quarta-feira, novembro 29, 2006

Manifesto Anti-Aqueles Que São Anti-Estrela

O Montanha recorda-nos a pedrada no charco do pensamento cultural dominante do início do Séc. XX, atirada por Almada-Negreiros. O Manifesto Anti-Dantas foi publicado em 1916. No ano seguinte, iniciou-se oficialmente o movimento modernista em Portugal. Quem se lembra, agora que passaram quase cem anos, de Júlio Dantas? Quem o lê ainda? Acho que não erro muito ao dizer que o que de Dantas mais nitidamente ficou para a posteridade foram as palavras mordazes de Almada-Negreiros.
As actuais perspectivas para o desenvolvimento da Serra da Estrela estão dominadas por personalidades como as de Jorge Patrão (presidente da Região de Turismo), Artur Costa Pais (administrador e proprietário da Turistrela, a concessionária do turismo na Serra da Estrela), Carlos Pinto (presidente da Câmara Municipal da Covilhã) e, em menor grau, pelos restantes autarcas da região. Quem se lembrará deles no futuro? O que é que deles ficará para a posteridade, uma vez que sejam demolidos todos os mamarrachos que acarinharam?
Ou será que estamos condenados a, para sempre, suportarmos o pantanal das lamechices, das foleirices e das lixeirices dos Júlios Dantas da Serra da Estrela?

A imagem que ilustra este post é um auto-retrato de Almada-Negreiros. Retirei-a do blog sulanorte.

2 comentários:

Newton disse...

http://www.asbeiras.pt/?area=regiaocentro&numero=36020&ed=29112006

Sempre atento!

Cumprimentos.

Newton disse...

Uma dissertação que aconselho vivamente: http://carpinteira.blogs.sapo.pt/3254.html

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!