sexta-feira, dezembro 05, 2008

O esqui na serra da Estrela (II)

Quando ontem coloquei o post "O esqui na serra da Estrela", pensei que estava a arriscar muito, porque (1) na lista das pistas interpretei a falta de indicação de "aberta" como significando que se encontravam fechadas, (2) porque a razão para as pistas estarem fechadas podia não ter que ver com a falta de neve e (3) porque o site da estância podia não estar actualizado. Pois bem, as questões (1) e (3) estão agora afastadas: o site foi actualizado hoje de manhã, e agora aparece mesmo a indicação de "encerrada" na lista das pistas. Relativamente à informação que ontem difundi, há a acrescentar mais duas pistas e um teleski à lista dos encerramentos. Ou seja, a estância Vodafone está reduzida ao que mostro abaixo (pistas praticáveis a verde): Nos próximos dias (até onde chegam as previsões do snow forecast) não se prevêm melhorias.

Não pretendo tirar conclusões desta situação concreta. Repito que estou ciente de que este ano pode vir a ser um fabuloso ano de neve, e desejo que assim o seja. Mas a verdade é que esta situação (a estância Vodafone reduzida a dois teleskis de aprendizagem e a duas pistas com 400 m de extensão total, cobertas com uma camada fina de neve papa) é uma situação que tem sido muito frequente nos últimos Invernos, isto apesar dos investimentos, dos canhões de neve e de tudo o que dizem autarcas, responsáveis pela Turistrela e pela Região de Turismo.

Em face disto, que sentido é que faz continuar a planear ampliações da estância? Que sentido é que faz continuar a basear na neve o turismo da serra da Estrela? Pior, que sentido é que faz continuarmos, em nome da neve e dos vistantes da neve, a desfear, a artificializar, a construir, a asfaltar, em suma: a destruir a atractividade da serra da Estrela para os tipos de turismo verdadeiramente adequados à sua verdadeira realidade?

1 comentário:

Frederico Nunes disse...

O sentido é apenas um, o qual é rotineiro neste nosso país...
Infelizmente...

Saudações
Fred

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!