá o favor de meter aí a Turistrela na lista se não ninguem neste país parece saber o totalitarismo que impera no turismo da região!

Proteger a paisagem

Se não fosse este nevoeiro, esta fotografia (tirada perto das Penhas da Saúde, mais ou menos para o início vale da Ribeira das Cortes) mostraria dois troços de estrada asfaltada, alguns estradões, algumas casas e se olhássemos com cuidado, postes de suporte de cabos eléctricos, uns cumprindo a sua função, os outros abandonados há decénios. Num futuro não muito distante, esta fotografia mostraria ainda o estaleiro da construção da barragem que a Câmara da Covilhã quer construir ali mais abaixo, ou a barragem já construída.

Noutros locais do Parque Natural da Serra da Estrela, a paisagem mostra parques eólicos; reinando sobre o panorama, os mamarrachos da Torre; por todo o lado, é possível vislumbrar uma (ou mais) estrada de asfalto, o muro de uma barragem e/ou uma linha de alta ou de baixa tensão; na pequena escala, plásticos em camadas decoram as linhas de água que escorrem da Torre.

É preciso muita arte e cuidado para se conseguir fotografar uma paisagem que pareça mais ou menos natural na Serra da Estrela, uma que não fique "enfeitada" com uma qualquer destas incongruências artificialóides. O que nos vai valendo, por vezes, ainda é o nevoeiro.

terça-feira, setembro 06, 2011

Quem o feio vê sem nitidez...


Penhas da Saúde no Domingo passado, pela manhã.

domingo, setembro 04, 2011

Tartaranhão-caçador


Tartarnhão-caçador (Circus pigargus) fotografado hoje de manhã perto das Penhas da Saúde.

Posso estar enganado, mas parece-me que há cada vez mais aves de rapina na serra da Estrela (e não só na serra). Pelo menos, nos últimos anos tenho observado mais aves a cada novo Verão. Nesta manhã, vi três tartaranhões ao mesmo tempo (mas os outros estavam ainda mais longe que este).
Ainda bem!

sexta-feira, setembro 02, 2011

Lirismos (ou talvez não)

O poeta António Pereira louvava o Algarve com os versos

Eu sou algarvio
E a minha rua tem o mar ao fundo

No Público de quarta feira (31 de Agosto), na página 22, António Rosa Mendes lamentava o mal que foi feito ao Algarve, constatando que o "desenvolvimento" (aquilo que, aqui no Cântaro, chamamos algarveamento) tinha já tornado impossível falar do Algarve como António Pereira falava.

Miguel Torga, referindo-se à serra da Estrela, disse

"Alta, Imensa, Enigmática,
A sua presença física é logo uma obsessão"
(...)
"Se alguma coisa de verdadeiramente sério e monumental possui a Beira, é justamente a serra."
(...)
Somente a quem a passeia, a quem a namora duma paixão presente e esforçada, abre o coração e os tesouros. Então, numa generosidade milionária, mostra tudo.

Quanto disto é que ainda se pode dizer, a sério, sem mentir? Quanto disto é que poderemos dizer no futuro? Quantas mais estradas, teleféricos, aldeamentos, hotéis, casinos, parques eólicos, barragens, pistas de esqui e centros comerciais são ainda possíveis numa serra da Estrela minimamente compatível com as palavras de Miguel Torga?

E que serra preferimos? A de Miguel Torga, ou a do lixo, dos congestionamentos de tráfego e das aldeias de montanha que "estão a nascer aqui"?

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!