quinta-feira, outubro 09, 2008
Parecer da ASE ao novo Plano de Ordenamento
Para os interessados, a ASE - Associação Amigos da Serra da Estrela disponibilizou na sua página de internet o parecer sobre a proposta do novo Plano de Ordenamento do PNSE no âmbito do processo de consulta pública que terminou no passado dia 3 de Outubro.
Enquanto cidadão e enquanto apaixonado pela região desejo que o processo de consulta pública tenha tido uma participação elevada por parte de todos. Só assim este instrumento legal pode mostrar toda a sua utilidade e só com uma atitude participativa pode a democracia evoluir.
Bom fim de semana a todos em especial para os Serranos que tem o privilégio de viver nessa região!
quarta-feira, outubro 08, 2008
La Unión Europea descarta una ampliación de La Covatilla
A estância de esqui de La Covatilla é uma estância pequena (mas ainda assim bastante maior que a da serra da Estrela) situada na Sierra de Béjar, aqui perto, a uns oitenta quilómetros a Sul de Salamanca. A Comissão Europeia aprovou recentemente a sua declaração de impacto ambiental, depois de ela ter sido corrigida de falhas que tinham sido identificadas por ambientalistas. Se compreendi bem as notícias para que aponto aqui em baixo, resulta do documento agora aprovado a impossibilidade de futuras ampliações da estância.
Ver
E a nossa estância Turistrela/Vodafone? Terá declaração de impacto ambiental? Onde a poderemos consultar?
quarta-feira, outubro 01, 2008
Um mercado com concorrência livre e transparente?
A Turistrela, SA detém a concessão exclusiva do turismo e dos desportos na serra da Estrela, de acordo com os Decretos-Lei 3/70 de 28 de Abril de 1970, 325/71 de 28 de Julho de 1971 e 408/86 de 11 de Dezembro de 1986. A concessão em regime de exclusividade de uma área tão alargada fazia talvez sentido na lógica do Acondicionamento Industrial do Estado Novo, quando a dita concessão foi decidida. Talvez possamos desculpar, à distância a que agora estamos, que esse estatuto se tivesse mantido quando a empresa foi privatizada na sua quase totalidade em 1986. Mas, passados que estão mais de vinte anos, numa altura em que a concorrência nos negócios é considerada condição essencial para a qualidade e para a salvaguarda dos interesses dos consumidores, que sentido é que faz esta concessão?
Nenhum. E tanto que assim é que o próprio administrador e proprietário da Turistrela, Artur Costa Pais, tem repetidas vezes afirmado que não, que a concessão não se traduz em monopólio, que a Turistrela vê com bons olhos a entrada de mais investidores no turismo da serra da Estrela (ver, por exemplo o Público de 12 de Dezembro de 2006 [esta é a referência que primeiro me veio às mãos, mas há muitas mais, e mais recentes]).
Claro que, face a declarações destas, nos podemos perguntar porque razão não toma Artur Costa Pais a iniciativa sugerir aos organismos responsáveis a revogação da dita concessão, de cujas disposições, que claramente protegem a sua empresa da concorrência, ele não pretende fazer uso...
Ele há muitas maneiras de beneficiar de uma concessão exclusiva. Artur Costa Pais poderá não bloquear explicitamente toda a concorrência, poderá fechar os olhos, magnanimamente, às actividades de pequenas empresas de turismo de aventura e natureza ou à instalação de pequenas unidades hoteleiras. Mas poderá o estado estabelecer parcerias com, ou apoiar projectos de, outras empresas que não a Turistrela, na área da sua concessão exclusiva? Sem pedir à concessionária um parecer ou autorização? Custa a crer.
E ele há muitas maneiras de o estado intervir nestes assuntos. Por exemplo, a propósito da elaboração do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela. O plano encontra-se em discussão pública (até dia 3 de Outubro, atenção), podendo os documentos ser consultado no site do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade. Entre outros documentos muito interessantes, encontramos as actas das reuniões da Comissão Técnica de Acompanhamento do dito plano. A Direcção Geral do Turismo (mais tarde Turismo de Portugal, IP) integrava essa comissão. Analisando as actas, contei, no total das 11 reuniões, o registo de oito intervenções por parte dos representantes do instituto do turismo. Dessas oito intervenções, quatro são explicitamente no sentido de defender a posição da Turistrela. São particularmente reveladores os seguintes excertos:
(da acta da 6ª reunião, ponto 12, pág. 3)
Propôs [o representante da Direcção Geral de Turismo] que no relatório voltasse a figurar a referência aos compromissos entre o estado e a Turistrela(da acta da 9ª reunião, pág. 7)
Referiu [o representante da Direcção Geral de Turismo] que devem ser salvaguardados os interesses da Turistrela.
Ou seja, admitamos que não haja monopólio. Mas como raio devemos chamar a esta situação em que organismos públicos sentem como sua função proteger, em reuniões de trabalho com outros organismos públicos, os interesses particulares de uma muito particular empresa privada?
Numa coisa podíamos, aqui na Serra da Estrela, tentar imitar os "maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus": revogando esta originalíssima (e anacrónica) concessão exclusiva. Dando a todas as empresas interessadas em investir no turismo da serra os mesmos direitos, os mesmos deveres e as mesmas regras de relacionamento com o estado. Não é inventar a pólvora, é fazer aqui como se faz em todo o lado. A bem da concorrência, do desenvolvimento de um turismo de qualidade, e de um mínimo de transparência nos negócios públicos.
terça-feira, setembro 30, 2008
Escala temporal alterada
(Soube pelo Máfia da Cova)
sexta-feira, setembro 26, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
Renováveis insustentáveis?
O actual panorama nas energias renováveis leva a que, actualmente, os investidores não precisam de ter dinheiro: basta-lhes ter crédito bancário e os ganhos pelas receitas inflacionadas (à custa dos consumidores, repita-se) permitem-lhes pagar os juros e amortizações e ficar ainda com um bom lucro. Quando um Governo, por pressão dos consumidores, terminar com a «mama», veremos muitos cemitérios de parques eólicos, pois só sobreviverão aqueles que, na verdade, têm sustentabilidade económica e ambiental. Mas quem sair, deixando esses cemitérios, fez um excelente negócio...
terça-feira, setembro 23, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
Concurso de fotografia
domingo, setembro 21, 2008
sexta-feira, setembro 19, 2008
Este é cá dos meus!
Recebi hoje da Amazon esta monografia, que é uma espécie de tese de jubilação do físico Sverre Aarseth e que nada tem que ver com a serra da Estrela.
E, no entanto... Na dedicatória aparece
No final do prefácio, pode ler-seTo the world's wild and
magical places
Finally, the dedication reflects my many sources of inspiration, wether it be the awesome beauty of the Atacama Desert or more accessible wildlife environments. May our planet's fragile ecosystem and rich diversity be preserved for future enjoyment.
"May our planet's fragile ecosystem and rich diversity be preserved for future enjoyment." Ah, este parece mesmo ser dos nossos, dos do Cântaro Zangado. Mais um como o Miguel Torga!
quinta-feira, setembro 18, 2008
Que salganhada!
O Diário XXI dedicou ontem (17 de Setembro) uma página (a página 5) ao processo de aquisição (chamemos-lhe assim) dos terrenos onde foram (na verdade, já estavam) implantadas as casinhas de génese ilegal das Penhas da Saúde.
As casinhas não foram demolidas porque o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto, do PSD, se opôs (ver por exemplo, esta notícia do Urbi et Orbi). Mas a legalidade do processo de "aquisição" dos terrenos foi a inquérito a pedido de um responsável do mesmo partido. O dito processo de "aquisição", pelos vistos, foi conduzido por José Armando Serra dos Reis (a partir de 1996, percebi bem?), que na altura era presidente da Junta de Freguesia das Cortes do Meio (freguesia a que pertencem os ditos terrenos) pela CDU, tendo depois passado para o PS e sendo agora deputado municipal pelo Bloco de Esquerda (ERRADO. Ver correcção e pedido de desculpas no final). Por razões que não são apresentadas, os partidos da oposição preferiram não participar na comissão de inquérito.
Os "proprietários" das casas do bairro clandestino das Penhas da Saúde louvam o presidente da Câmara da Covilhã por os descansar quanto à pretensão (de demolição) dos serviços do Parque Natural da Serra da Estrela. Mas terá o partido liderado por Carlos Pinto decidido à revelia do chefe instaurar este inquérito que reforçou a marca da clandestinidade do dito bairro?
Eu gostava que aqueles a quem dou o voto pugnassem pela transparência de processos e pelo cumprimento da lei. Face a esta salganhada, fico terrivelmente indeciso... Sei muito bem em quem não votar. Não sei é em quem votar.
Não se pense que o problema começou em 1996. As casinhas de génese ilegal (é interessante esta expressão) já lá estavam, desde meados da década de setenta.
Correcção posterior: Refiro no texto que José Armando Serra dos Reis, ex-presidente da Junta de Freguesia das Cortes do Meio pela CDU que passou para o PS é actualmente deputado municipal pelo BE. Errei. O actual deputado municipal pelo Bloco de Esquerda é José Serra dos Reis, irmão de José Armando Serra dos Reis, militante do PS. Pela minha ignorância, que originou este erro, peço desculpas aos dois, ao PS e ao BE na Covilhã (2008-10-14).
quarta-feira, setembro 17, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
Um radical chamado Miguel Torga?
O blog do Centro de Interpretação da Torre apresenta um post com palavras de Miguel Torga sobre a serra da Estrela.
Presunção e água benta cada um toma a que quer, mas francamente penso que é mais fácil reencontrar o espírito do Mestre aqui no Cântaro Zangado do que na obra que autarquias, Região de Turismo e Turistrela têm deixado na serra nos últimos quarenta anos.
Eles (autarcas, Região de Turismo e Turistrela) lá saberão (?) que serra pretendem. Pelo que fizeram até agora e pelo que anunciam para o futuro, diria que é uma serra de onde esse espírito fugiu. Definitivamente.
segunda-feira, setembro 15, 2008
domingo, setembro 14, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
Porque escrevo
Escrevo neste blogue porque entendo que devíamos proteger, com unhas e dentes, tudo o que na serra é especial, único, tudo o que nela transcende o ordinário, mas constato todos os dias que não o temos feito. Porque me ofende pessoalmente cada medida que rouba beleza e mistério à serra. Cada "melhoramento" ou "requalificação" que, acomodando-a ao nosso comodismo, à nossa pequenez, ao nosso provincianismo e à nossa ganância, a vulgariza e a rebaixa, lhe tira valor.
[E se tem sido roubado valor à serra, caramba! As Penhas da Saúde, a Torre, estas nódoas vergonhosas são as mais evidentes. Mas são as únicas?]
Repito, entendo que devíamos proteger, com unhas e dentes, tudo o que na serra é especial, único, tudo o que nela transcende o ordinário. Porque todos teríamos mais a ganhar. E porque, a bem dizer, o que é único e extraordinário na serra não é assim tanta coisa... A nossa serra é pequena, é frágil.
[Não é, claramente, como os Alpes ou os Pirinéus.]
É por ter isto em mente que escrevo neste blogue.
Roubei indecentemente o título deste post de uma pequena colectânea de ensaios de George Orwell, recentemente publicada pela Antígona. Passe a presunção, recomendo-a vivamente.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Um caso grave de IP-ite sinalética
De acordo com a Norma de Sinalização Vertical (ver o site da Estradas de Portugal), o sinal triangular ilustrado na figura acima indica descida perigosa. Para reforçar o aviso, aconselham-se os condutores a usar o motor para controlar a velocidade do veículo. É um sinal que, como seria de esperar, frequentemente encontramos na estrada Covilhã-Torre-Seia.
Recentemente, foram instalados nas estradas N339 (Covilhã-Seia) e (desta não estou 100% certo) N338 (Manteigas-Piornos) grandes placards como os que se seguem:
Encontrei estes placards pela primeira vez na famigerada IP5, na descida da Guarda para o Porto da Carne, onde era frequente incendiarem-se os travões dos camiões TIR. Justificavam-se aí sinais especiais, de grande visibilidade, dadas as elevadas velocidades de circulação que o itinerário principal permitia.
Mas, nas estradas da serra, para quê? Em estradas que não permitem grandes velocidades, que necessidades de informação há que não possam ser satisfeitas pelos sinais regulamentares?
Quanto a mim, trata-se de mais um sintoma da verborreia sinalética que anda a afectar os responsáveis por estas estradas. Uma doença incómoda mas, mais de resto, benigna (descontados os estragos na paisagem causados pelos infectados), a que chamei no título IP-ite sinalética.
Neste caso, os sintomas estão a agravar-se. Recomenda-se ao paciente uma cura de repouso, um período prolongado de inactividade absoluta. De outro modo, o seu estado poderá evoluir até chegarmos a qualquer coisa como isto:
domingo, setembro 07, 2008
Novo blog
quinta-feira, setembro 04, 2008
Rã-verde
quarta-feira, setembro 03, 2008
Fascinante!
Apesar de se tratar de uma região relativamente pequena, encontramos na Serra da Estrela uma enorme variedade de habitats, de ambientes, de hábitos e de culturas.
Por exemplo, nas encostas viradas para Norte (concelhos de Seia e Manteigas, falta confirmar no de Gouveia), sinalética rodoviária recentemente instalada informa os visitantes automobilizados da altitude do lugar, com sinais relativamente pequenos e castanhos como este:
A Sudeste, no concelho da Covilhã, a mesma função informativa foi implementada, também recentemente, através de sinais muito maiores, e de cor alaranjada:
Aqui vemos um exemplo dos efeitos de duas forças antagónicas, de dois princípios opostos: o da união, da uniformização, da homogeneização (por um lado) e o da diversificação, da adaptação, da particularização (pelo outro). Com efeito, à universal tendência para "decorar" a paisagem com ruído visual e para apoiar, encorajar, e desenvolver o turismo das voltinhas de carro, sobrepuseram-se aparentemente as diferentes sensibilidades estéticas dos responsáveis pela sinalética rodoviária nos distritos da Guarda e de Castelo Branco.
Como diria o David Attenborough naqueles documentários da BBC: "It's fascinating!"
Acho particularmente fascinante a presença da preposição "de" nos sinais da encosta Sul.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Quem se mete com o meu Sol...
terça-feira, agosto 26, 2008
P'ra pior já basta assim
De acordo com o Diário XXI de ontem (o link pode não ser permanente), a aprovação do Plano de Urbanização das Penhas da Saúde pelos serviços do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) depende de um compromisso claro da Câmara Municipal da Covilhã para a demolição do "bairro ilegal, constituído por mais de 170 casas, situado na traseira da Pousada da Juventude".
Ocorre-me a este propósito o seguinte:
- Nas Penhas da Saúde há outro bairro semelhante, ainda mais flagrantemente bairro da lata do que este a que se refere a notícia. Encontra-se mais a Norte, mais perto do local onde em tempos se começaram obras para a instalação de um parque de campismo. Sobre este outro bairro nada se diz na notícia.
- O que a Câmara Municipal da Covilhã pretende para as Penhas da Saúde é (a acreditar no anunciado pela própria câmara) um autêntico delírio: uma estância de montanha "com que Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus". A Câmara da Covilhã não compara a serra da Estrela com montanhas algo mais comparáveis como o Gerês, a sierra de Gredos, a de Guadarrama, o Ben Nevis. Não, a serra da Estrela é para concorrer com os Alpes e os Pirinéus! No mesmo anúncio, ficamos a saber o que é preciso para concorrer com os Alpes e os Pirinéus: "500 habitações e zonas de comércio que serão apoiadas por diversos equipamentos sociais, culturais e desportivos" e ainda "a criação de um Pavilhão de Gelo, uma zona multiusos para desportos e festividades e a construção de um posto da GNR". Face tudo isto, francamente: faz algum sentido aprovar seja o que for deste "plano"?
- O bairro que agora se pretende demolir pode ter o aspecto de um bairro de lata. É verdade e já mais de uma vez o dissemos (por exemplo, aqui). Mas também é verdade que muitas outras casas nas Penhas da Saúde, antigas e novas, mesmo não parecendo barracas de lata, não têm muito melhor aspecto (alguns exemplos recentes, já acabados ou ainda em construção, ilustram este artigo). Não há garantias nenhumas de que as 500 habitações que a câmara pretende ver construídas nas Penhas da Saúde se venham a enquadrar na paisagem e no tecido urbano melhor do que estas casas. Antes pelo contrário: a avaliar pelo que tem sido autorizado, pretende-se aparentemente encher as Penhas da Saúde com mamarrachos novo-ricos em estilo pseudo-mamarracho-tipo-alpino-ou-sei-lá-o-quê-à-modernaça. Francamente, prefiro de longe as casinhas de lata!
- Estas casas foram construídas porque diversas pessoas sentiram o desejo (que eu compreendo, mesmo considerando ilícita a forma como o satisfizeram) de usufruir de uma casinha na serra. Em contrapartida, as casas que se começaram há cinco ou seis anos a contruir nas Penhas da Saúde são condomínios com quatro a oito apartamentos, que aparecem não porque alguém, gostando da serra, pretende aí ter uma casa de férias, mas sim porque alguma sociedade de construção civil pretende lucrar com a venda dos apartamentos. (Pelo que se pode observar nas Penhas da Saúde, essa venda não está a ser tão fácil como talvez se pensasse, já que condomínios já acabados há dois ou três anos têm ainda apartamentos à venda.) Vendam-se os apartamentos ou não, constata-se que os planos da Covilhã consistem em aplicar nas Penhas da Saúde o modelo de "desenvolvimento urbano" que tem feito das nossas cidades a maravilha que se tem visto. Não me agrada, prefiro as casinhas de lata a estas apostas imobiliárias, geradoras de Quarteiras e afins.
Concluindo: não me agradam nada as casinhas do bairro atrás da pousada (nem as do outro, a que me referi acima). Mas ainda me agrada menos que se resolva o problema que elas representam pactuando com a criação de problemas ainda maiores. Para pior, já basta assim.
E claro: com tudo o que diversos serviços públicos (incluindo a Câmara) já permitiram ou até promoveram naquele bairro (iluminação pública, asfaltação de acessos, campo desportivo), é óbvio que, a serem demolidas as casas, os seus donos devem ser compensados.
segunda-feira, agosto 25, 2008
domingo, agosto 24, 2008
Plano de Ordenamento do PNSE
sábado, agosto 23, 2008
segunda-feira, agosto 18, 2008
domingo, agosto 17, 2008
Acção de limpeza na Torre
Infelizmente, não estarei por cá no Domingo.
Oops: 23 de Agosto é Sábado.
Sinto que ainda aqui falta um sinalzinho....
A imagem acima mostra um aspecto dos Piornos (perto do centro de limpeza de neve), a 1600 m de altitude.
A mancha cinzenta que aparece no canto superior esquerdo da imagem é outro sinal (espanto! admiração!), colocado de costas para a câmara.
sábado, agosto 16, 2008
segunda-feira, agosto 11, 2008
domingo, agosto 10, 2008
A nova Porta de Entrada (II)
Fui hoje de manhã visitar o novo Centro de Interpretação, que o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) inaugurou na semana passada num dos edifícios da Torre. Fomos recebidos (eu e a minha família) por uma funcionária muito simpática e aberta, demonstrando uma grande vontade de responder a todas as nossas dúvidas mas que (e ainda bem!) não tentou impor a sua presença ou o seu tempo à nossa visita. Gostei da exposição, achei-a bastante interessante. Achei-a, principalmente, simpática e digna. E um pouco de simpatia e dignidade, naquele local, é algo que chama a atenção.
É que, a seguir, fui ao centro comercial comprar um pão centeio para o almoço, tendo sido bombardeado com insistentes apelos "oh amigo, ande venha cá provar o meu queijo", "então e um presunto pra ir co pão, não marchava?" etc. No troco, o vendedor enganou-se (de uma forma que não me pareceu, pelas desculpas que balbuciou, nada acidental), a seu favor, claro. Já cá fora, uma barraquinha de gelados debitava a altos berros uma musiquinha techno (ou lá o que era), mesmo apropriada para o local mais alto de Portugal Continental... Por todo o lado, vestígios de lixo. Ah, sim! Simpatia e dignidade, é algo que salta à vista, naquele local.
Disse há dias que havia coisas que não compreendia na decisão de instalar na Torre o Centro de Interpretação do PNSE. Não sei se as compreendo agora, mas de uma coisa fiquei convencido: que, enquanto a Torre for um local de visita massificada, é importante que se mantenha a presença de algo que ultrapasse o mercantilismo rasca dos vendedores de fancaria e das voltinhas na telecadeira. Uma presença aberta, simpática e digna. Uma presença com verdadeira qualidade. Uma presença como a do PNSE.
quinta-feira, agosto 07, 2008
Milhões de Carvalhos
No dia trinta de Agosto, pelas nove horas, no Covão d'Ametade, inicia-se a campanha 2008/2009 do projecto "Um milhão de Carvalhos Para a Serra da Estrela", da Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela. O plano é passar a manhã a apanhar sementes de bétula no Covão d'Ametade e, depois de almoço (cada um traz o seu), ir espalhá-las na cabeceira do Vale da Candieira e nas vizinhanças da Lagoa dos Cântaros.
Para se ter previamente uma ideia do número de participantes, os organizadores agradecem que os interessados comuniquem a intenção para o email asestrela@gmail.com.
Aparece, e traz um amigo também!
A nova Porta de Entrada
Há dias, o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) inaugurou um Centro de Interpretação da Natureza num edifício da Torre. A RTP1 fez a seguinte reportagem do evento (tirei o link do blog Estrela no seu melhor. Obrigado, Cova Juliana!):
Fico contente por este edifício ter escapado à transformação num hotel, restaurante, observatório panorâmico, ponto de apoio para a venda de forfaits ou de aluguer de material da estância de esqui e por, em vez disso, estar a ser utilizado para dar visibilidade ao PNSE e para a divulgação da verdadeira mais valia da serra da Estrela, os seus valores naturais.
Por outro lado, noto que a Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) inaugurou há alguns anos na mesma zona, num edifício do mesmo conjunto, um posto de atendimento a visitantes. Encontra-se fechado(1), há muito tempo, suponho que por falta de meios para o manter aberto. O PNSE terá capacidade para fazer viver esta aposta (e para tal é preciso algo mais do que as obras no edifício e a presença de um funcionário todos os dias do ano, das nove às dezassete)? Espero que sim.
Por outro lado ainda, custa-me a compreender a lógica subjacente a esta aposta. Maria da Paz Moura afirma, a 51 s do início da reportagem, o seguinte:
No fundo, é um local onde se faz uma primeira abordagem de sensibilização da natureza, mas que depois faz uma dispersão em termos territoriais e que permite encaminhar todos os visitantes (que são mais de dois milhões e meio por ano, que nos visitam) para depois outros locais da serra da Estrela com igual ou superior interesse àquele que é a Torre.
Esta lógica do novo Centro de Interpretação como local de primeira abordagem a uma visita ao PNSE fica ainda melhor ilustrada com o comentário final do jornalista:
[...] abriu agora, com este centro de interpretação, uma porta de entrada que mostra as maravilhas da montanha mais alta de Portugal Continental.
O que me custa a perceber é se faz sentido organizar a dispersão dos visitantes(2) a partir do próprio coração geográfico e rodoviário da área protegida. Recordo que (apesar de todas aparências) a zona da Torre é o centro do PNSE, integra a Reserva Biogenética, a Rede Natura e dela escorrem linhas de água que alimentam habitats muito próximos, protegidos (e bem!) pela convenção Ramsar. É ali que faz sentido receber os visitantes numa primeira abordagem, é a partir dali que faz sentido organizar as visitas?
Faz sentido abrir uma porta de entrada para a nossa casa, bem no centro da sala de jantar?
Outros assuntos que vieram a lume com esta notícia foram os do condicionamento do tráfego na Torre, a construção de um teleférico e a instalação de parquímetros para o estacionamento. Talvez mais tarde os comente mais detalhadamente. Para já, refiro apenas que me parece que estes três assuntos, ao contrário do que é sugerido pela notícia, não estão necessariamente relacionados. Não é preciso teleférico nem parquímetros para condicionar o tráfego e a existência de teleférico e parquímetros não se traduz, por si só, num condicionamento do tráfego. Para condicionar o tráfego o que é preciso é efectivamente condicioná-lo, ou seja, não permitir o acesso de viaturas para além de um nível de afluência considerado máximo. Com ou sem teleféricos, com ou sem parquímetros.
Mas, voltando agora à lógica da "porta de entrada", o que realmente considero muito difícil de entender é que se planeie a *primeira* abordagem aos visitantes num local onde, assim se afirma, se pretende o futuro condicionamento do estacionamento e a limitação do tráfego. Isso é que não percebo, mesmo.
Outro assunto ainda de que se falou a este propósito foi o dos esgotos a céu aberto na Torre. Mas, sobre isso, já nem sei o que diga...
(1) Correcção: estive hoje (10 de Agosto) na Torre, e notei que o posto de atendimento da RTSE se encontrava aberto. No entanto, já me aconteceu dar com ele fechado, pelo que pensei que fosse esse o estado permanente. Enganei-me. Mas acho que a dúvida que levantei (sobre se o PNSE conseguirá fazer viver este centro) se justifica.
(2) E serão mesmo dois milhões e meio de vistantes por ano? Gostava de conhecer os estudos que sustentam esta afirmação. Até lá, duvido de estimativas deste tipo, e não sou o único.
terça-feira, julho 22, 2008
O que custa mudar o hábito...Pensar
sábado, julho 19, 2008
sábado, julho 12, 2008
Obras e (sub-)desenvolvimento
Na verdade, pode contestar-se a ideia de que a simples existência de investimentos públicos na construção de infra-estruturas é importante para a economia. Para muitos isso era verdade há 30 ou 20 anos, mas já não é hoje.
Creio que é o mito de que tudo o que é investimento público em infra-estruturas é bom para a economia que justifica o entusiasmo revelado por muitos actores locais na abertura, asfaltação ou alargamento de estradas no interior da Serra. Como já expliquei muitas vezes aqui no Cântaro Zangado, quanto a mim esses investimentos não são bons para a economia local, e são até prejudiciais. Não me parece que seja bom para Manteigas que se chegue tão facilmente de carro ao Poço do Inferno, por exemplo. (Refiro este exemplo de Manteigas porque foi o primeiro que me veio à mente. Situações semelhantes ocorrem nos outros concelhos da região). Se os visitantes não tivessem essa possibilidade, mais facilmente pagariam para fazer essa visita a cavalo, de bicicleta ou a pé. Mais tempo permaneceriam no concelho. Mais frequentemente seriam levados a almoçar, jantar ou pernoitar em Manteigas. Poderá haver razões outras que justifiquem esse acesso e outros semelhantes noutros locais, noutros concelhos. Agora, quanto ao turismo, creio que eles só o prejudicam.
Capra pyrenaica em Portugal
Os traços a verde foram acrescentados por mim no computador. Há menos tempo, é claro.
terça-feira, julho 08, 2008
Ecoasfalt
As máquinas prontas a entrar em acção? Talvez. Seja como for, podemos estar descansados, que o respeito pelo ambiente está sempre no topo das preocupações das forças vivas que alavancam o nosso desenvolvimento. Como se vê pelo nome da empresa. Estamos no rumo certo, estamos de parabéns! (Fotografias tiradas perto do centro de limpeza de neve no Sábado passado, dia 5 de Julho.)
Ainda a propósito do anúncio sobre a concessão das estradas da Serra que referi no último post e da "beneficiação" planeada para o trajecto Seia - Torre - Sanatório, lembrei-me que ainda há dois anos (ou terá sido já no ano passado?) o segmento Seia - Torre foi objecto de grandes trabalhos. Deles resultaram mais parques de estacionamento, o alargamento do entroncamento do Coxaril (o da estrada que sobe de S. Romão) e ainda a criação do entroncamento com a estrada de S. Bento, um pouco acima da Lagoa Comprida. Diga-se de passagem, estes dois entroncamentos ficaram com um tamanho absolutamente injustificado.
Mas, pelos vistos, não foi suficiente. Nem nunca será. Não se ordena o caos que se instala em certos (poucos, felizmente) fins de semana de Inverno. Pode, quando muito, limitar-se esse caos, condicionando o acesso de viaturas particulares à Serra. Mas não é nesse sentido que se está a trabalhar quando se anunciam estas novas obras, pois não?
sexta-feira, julho 04, 2008
Mas quem é que terá encomendado isto?
O Diário XXI de hoje, dia 4 de Julho, dá o destaque principal de primeira página a uma notícia com o título "Concessão da Serra vai a concurso em 2009". Refere-se a notícia à concessão das estradas, não a do turismo e dos desportos, que por essa se têm sucedido as décadas, os regimes políticos, as correntes económicas, as modas, sem que ela se mova...
Mas voltemos à notícia. Pode lê-la na íntegra aqui. Destaco o seguinte excerto:
Melhorias entre Seia, Torre e Sanatório
O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, anunciou ontem o lançamento do concurso público para a beneficiação das estradas que atravessam a Serra da Estrela (338 e 339) entre Seia, Torre e antigo Sanatório, na Covilhã. O investimento previsto é de 6,3 milhões de euros ao longo de 41 quilómetros. A obra tem abertura de propostas a 20 de Agosto e os trabalhos devem começar em 2009, tendo um prazo de execução de 300 dias. A beneficiação da estrada prevê mais passeios, zonas de estacionamento e sinalização especial para não perturbar a limpeza da neve, rampas de segurança e outros aspectos. Junto à Lagoa Comprida será criado estacionamento de um quilómetro em cada lado da via.
Uma vez que os responsáveis do turismo na Serra da Estrela (Região de Turismo e Turistrela) já afirmaram que pretendem ver o trânsito na estrada da Torre muito condicionado, apresentando até essa como uma das principais razões para a necessidade da construção de um novo teleférico, suponho que não terão sido eles a encomendar estas "beneficiações". Ao fim e ao cabo, como poderiam eles justificar gastos de seis vírgula três milhões de euros numa estrada que, segundo afirmam, pretendem encerrar ao público? Aguardamos as suas tomadas de posição face a este anúncio. Mas, se não foram eles a encomendar isto, quem terá sido? E, já agora, podia, também eu, fazer uns pedidozitos? Era coisa pouca: reflorestação, reintrodução de algumas espécies já extintas, sinalização de trilhos, dinamização e apoios ao eco-turismo...
Mais comentários: porque razão entende o Ministério das Obras Públicas ser necessário um parque de estacionamento com um quilómetro de extensão em cada lado da estrada perto da Lagoa Comprida? Penso que o que aqui está em causa é, claramente, uma preocupação com os turistas. Ora na minha opinião (formada pela comparação do turismo que temos na serra da Estrela com o que existe em muitas outras montanhas da Europa, desde o Ben Nevis na Escócia à Sierra de Gredos aqui ao lado, passando nos Alpes, nos Pirineus ou no Gerês), turismo deste do chega com o carrinho, pára à beira da estrada, faz um piquenique ou escorrega na neve com um saco de plástico (conforme a estação) e vai-te embora para casa ao fim da tarde, turismo deste já temos que chegue e não me parece bem encorajá-lo ainda mais com esta beneficiação.
Além disso, acontece que a zona em questão está no interior de um parque natural que supostamente pretende, entre outras minudências, proteger a paisagem. Ninguém mais acha estranho que uma tal intervenção possa assim ser decidida e anunciada? O Ministério do Ambiente terá sido ouvido nisto? E o que terá ele a dizer?
terça-feira, julho 01, 2008
Surpresas
Fotografias de telemóvel rasca... Enfim, foi o que tinha à mão.
A mil e setecentos metros de altitude, no flanco oriental do Cântaro Gordo, sobre a Lagoa dos Cântaros, bem agarrado a uma parede rochosa quando em toda a volta se vêm os "ossos" das giestas e urzes que arderam no incêndio de 2005, um pequeno conjunto de carvalhos negrais!
quarta-feira, junho 25, 2008
Turismo - Uma Opinião Insular
Este Cronista faz uma pequena análise critica sobre o que poderão ser as linhas estratégicas para o desenvolvimento do turismo nos Açores. Por agora limito-me a transcrever o seu texto:
"É isso mesmo que fomos assistindo na Serra da Estrela e nos Alpes, nos Himalaias e nas Montanhas Rochosas. Se não tivermos cuidado é isso que acontecerá em São Miguel e em outros locais bonitos dos Açores que facilmente se degradarão se não houver desígnio.
Há várias soluções para evitar a prostituição dos sítios.
A primeira dessas soluções é evitar qualquer contacto com o “mal” turístico, impedindo a construção de alojamentos e dificultando as acessibilidades aos pontos mais bonitos. Foi essa a fama com que ficou Mota Amaral quando não tomou grandes medidas para promover o turismo nas Ilhas dos Açores.
A segunda solução é concentrar o turismo de massas em determinados locais bem confinados e libertar os sítios mais bonitos para aqueles que têm capacidade para neles viverem, ou porque lá trabalham ou porque aí têm capacidade para comprar as poucas casas disponíveis e autorizadas. Foi essa solução que ouvi defender há uns anos num Congresso sobre Turismo por um espanhol. Turismo, para ele, era turismo de massas concentrado em determinados locais como Benidorm ou Torremolinos, para que o restante espaço não seja ocupado por betão e por estradas.
A terceira solução para evitar a prostituição dos sítios é deixar que as actividades de trabalho e lazer dos residentes sejam marginalmente partilhadas por visitantes. 15% de visitantes e 85% de residentes é o máximo de capacidade de carga para que não haja adulteração das actividades de trabalho e de lazer dos residentes, conforme nos reporta um grego que fez um estudo sobre diversas ilhas do Mar Egeu. É isso que se faz em Paris, em Londres, Nova Iorque e um pouco em Lisboa, onde os residentes pouco se importam com os turistas marginais que vão passeando entre o comércio e os monumentos.
Há ainda a possibilidade de assumirmos uma sociedade pendular a nível mais global, um pouco como havia por aqui, entre as Fajãs de São Jorge para passar o Inverno naquela ilha, e as Adegas do Pico para passar o Verão na ilha montanha.
A primeira solução não é defensável nos tempos que correm. Até porque quanto mais tentarmos proteger um local da invasão turística mais ele será procurado por esses novos bárbaros. Também porque, muitas vezes, a única forma de manter algumas pessoas e actividades em espaço rural é através de uma aposta, mesmo que marginal, na actividade turística.
A segunda solução é pragmática e de certa forma aplicável aos Açores. Deixemos concentrar o turismo de massas em Ponta Delgada e - porque não - no Faial, para que as outras ilhas possam albergar os que têm capacidade para neles viverem, porque lá trabalham ou porque aí têm capacidade para comprar as poucas casas disponíveis e autorizadas.
A terceira solução consubstancia esta faceta complementar do turismo de massas. Neste caso a estratégia é apostar noutras actividades geradoras de riqueza, como o vinho e a pesca na Graciosa, o queijo em São Jorge, a carne e o vinho no Pico, os touros, a logística, o queijo e a educação na Terceira. Depois chegarão alguns turistas mas fundamentalmente aqueles que gostam de peixe, de queijo, de carne, de vinho, de touros, de educação e de logística.
A quarta solução só se entende para os migrantes. No fundo pessoas que ainda se encontram enraizadas nos locais para onde gostam de viajar durante as férias. Para isso não é preciso haver grandes políticas pois a vinda de pessoas é assegurada pelos seus familiares e amigos. Basta que possibilitem passagens baratas e poucos entraves aos vistos, e toda a gente gosta de visitar para gerir a saudade. Não há dúvida que na terceira e quarta solução a Terceira é a ilha mais animada conforme nos reporta Sandro Paim."
Fonte original do texto aqui.
Nunca são demais
(via blog de Manteigas)
sexta-feira, junho 20, 2008
Circuito dos 3 Cântaros - Seguimento
adenda: depois de fazer este post descobri na página do Clube Montanhismo Guarda uma galeria de fotos aqui.
quarta-feira, junho 18, 2008
Triste mas encorajador
quinta-feira, junho 12, 2008
Este fim de semana
A Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada, em conjunto com o Clube de Montanhismo da Guarda e com a Associação Amigos da Serra da Estrela realiza este Domingo a segunda edição do Circuito dos Três Cântaros, a meia maratona mais espectacular que conheço. Do fundo do vale do Zêzere, junto à casa abrigo da ASE, para a Nave de Santo António, para a Santa, para a Torre, para o Terroeiro, para a barragem do Padre Alfredo, de novo para Nave de Santo António e de volta à casa abrigo. Cerca de vinte quilómetros, com mais de mil metros de subida acumulada.No ano passado demorei três horas para percorrer este percurso. Este ano, infelizmente, não tenho possibilidade de participar. Paciência, fica para a próxima.
Paralelamente à corrida, decorre um passeio pedestre, de menor extensão.
O que mais me agrada nesta organização é o apelo que fazem ao respeito pelo ambiente do local em que decorre e a enfâse que põem na responsabilidade individual de todos, até dos próprios organizadores:
O CIRCUITO DOS 3 CÂNTAROS DESENROLA-SE NO CENÁRIO DE EXCEPCIONAL BELEZA NATURAL DO PARQUE NATURAL DA SERRA DA ESTRELA, PELO QUE SERÁ OBRIGAÇÃO DE TODOS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE EVITANDO ABANDONAR DESPERDÍCIOS FORA DAS ÁREAS DE CONTROLO.(Retirado textualmente da página web da prova.) Ah!, assim se fizesse tudo na Serra, assim se portassem todos os promotores de eventos na Serra...
DO NOSSO COMPORTAMENTO (ORGANIZAÇÃO E PARTICIPANTES) DEPENDERÁ O FUTURO DA PROVA.
domingo, junho 08, 2008
A morte selvagem (2)
Ou deveria antes dizer da morte selvagem?
sábado, junho 07, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
"O domínio dos deuses"




