terça-feira, maio 31, 2011

Pôr do Sol

Pôr do Sol na Covilhã, dia 27 de Maio.

Frequentemente, realço ligeiramente a cor e o contraste das fotografias que aqui publico. Desta vez, nem isso. Estava uma tarde de trovoada mas, mesmo ao fim do dia, uns raios de Sol furaram as nuvens para Ocidente e iluminaram, por baixo, as que aparecem na imagem.

O efeito deste jogo de luzes e sombras foi absolutamente espantoso (esta fotografia dá uma imagem muito desbotada da coisa) e durou apenas alguns minutos. Tratou-se de um espectáculo pelo qual valeria bem a pena pagar, se (como as outras coisas realmente valiosas da vida) tivesse preço.

domingo, maio 29, 2011

Ovos de Colombo (já um pouco passados...)

In Notícias da Covilhã, 3 de Maio de 2007 (clique para tornar legível).

Quando arrumava a papelada de uma estante cá em casa, dei com uma página do Notícias da Covilhã que tinha arquivada (ou melhor: o mais parecido com arquivada de que sou capaz, ou seja, completamente esquecida naquela estante, a apanhar o pó dos anos) porque continha um artigo (de 03/05/2007) sobre um estudo encomendado nesse ano à equipa de Daniel Bessa por diversos autarcas da região da serra da Estrela.

Quando este este estudo foi lançado, em Maio de 2007, referi-me ao assunto aqui no Cântaro Zangado. No ano seguinte, quando uma ofensiva mediática relançou o tema, voltei a referi-lo. Posso agora perguntar, passados estes quatro anos e usando os termos elevadamente civilizados com que Carlos Pinto (o Presidente da Câmara da Covilhã) se refere ao programa PETUR, se este estudo é o ovo de Colombo recriado em 2007, 2008, 2009, 2010 ou 2011, e se foi capaz de vislumbrar o que ainda não tinha sido descoberto para o turismo na Serra da Estrela?

Ao iniciar as suas declarações com "Pelo que tenho lido...", Carlos Pinto dá a entender que não estava na posse de todos os dados relativos à produção do programa PETUR. É estranha essa falta de informação (e ainda mais estranho o tom secretista que o jornalista dá a este programa, quando diz que "desde Julho do ano passado pouco se sabe sobre este projecto", logo seguido de "A verdade é que nada se sabe sobre o PETUR"), porque o próprio artigo refere que o programa tinha terminado no ano anterior (daí o pouco que se tinha falado sobre ele desde então) e que tinha sido apresentado, também no ano anterior, em Manteigas.

E, para quem sabe do que se passou, ainda mais estranhas são estas afirmações e insinuações, uma vez que (1) o PETUR foi participado pelas populações em reuniões públicas e não só (por exemplo, eu pude dar as minhas opiniões, num blogue mantido pelo programa); (2) as suas conclusões foram apresentadas publicamente numa sessão oficial em Manteigas; (3) o relatório final foi disponibilizado ao público (de tal maneira que pudemos incluir na margem direita do Cântaro Zangado uma link para o relatório, no final da lista "Blogs de ambiente" [bem sei, está mal arrumada essa link, mas isto comigo não é só as estantes, o que é que se há-de fazer?]). Assim, quem quiser informa-se sobre as conclusões do PETUR, sobre se é um "Ovo de Colombo" ou não. E quanto ao programa encomendado a Daniel Bessa?

Há ainda outra coisinha que me chama a atenção neste artigo. Quando se refere a "Ovos de Colombo", Carlos Pinto parece querer dizer que acredita que há uma solução simples e imediata para o problema do desenvolvimento do turismo na serra da Estrela. Mas... Será possível que ele assim pense?! Naa... Ninguém é assim tão ignorante!

domingo, maio 22, 2011

Almofadas de alfinetes

Parques eólicos na serra da Estrela (Pedras Lavradas) e para sudoeste.

Com a eficiência que temos demonstrado a destruir florestas e a "plantar" eólicas, as cristas de muitas serras do centro (incluindo algumas no interior do Parque Natural da Serra da Estrela) têm o aspecto que mostro na imagem.

Isto das eólicas, talvez seja necessário. Mas, para mim, se o for, será sempre um mal necessário.

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!