quarta-feira, maio 21, 2008

Outras terras, outros modos

Na revista Única do Expresso desta semana, um artigo de Luísa Schmidt conta-nos que, para garantir a continuidade do fornecimento de água de qualidade, a edilidade de Nova Iorque, em poucos anos
"comprou todos os terrenos que pôde no entorno das reservas hídricas a fim de preservar nelas as suas florestas e zonas húmidas - autênticos «tampões» contra a poluição. Simultaneamente, criou incentivos financeiros para os proprietários locais fazerem a gestão florestal e agrícola correctas, fornecendo-lhes apoio técnico."
A alternativa a esta linha de acção era a instalação de caras (na construção e no funcionamento) estações de tratamento de água. Os resultados dessa aposta, segundo Luísa Schmidt, estão agora a aprecer:
"a cidade de Nova Iorque poupou milhares de dólares; os seus citadinos têm hoje água muito melhor e a menores custos; a população rural foi ressarcida pelo serviço ambiental prestado a toda a comunidade e a área das reservas entretanto criada tornou-se uma zona protegida onde se pode passear e usufruir a paisagem. Qualquer dia a água de Nova Iorque pode ser vendida em garrafas."
Mais um exemplo de como nem sempre um desenvolvimento a sério vem nas pás das escavadoras, nas betoneiras, nas grandes obras de construção civil. Mas tente-se afirmar esta verdade óbvia e cristalina cá em Portugal...

4 comentários:

Anónimo disse...

Caro José,

envio-lhe o link de uma entrevista de Artur Costa Pais, que vale a pena ouvir: http://altitudememoria.mypodcast.com/2007/03/Argumentrio_Artur_Costa_Pais-98468.html

Mike

FRANCISCO T PAIVA disse...

Explorar a directoria "tribuna del agua" em http://www.expozaragoza2008.es
Abraço

TPais disse...

Mike,
agradeço em nome do José o link que nos enviou!Na verdade ontem À noite estava com uma insónia e tive a pachorra para ouvir todos os 69 minutos da entrevista!
Comentários:
presunção e água benta cada um toma a que quer!
Na verdade ficamos a saber que o Sr Artur Costa Pais julga que a Serra só é Serra desde que ele chegou à Turistrela!Na verdade nada que me surpreenda e que não esteja patente nas suas acções.
Ficamos tambem a saber que pretende encerrar o transito na Torre no Inverno...pelo menos foi o que disse no inicio da entrevista, pois para o fim teve de recuar quando confrontado com a necessidade de algumas pessoas usarem a dita travessia como ligação entre os lados da Serra. Foi aqui tambem que se absteve de emitir uma opinião sobre a questão dos tuneis da Serra.
Ficamos tambem a saber que no ano passado a estancia esteve a funcionar 126 (mais coisa menos coisa) dias e que no ano anterior outros cento e muitos, e que este ano foi um daqueles famosos anos que aparecem de 10 em 10 anos em que a neve custa a aparecer na Serra da Estrela! Pelo menos é o que mostra a estatistica feita pela Turistrela. Definitivamente não acredita no aquecimento global e assim como assim tambem não é problemático porque o ski parque é um sucesso segundo as suas palavras.

Ao que parece tambem não gosta nada das barracas de lata junto ao seu Hotel Serra da Estrela e que deveria ser tudo substituido pelos chalés que instalou em frente ao Hotel.

Alem disso ficamos a saber que só tem um inimigo que é o unico que diz mal dele porque tem dor de cotovelo!!

Finalmente ficámos a saber que daqui a 10 anos a serra terá muito menos carros, não terá mais hoteis mas sim casas de alojamento, terá um complexo de "águas" tipo Caldeia e um casino ao estilo da Figueira da Foz...mas de Montanha.

ljma disse...

Obrigado ao Mike pela link e ao tpais por responder por mim. Pela metade da entrevista que já ouvi, acho que vai merecer um ou dois posts aqui no Cântaro...
Descobri também, no mesmo site da Rádio Altitude, uma entrevista com o José Maria Saraiva, que hei-de ouvir também.

Obrigado também, Francisco Paiva, pela link para a Tribuna da Água da expo de Saragoza.

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!