(via blog de Manteigas)
quarta-feira, junho 25, 2008
Nunca são demais
(via blog de Manteigas)
sexta-feira, junho 20, 2008
Circuito dos 3 Cântaros - Seguimento
adenda: depois de fazer este post descobri na página do Clube Montanhismo Guarda uma galeria de fotos aqui.
quarta-feira, junho 18, 2008
Triste mas encorajador
quinta-feira, junho 12, 2008
Este fim de semana
A Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada, em conjunto com o Clube de Montanhismo da Guarda e com a Associação Amigos da Serra da Estrela realiza este Domingo a segunda edição do Circuito dos Três Cântaros, a meia maratona mais espectacular que conheço. Do fundo do vale do Zêzere, junto à casa abrigo da ASE, para a Nave de Santo António, para a Santa, para a Torre, para o Terroeiro, para a barragem do Padre Alfredo, de novo para Nave de Santo António e de volta à casa abrigo. Cerca de vinte quilómetros, com mais de mil metros de subida acumulada.No ano passado demorei três horas para percorrer este percurso. Este ano, infelizmente, não tenho possibilidade de participar. Paciência, fica para a próxima.
Paralelamente à corrida, decorre um passeio pedestre, de menor extensão.
O que mais me agrada nesta organização é o apelo que fazem ao respeito pelo ambiente do local em que decorre e a enfâse que põem na responsabilidade individual de todos, até dos próprios organizadores:
O CIRCUITO DOS 3 CÂNTAROS DESENROLA-SE NO CENÁRIO DE EXCEPCIONAL BELEZA NATURAL DO PARQUE NATURAL DA SERRA DA ESTRELA, PELO QUE SERÁ OBRIGAÇÃO DE TODOS PRESERVAR O MEIO AMBIENTE EVITANDO ABANDONAR DESPERDÍCIOS FORA DAS ÁREAS DE CONTROLO.(Retirado textualmente da página web da prova.) Ah!, assim se fizesse tudo na Serra, assim se portassem todos os promotores de eventos na Serra...
DO NOSSO COMPORTAMENTO (ORGANIZAÇÃO E PARTICIPANTES) DEPENDERÁ O FUTURO DA PROVA.
domingo, junho 08, 2008
A morte selvagem (2)
Ou deveria antes dizer da morte selvagem?
sábado, junho 07, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
"O domínio dos deuses"
domingo, maio 25, 2008
Eis a Primavera do nosso descontentamento...
sexta-feira, maio 23, 2008
Prémio "E o meu único defeito é a modéstia":
"A grande mais valia da serra são duas pessoas: sou eu e o meu cunhado"Assim falou Artur Costa Pais, em entrevista à Rádio Altitude (avançar até 20'08'').
Artur Costa Pais é administrador e proprietário da Turistrela, a empresa concessionária exclusiva do turismo e dos desportos na serra da Estrela, de acordo com os Decretos-Lei 3/70 (28 de Abril de 1970), 325/71 (28 de Julho de 1971) e 408/86 (11 de Dezembro 1986). Até quando durará este anacronismo do Estado Novo?
quinta-feira, maio 22, 2008
Ainda por cá andamos!
quarta-feira, maio 21, 2008
Outras terras, outros modos
"comprou todos os terrenos que pôde no entorno das reservas hídricas a fim de preservar nelas as suas florestas e zonas húmidas - autênticos «tampões» contra a poluição. Simultaneamente, criou incentivos financeiros para os proprietários locais fazerem a gestão florestal e agrícola correctas, fornecendo-lhes apoio técnico."A alternativa a esta linha de acção era a instalação de caras (na construção e no funcionamento) estações de tratamento de água. Os resultados dessa aposta, segundo Luísa Schmidt, estão agora a aprecer:
"a cidade de Nova Iorque poupou milhares de dólares; os seus citadinos têm hoje água muito melhor e a menores custos; a população rural foi ressarcida pelo serviço ambiental prestado a toda a comunidade e a área das reservas entretanto criada tornou-se uma zona protegida onde se pode passear e usufruir a paisagem. Qualquer dia a água de Nova Iorque pode ser vendida em garrafas."Mais um exemplo de como nem sempre um desenvolvimento a sério vem nas pás das escavadoras, nas betoneiras, nas grandes obras de construção civil. Mas tente-se afirmar esta verdade óbvia e cristalina cá em Portugal...
segunda-feira, maio 19, 2008
Parabéns
No site da Região de Turismo da Serra da Estrela pode apreciar-se um slide show com algumas fotografias de fazer crescer água na boca, como a que ilustra este post. Parabéns!
sexta-feira, maio 16, 2008
Veredas interiores
Variação sobre um post no A Sombra Verde.
Bem a propósito, aproveito para sugerir "A Catedral Verde", de João Aguiar. Bom fim de semana!
quinta-feira, maio 15, 2008
Estágios CERVAS
- Parasitologia em animais selvagens
- Libertação de Animais Recuperados – Preparação e Acompanhamento
- Gestão e Manutenção de um centro de recuperação
- Programa Antídoto - Portugal
- Educação e Divulgação Ambiental – Edição de Material Pedagógico
sexta-feira, maio 09, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008
Uma óptima notícia!
Finalmente, "abriu" o site de internet do Centro de Interpretação da Serra da Estrela, da Câmara Municipal de Seia! O URL é http://www.cise-seia.org.pt.
Soube disto pelo Oceano das Palavras.
Minicidade com requalidade
Será possível às Penhas da Saúde transformarem-se, como deseja a Câmara Municipal da Covilhã, num aldeamento / aldeia / minicidade de montanha (a designação dada à coisa vai mudando) com que o país "poderá concorrer com os mais importantes aldeamentos turísticos de montanha da Europa. Uma área de projecção nacional e internacional, com que Portugal possa concorrer em termos de turismo de montanha com outras da Europa, nas cidades dos maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus"?
Já nem falo da falta de neve e da dimensão comparativamente modesta da Serra da Estrela face aos "maciços mais conhecidos, como os Alpes ou os Pirinéus". Falo dos mamarrachos que a própria Câmara Municipal da Covilhã tem autorizado nas Penhas da Saúde, como estes dois que aqui mostro neste post, ainda não concluídos. E o historial de mamarrachos neste aldeamento / aldeia / minicidade de montanha vem de há muito, muito tempo...
Será possível? Mesmo que o seja, será este o caminho?
terça-feira, maio 06, 2008
Uma boa notícia
Hoje de manhãzinha estive no Covão d'Ametade. Pude constatar que o lixo que por lá se encontrava espalhado, que foi referido pelo blog Estrela no seu melhor, já foi limpo.
Suponho que a triste situação, que se prolongou durante algumas semanas, se deveu à colocação no local de objectos que pareciam caixotes do lixo sem tampa (como o que aparece na fotografia abaixo, "roubada" do Estrela no seu melhor). As pessoas que fazem piqueniques no Covão d'Ametade colocavam aí os seus lixos, em vez de o fazerem nos contentores estacionados à entrada do local, junto à estrada. Como esses lixos não eram retirados, os animais selvagens (raposas, principalmente) espalhavam-nos, à procura de comida. Agora esses caixotes foram retirados e o Covão d'Ametade voltou a estar relativamente limpo.
A quem devemos agradecer este trabalho? À Câmara Municipal de Manteigas? Ao Parque Natural da Serra da Estrela? Não sei. Seja quem for, bem hajam!
quarta-feira, abril 30, 2008
Boa, CERVAS! Boa, PNSE!
Alguém colocou no YouTube esta reportagem da RTP sobre a actividade do CERVAS/PNSE, que inlcui imagens da libertação de uma águia cobreira (a que, por sorte, pude assistir e que referi aqui).
Caramba, dá gosto ver o Parque Natural da Serra da Estrela ser assim noticiado!
Está também disponível a reportagem da libertação de uma fuinha, também pelo CERVAS, desta vez em Mangualde.
Por falar nisso,...
Há dias foi notícia um estudo proposto por seis municípios da região e coordenado pelo economista Daniel Bessa, com o objectivo, assim se afirma, de desenvolver as potencialidades turísticas da região. Pode ler artigos sobre este estudo por exemplo no Diário XXI (aqui e aqui), no Opção Turismo e comentários ou referências em vários blogs, como o Blog de Manteigas, o Estrela no seu Melhor e muitos outros.
O Cântaro Zangado já disse o que tinha dizer sobre o que de substancial até agora veio a público relativamente a este estudo. Há um ano.
sexta-feira, abril 25, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
O nosso impacto
O Público de Quinta Feira passada trazia um artigo sobre o mundo de biodiversidade na cratera do atol de Bikini, onde os EUA fizeram testes com bombas de fusão nuclear em 1954 e que por isso mesmo tem sido, desde então, uma zona de acesso interdito.
No mesmo sentido, a zona de Chernobyl, evacuada há 20 anos na sequência do mais grave acidente em centrais nucleares de sempre, é hoje, segundo diz Alan Weisman no seu livro "O mundo sem nós", uma zona de grande pujança natural. As florestas cresceram, os veados e lobos regressaram, por todo o lado a natureza retomou o seu domínio.
Será que a variável relevante nestes dois casos é a existência de elevados níveis de radiação? Não. A mortalidade dos animais de Chernobyl é maior do que no resto do mundo. Por outro lado, outro paraíso natural referido por Alan Weisman, e um onde os níveis de radiação são os normais, é a zona de exclusão entre as duas Coreias, uma estreita faixa com quatro quilómetros de largura por duzentos e cinquenta de extensão, ladeada por dois exércitos vigilantes e em estado de prevenção constante.
Não, não são os altos níveis de radiação que fazem bem à natureza; são os baixos níveis de exposição ao homem. Por isso, pergunto se teremos mesmo que ocupar intensamente todos os espaços, até os que resolvemos declara áreas protegidas? Mais em particular, teremos mesmo que continuar a "desenvolver" (entendendo-se com esta palavra o que ela tem significado cá em Portugal) a Serra da Estrela?
A foto acima mostra um cavalo de Przewalski, raça selvagem que prospera na região de Chernobyl. Retirei-a daqui.
sábado, abril 19, 2008
domingo, abril 13, 2008
De Carro Não ... (2)
Uma curiosidade que descobri na Wikipedia é que esta espécie era utilizada pelos antigos como barómetro já que começava a coaxar quando se aproximava chuva.
Está a ver as curiosidades que pode estar a perder! Deixe o carro e "perca-se" na natureza da Serra da Estrela.
quinta-feira, abril 10, 2008
Valores
Um dos argumentos invocados para travar o projecto da estância de esqui de S. Glório que referimos há dias foi o de que ele punha em causa um dos últimos habitats do urso pardo na Península Ibérica. Ou seja, foi invocado um valor ambiental real e concreto, em vez de argumentos genéricos, mais ou menos vagos, mais ou menos românticos, mais ou menos relevantes para o que em concreto ali se estava a decidir.
E na Serra da Estrela? Aqui que a estância já existe, os projectos são para a sua ampliação. Tenho dito que não me parecem nada razoáveis, porque como a estância está no alto da montanha, só pode ser ampliada para baixo, para menores altitudes. Para locais onde neva menos, onde está mais quente, onde a neve se aguenta menos tempo. Mas este argumento é apenas económico. Se apenas o dinheiro da Turistrela fosse investido neste empreendimento, ele não nos diria respeito. (Mas é claro que há sempre o apoiozito do estado, da autarquia, da União Europeia...)
Reconhecendo que já não há ursos na serra (imagino que desde perto do final da Idade Média), nem lobos (há algumas dezenas de anos), nem cabra-montês, nem quaisquer outros mamíferos selvagens de grande porte (à excepção do javali), poderíamos pensar que não se aplicam, por cá, grandes preocupações ambientalistas. Ao fim e ao cabo, tudo o que havia para extinguir já se extinguiu, porquê tanta choraminguice?
Porque, pura e simplesmente, não é verdade que a Serra da Estrela esteja já esvaziada de valores ambientais. No "Guia geobotânico da Serra da Estrela"(1), do holandês Jan Jansen, podemos ler,
The flora of Estrela includes about a quarter of the preliminary Portuguese red list of vascular plant species, many of wich are confined to the Estrela within Portugal. In the Park's territory more then 400 bryophyte species could be detected. This is about two-third of the bryophyte flora of Portugal and some 40% of the Iberian. A considerable number occurs on the red list of bryophytes from the Iberian Peninsula.Se ainda não chegasse, o apêndice 3 deste mesmo guia enumera 45 espécies de mamíferos, 143 espécies de aves nidificantes, 9 de peixes, 33 de répteis e anfíbios.
(p. 36)
Apesar de tudo isto, é verdade que não temos nada tão "espectacular" como o urso pardo. Mas vejamos. Na página 7 da ficha sobre o lobo ibérico do Plano Sectorial da Rede Natura 2000, informa-se que "deverão ser aplicadas todas as medidas que potenciem uma futura ocupação [pelo lobo] desta área [serra da Estrela], dada a proximidade com áreas onde a espécie ocorre." Entre outras medidas, propõe-se
- Promover a conservação e o fomento das presas selvagens (nomeadamente corço e veado) do lobo através de:
- manutenção/recuperação do coberto vegetal autóctone
- assegurar uma correcta exploração cinegética destas espécies
- acções de re-introdução/repovoamento de corço, quando necessárias
- Condicionar a implementação de grandes infra-estruturas
- Condicionar a abertura/utilização de novos acessos em áreas sensíveis, nomeadamente no âmbito de processos de Avaliação de Impacto Ambiental e no âmbito de Planos de Ordenamento do Território. Fiscalizar acessos e circulação de veículos motorizados. Nas áreas mais sensíveis, interditar circulação de viaturas fora dos caminhos estabelecidos.
Em resumo, acho que mostrei que a ampliação da estância de esqui (e outras grandes iniciativas, como a abertura de novas estradas, etc) não só pode pôr em causa em causa um real, vasto e valioso património ambiental como parece contrariar flagrantemente as opções e orientações definidas pelo governo para a protecção ambiental no território do PNSE.
(E ainda por cima, como se não bastasse tudo isto, há cada vez menos neve na Serra da Estrela, e cada vez de pior qualidade! Valerá mesmo a pena a ampliação da estância?)
(1) Fernando Catarino, no quinto volume da série "Árvores e florestas de Portugal", publicada pelo jornal Público, diz deste guia o seguinte: "Em minha opinião, trata-se do melhor guia de Natureza alguma vez editado em Portugal. A riqueza e qualidade das ilustrações do guia têm paralelo no texto, claro e de grande rigor científico. O guia retrata correcta e exaustivamente os valores biológicos e as paisagens que o Parque encerra, num exemplar enquadramento climático, edáfico e biogeográfico" (p. 126). No ano passado, tentei comprá-lo na sede do Parque. A edição em língua portuguesa estava esgotada, tive que me contentar com a edição em inglês. Ter-se-á entretanto alterado este estado de coisas?
terça-feira, abril 08, 2008
Em Unhais plantam-se árvores
António Duarte, Secretário da Assembleia de Freguesia de Unhais da Serra, teve a gentileza de me enviar informações sobre o corte de plátanos a que me referi há tempos.
Fiquei a saber que, no decurso do que suponho terem sido trabalhos de melhoria de arruamentos, foram cortados 22 plátanos, o que corresponde a uma pequena fracção do total. Pessoalmente, não é coisa que me agrade. Mas António Duarte afirma (e eu acredito) que não havia possibilidade de realizar as obras que se consideraram necessárias sem proceder àqueles cortes. Afirma também (e também acredito) que a população afectada pediu que fossem cortados ainda mais plátanos, por causa dos inconvenientes que normalmente são associados com o convívio próximo com árvores de grande porte (folhas nos caleiros pelo Outono, ramadas que se partem nos vendavais, alergias, etc). Eu dou pouca importância a estes "inconvenientes" (e vivi à sombra de grandes árvores muitos anos: freixos em criança e choupos mais recentemente), mas sei que há quem dê. Eu considero as árvores frondosas e a sombra que "derramam" sobre a rua elementos extraordinariamente agradáveis das ruas onde existem mas outros não pensam assim, com razões que são as suas.
Sendo como sou, não consigo festejar cortes de árvores. Como dei a entender no post que já citei, posso reconhecer a inevitabilidade do abate de uma grande árvore; mas não é algo que eu veja com alegria.
Mas António Duarte fez-me também chegar a informação de que tinham sido plantadas várias bétulas e tílias na Vila. Ora essa é uma informação que eu quero festejar! Plantar árvores é quase sempre uma boa decisão, embora não compense completamente a perda das abatidas. Só espero que estas novas árvores, ao crescerem, não venham também a ser consideradas fontes de inconvenientes que justifiquem cortes ou podas radicais.
Resta-me agradecer a António Duarte as fotografias com que ilustro este post e a cordialidade com que se disponibilizou a esclarecer-me, mais ainda por ter sido dele a iniciativa. Um sincero bem haja, António Duarte.
sexta-feira, abril 04, 2008
Tribunal Espanhol Trava Estancia de Esqui
Ficámos a saber de uma decisão inédita de um tribunal espanhol que revoga a autorização concedida pela Junta local de construir uma estância de esqui com 50 km de pistas acima dos 1500 metros de altitude num Parque Natural da provincia de Castela e Leão.
Além das condicionantes de se encontrar dentro de uma área protegida e de zona importante de ursos, o tribunal alegou tambem a manifesta ausencia de viabilidade de uma estância a estas altitudes e latitudes face ao aquecimento global comprovado que tem provocado uma clara diminuição real da queda de neve. Entre outras criticas o tribunal evidencia tambem a falta de Planos de Desenvolvimento Turistico, Planos de Uso e Gestão e Plano de Melhorias.
Parece-vos familiar??
Para informações mais detalhadas e mesmo sobre a dita sentença ver um blog espanhol e o publico de hoje.
domingo, março 30, 2008
Eskimós 2008 — Correcção
Recebi informações de que o encontro de motociclistas que teve lugar no Covão d'Ametade no fim de semana de 15 de Fevereiro, a que nos referimos aqui e aqui, afinal, não terá tido a autorização nem a colaboração dos serviços do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), ao contrário do que apareceu noticiado no Diário XXI e num artigo no número 75 da revista MotoReport (embora aqui seja, de facto, referida a ocorrência de um desentendimento com um técnico do PNSE).
A dar crédito a estas informações (que me chegaram por canais privados, é certo, mas diversos e independentes), o PNSE não só não autorizou ou apoiou o evento, como ainda terá levantado um auto relativo a factos nele verificados.
Mesmo antes de poder categoricamente confirmar estas informações, fico pessoalmente muito contente por corrigir a ideia, que contribuí para difundir, de que o PNSE apoiara o evento. Fico também contente por ver o Parque tomar medidas no sentido de penalizar eventuais infractores, embora continue a achar que teria sido melhor ter desviado o evento para outro local ou, de algum modo, ter preventivamente actuado de forma a impedir os eventuais danos que terão levado ao levantamento do auto.
Mesmo que o dito auto tenha sido levantado contra "desconhecidos" (à semelhança do relativo aos movimentos das máquinas pesadas sobre a vegetação com que, no ano passado, a Turistrela transportou neve para a pista de esqui) e que o processo morra na gaveta sem nada de concreto chegar a apurar, o mais importante, para mim, é que se note que no território do PNSE nem tudo é oficialmente permitido.
Por isso mesmo, aqui fica a correcção, a que junto um agradecimento ao PNSE.
quarta-feira, março 19, 2008
sexta-feira, março 14, 2008
As coisas simples da vida
Estradas no coração da montanha? Hotéis no coração da montanha? "Requalificações" desta e daquela patética miséria erradamente pré-instalada no coração da montanha? Mas o que restará então para o gozo puro e simples da montanha? O que restará do coração da montanha?
Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!
sexta-feira, março 07, 2008
Concessão exclusiva! Porque eu mereço!
Um artigo d'O Interior de 25 de Janeiro de 2007, com o sugestivo título "Uma pista de problemas", informa-nos que, de acordo com um relatório da jurista da Câmara Municipal de Manteigas divulgado por vereadores do Partido Socialista(1), "vários incumprimentos por parte do consórcio Turistrela/Certar" tinham sido detectados no funcionamento da pista de esqui com neve artificial do Sameiro, "desde que aquele equipamento de lazer foi inaugurado, em 2001". Sugeria-se até nesse relatório a "rescisão do contrato de concessão".
Nessa mesma altura (aliás, no próprio artigo que referi), responsáveis da Turistrela anunciaram a intenção de fazer um investimento de três milhões de euros no Sameiro, com a construção de 30 chalés para aumentar a oferta turística. É interessante notar que a notícia com que o Diário XXI divulgou essa intenção de investimento não fazia qualquer referência ao conteúdo do relatório, que tinha sido divulgado apenas na semana anterior. Mas enfim, pelos vistos toda a gente terá achado uma excelente ideia, porque não se voltou a falar no tal relatório. Nem nos três milhões em chalés.
Mas o Notícias da Covilhã desta semana traz novidades do SkiParque. Como o Notícias da Covilhã não mantém as suas peças online permanentemente, transcrevo-a em baixo:
Turistrela pode ficar sem o Sky ParquePista sintética de esqui em ManteigasA Câmara de Manteigas terá detectado irregularidades no empreendimento onde está a única pista sintética de esqui do País. Se a situação não for regularizada, a autarquia ameaça retirar a concessão ao consórcio Turistrela/Certar. Mas as partes não parecem estar em sintoniaA Câmara Municipal de Manteigas pode vir a cessar o contrato que tem com o consórcio Certar/Turistrela, para a exploração do Sky Parque, a pista sintética localizada no concelho. Em causa estão alegadas situações de incumprimento do que foi acordado.Para já, José Manuel Biscaia, presidente do município, diz que não se chegou a um ponto de ruptura, já que o assunto está a ser negociado. “Há pontos de encontro, senão não se estava a negociar”, realça. Já Paulo Ramos, da Turistrela, garante que da parte da empresa está tudo resolvido. “Para nós isso sempre esteve resolvido”, acentuou, dando a entender que a Turistrela não está disposta a fazer cedências.Segundo a Câmara de Manteigas, o consórcio escolhido para a concepção, construção e exploração, durante 20 anos, do Sky Parque, já reconheceu e corrigiu algumas falhas apontadas. Nomeadamente no que se refere à “ruptura de equipamentos” ou ao mau estado de conservação do piso.Neste momento, a principal preocupação da autarquia prende-se com a legalidade do consórcio. “Está constituído um consórcio irregular, que não tem autonomia ao nível do registo de impostos e finanças”, adianta José Manuel Biscaia ao NC.(Notícia na íntegra na edição papel)
Podemos juntar a este diferendo a embrulhada dos chalés das Penhas da Saúde, que deu direito a "63 casos de violações de leis urbanísticas e instrumentos de ordenamento do território" e cujo plano de pormenor foi aprovado cinco ou seis anos depois dos ditos chalés estarem construídos e a ser explorados. Ou o escândalo do falhanço da construção do teleférico Piornos-Torre (que constava das atribuições da Turistrela no próprio diploma que a criou há trinta e tal anos) que, depois de por fim ter sido (e bem) demolido e removido todo o entulho instalado, a Turistrela pretende recomeçar. E há o sarilho da reconstrução do edifício do antigo Sanatório dos Ferroviários, de que fiz há tempos um breve resumo da história recente. E há os sarilhos que vários clientes da Turistrela deixam nos foruns de opinião sobre a estância de esqui... E outros, muitos outros.
Há tudo isto, mas não há nada. A Turistrela é uma empresa importantíssima para o desenvolvimento do turismo na nossa região. Tem sido importantíssima para o desenvolvimento que o turismo na nossa região tem tido. Merece os maiores e os mais rasgados encómios! Merece a concessão exclusiva do turismo e dos desportos na Serra da Estrela (mesmo que se ache que essa concessão não deveria existir num país moderno em pleno séc. XXI). E nós todos, autarcas, empresários, populações, temos é que agradecer. Porque estamos no rumo certo, estamos de parabéns. Como sempre, desde sempre. Não aprendemos nada em trinta anos, apenas porque não há nada para aprender. Continuemos!
(1) Não sei de que partido é a maioria da Câmara de Manteigas. Sei que podia ver isso num instantinho. Mas, nestes assuntos, acho que essa questão é completamente irrelevante. Assim, não sei se os vereadores do PS que divulgaram o relatório estavam a fazer o serviço da oposição ou o da "situação". Nem me interessa.
terça-feira, março 04, 2008
Ciências do Desporto em Comunidade
O Departamento de Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior promove no dia 12 de Março às 21:00, no âmbito do seu "2º Dia Ciências do Desporto em Comunidade", um encontro com o alpinista João Garcia, incluindo a exibição de um filme sobre as suas ascenções. O tema do encontro é "Os desafios aos limites do Homem".
A não perder também uma exposição fotografias de João Garcia, durante a semana de 10 a 15 de Março.
Actualizações ou mais informações aqui.
domingo, março 02, 2008
Obrigações e água benta, cada um toma as que quer!
De manera regular se llevan a cabo labores de limpieza y recogida de residuos y basura en el entorno de la estación de esquí. Sobre todo en las zonas de aparcamiento y acceso. En la foto podemos ver cómo los operarios de Gecobesa recogen latas, plásticos, envases y todo tipo de residuos que quedan desperdigados en toda la zona antes de que, a causa del efecto del viento y otros agentes atmosféricos, toda esta basura se desperdigue por toda la sierra. De estos trabajos, que nos suponen un elevado coste material y humano se habla muy poco, por esa razón, ya que otros no lo hacen, lo destacamos hoy como noticia en nuestra página.Artur Costa Pais, administrador e dono da Turistrela, empresa gestora da "nossa" estância de esqui e concessionária exclusiva do turismo e dos desportos da Serra da Estrela, em declarações recolhidas pelo Notícias da Covilhã em Maio de 2006, sobre o problema do lixo disperso na zona da Torre, disse:
Isso é uma preocupação mas não é uma obrigação. Não podemos assumir essa responsabilidade, é uma responsabilidade de todos.E, apesar destas e doutras (muitas outras) como estas, mantém-se a Turistrela como concessionária exclusiva há trinta e tal anos, concessão que se prevê continue por mais trinta e tal anos. A bem do que se vê. Estamos no rumo certo, estamos de parabéns! Como sempre.
PS: atenção que se trata aqui apenas de palavras, de imagens mediáticas. Não sei se este anunciado esforço de limpeza por parte da estância de La Covatilla é sério ou se se trata apenas de publicidade para contrariar argumentos de ambientalistas e outros amigos da serra. Virando o bico ao ditado de forma a melhor se aplicar neste contexto, à mulher de César não basta parecer séria, tem que o ser também. Mas nuestros hermanos de La Covatillha, ao menos, tentam parecer sérios. Os de cá, é o que se vê.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Spring Alive!
Spring Alive é o nome de um programa bem interessante promovido pela Bird Life International, com a colaboração, cá em Portugal, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.(Soube pelo Montanha.)
Nota de imprensa da ASE
A Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela tomou uma posição sobre a concentração motociclista do fim de semana passado no Covão d'Ametade. Pode ler a nota de imprensa no site da associação.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Veja-se o que está a dar
Há alguns meses, deixei aqui um post com o título "A ver o que dá". Está na hora de começar a mostrar o resultado.
O primeiro carvalho "saiu" ainda em Dezembro. Despontaram, até agora, 38 carvalhos. Só hoje, apareceram oito!
O passo chave desta escalada vai ser o transplante e os meses que se seguirem, bem sei. Mas, para já, isto promete...
terça-feira, fevereiro 19, 2008
domingo, fevereiro 17, 2008
Isto é normal?
O Covão d'Ametade está bem no interior do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE). Integra o Sítio Rede Natura 2000 e a Reserva Biogenética Serra da Estrela. É um local de grande beleza (dos poucos que ainda vão restando), com um bosque de bétulas adultas como não há mais nenhum na Serra da Estrela e como duvido que haja muitos no nosso país.

Não sei se terá uma grande importância ecológica, ou se raros valores de biodiversidade tornam justificáveis regulamentos muito restritivos para a sua utilização recreativa. Suponho que não e nesse sentido compreendo que esteja classificado como um núcleo de recreio do PNSE.

Por ser um local de rara beleza, por ser facilmente acessível e por ser um núcleo de recreio, poderia (e deveria) ser aproveitado para incentivar práticas ambientalmente correctas de recreação, para a educação ambiental, para a fruição ambiental. Também por isso é um local especial e mereceria portanto ser tratado com cuidado. Neste local, mais do que noutros do PNSE (ou por estarem mais degradados, como a Torre, ou por estarem mais afastados de acessos rodoviários), os impactos das actividades a realizar deveriam ser aferidos também de um ponto de vista da imagem que veiculam do Parque como estrutura do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e até da serra como destino turístico.
Este fim de semana decorreu uma concentração de motociclistas no Covão d'Ametade. O evento foi autorizado pelo PNSE, que colaborou na preparação do local, e foi apoiado pela Câmara Municipal de Manteigas. Os organizadores montaram tendas gigantes aquecidas para servirem como refeitório e espaço de convívio, duches quentes, geradores eléctricos, barraquinhas de comes e bebes e de venda de souvenirs, várias fogueiras e até (!) uma banheira com água aquecida a fogo para "banhos turcos". Algumas motas, carros e carrinhas de apoio entraram pelo Covão adentro, rolando sobre o relvão. Ilustro este post com algumas fotografias, umas "roubadas" no Máfia da Cova, outras enviadas por um amigo.
Algumas perguntas:
De que modo é que este evento serve a função do PNSE? Uma vez que este arraial foi autorizado, passarão também a ser permitidos no Covão d'Ametade festivais de Verão, feiras de artesanato, festas-comício de partidos na rentré pós-estival, lançamentos comerciais de modelos de automóveis? Se não, porque não? Se sim, que sentido faz ainda falar de protecção ambiental? Que imagem é que este evento dá da protecção ambiental na Serra da Estrela? Que imagem dão de si os serviços do PNSE ao autorizarem e colaborarem com a sua organização? Que vantagens vê a autarquia manteiguense, a Junta de Frequesia e o Conselho de Baldios na realização de eventos deste tipo? Que imagem dão de si os responsáveis manteiguenses (concelho com gravíssimos problemas sociais e económicos) ao apoiarem no seu território um evento que quase parece ter sido organizado com a preocupação de minimizar eventuais mais-valias para Manteigas e a sua população?
Por fim, que imagem dão de si os motociclistas, que publicitaram este encontro com "o verdadeiro espírito Motocilista de confraternização aliado às condições mais adversas de viagem e acampamento" (ver o cartaz), tendo em mente, desde o princípio, este tão confortável arraial?
PS: A propósito desta concentração motard, recomendo uma passagem pelo Estrela no seu melhor.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Libertações CERVAS
-
Coruja-do-Mato (Strix aluco)
Serra da Boa Viagem, Figueira da Foz
Ponto de Encontro: Parque de Merendas 16h -
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Aldeia de Gesteira, Coimbra (a 2 kms do Paul da Madriz), 17:30h -
Dois Grifos (Gyps fulvus) e três Abutres-pretos (Aegypius monachus)
Serra da Malcata, 11h (hora a confirmar)
Valor do apadrinhamento (cada): 15€
- Coruja-do-mato (Strix aluco)
- Coruja-das-torres (Tyto alba)
- Milhafre-preto (Milvus migrans)
- Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
- Águia-calçada (Hieraaetus pennatus)
- Tartaranhão-caçador (Circus pygargus)
- Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus)
- Garça-real (Ardea cinerea)
- Grifo (Gyps fulvus)
- Abutre-preto (Aegypius monachus)
- Grou (Grus grus)
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
O triunfo dos cotos
Há tempos escrevi aqui sobre o valor ornamental das árvores em espaços urbanos e sobre como muitas vezes transformamos as árvores que se pretendem ornamentais em cotos informes, com as "tradicionais" rolagens camarárias. Apresentei nesse artigo um exemplo (fotografia acima) que considerei ilustrativo, porque mostrava, lado a lado, uma árvore verdadeiramente ornamental e um desses cotos informes.
A árvore ornamental foi cortada (ou podada) hoje. O que dela restava à hora de almoço é o que mostro na fotografia abaixo.
As razões para este trabalho podem ter sido as melhores. Mas o meu dia-a-dia ficou muito mais triste agora. O Bairro do Rodrigo (onde não moro, mas onde levo o meu filho mais novo à escola todos os dias) é agora, para mim, muito menos interessante. Por boas que tenham sido as razões, tratou-se de um sacrifício e, para mim, doloroso. Podemos ter evitados males maiores, estou disposto a admiti-lo, mas o preço que pagámos foi terrível.
Foi o assistirmos, no Bairro do Rodrigo, ao triunfo dos cotos informes.
Os preços da liberdade
A notícia principal da página 19 do Público de 5 de Fevereiro (a link pode não ser permanente) é a do resgate com recurso a um helicóptero de três montanhistas na serra do Gerês. O que mais me prendeu a atenção neste assunto foi a possibilidade de os montanhistas em questão virem a ser obrigados a pagar os custos da operação que os salvou, que ascendiam (se não me engano) a quinze mil euros.
Se entendemos que deve ser o estado a pagar a factura das operações de salvamento de que eventualmente necessitarmos, então devemos aceitar as regras que o estado impuser para a prática da nossa actividade, nas condições que ele considerar seguras. Esse é um custo que, para mim, ultrapassa em muito o das operações de salvamento. Prefiro, de longe, pagar em dinheiro do que pagar em liberdade. Mas prefiro ainda mais não ter que pagar nada nem ver a minha liberdade limitada em nada.
Ora, na mesma página 19 do Público de 5 de Fevereiro, outra notícia refere as "Filas de quilómetros para ver a neve nas estradas abertas da serra da Estrela". Informa-se na notícia que "A principal via de acesso ao maciço central da Estrela tinha sido encerrada domingo pelas 15h00, na sequência de um forte nevão que obrigou a GNR a evacuar todos os veículos entre Piornos e a Lagoa Comprida".
A quem é apresentada a factura pelos custos do funcionamento da GNR nos fins de semana "normais" em que se instala o caos rodoviário com os visitantes da neve? A quem é apresentada a factura pelos custos da manutenção e funcionamento do Centro de Limpeza de Neve, todos os anos, todos os dias do ano? A quem é apresentada a factura pelos custos da tarefa de evacuar uma porção de estrada nacional com quinze quilómetros de extensão, onde se encontram alguns milhares de visitantes?
Se o estado não ordena (para além da mera gestão do caos) a prática da romaria automobilizada ao maciço central da serra da Estrela e aceita pagar os custos inerentes à segurança dessa actividade, não compreendo porque é que não há-de ter exactamente a mesma atitude face ao montanhismo.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
A Fantástica Máquina do Tempo
Carlos Alberto Pinto, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, torna público, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 148.º do Decreto -Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, com a redacção dada pelo Decreto -Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro que, mediante proposta da Câmara Municipal da Covilhã de 2 de Outubro de 2006, a Assembleia Municipal da Covilhã, em Sessão Ordinária realizada no dia 15 de Dezembro de 2006, deliberou aprovar o Plano de Pormenor das Penhas da Saúde — Zona Sul.
(Clique aqui para ler a deliberação integral.)
Ou seja, foi publicada em DR de 22 de Janeiro de 2008 a aprovação do plano de pormenor das Penhas da Saúde — Zona Sul, que tinha sido discutido e votado em reunião da Assembleia Municipal de 15 de Dezembro de 2006, de acordo com proposta da Câmara de 19 de Setembro do mesmo ano.
Está tudo normal? Sim, desde que consideremos normal fazer-se a proposta de discussão de um plano de pormenor uns cinco ou seis anos depois de os pormenores nele previstos estarem construídos e a ser utilizados. Se isso é normal, é normal.
Mas soa estranha a utilização do tempo futuro na na deliberação. Por exemplo,"Os projectos dos edifícios deverão ser considerados em conjunto em especial no que se refere aos materiais utilizados que não poderão ser outros senão [...]"
"Os projectos dos edifícios deverão ser considerados"? Quando? Já foram todos construídos, pela Turistrela, há uns bons cinco ou seis anos!
Este é mais um exemplo do entendimento que a Turistrela e a Câmara Municipal da Covilhã fazem do que deve ser o ordenamento urbano e do turismo em zonas integradas em áreas protegidas. Estamos no rumo certo, estamos de parabéns!
PS1: Gostava muito de saber como é que as diferentes forças partidárias representadas na Assembleia Municipal votaram este "plano" de pormenor. Se algum leitor tiver esta informação, agradeço que ma faça chegar.
PS2: Duvida das minhas palavras quando digo que o conteúdo deste "plano" de pormenor está, no essencial, completamente construído? Compare, então, as plantas anexadas à deliberação com uma imagem Google Earth da zona.
PS3: A construção deste bairrinho atranvacado colocou outros problemas legais, a que me referi neste post.
PS4: Nota para memória passada: deverei tentar encontrar tempo para escrever este post. Qual post? Este mesmo que o caro leitor acabou de ler!
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Um tópico cruzado
O Departamento de Matemática da Universidade da Beira Interior promove um concurso de problemas interessantes*, dirigidos a alunos do ensino secundário, chamado Carpe Mat (se não me engano, isto quer dizer qualquer coisa como "aproveita a matemática").
E o que é que isso tem que ver com o Cântaro Zangado? Em primeiro lugar, pessoalmente, acho interessante o conceito e agradam-me quebra-cabeças. Em segundo lugar, os problemas da presente edição do concurso têm um cheirinho a Serra. Por fim, o vencedor do concurso receberá como prémio uma BTT, com a qual pode ir passear para a Serra, lugar muito apropriado também para resolver problemas de matemática (digo-o por experiência própria).
(*) A bem dizer, os problemas em si não são nem deixam de ser interessantes; nós é que nos interessamos ou não por eles. Venham depois dizer que a culpa é da matemática...
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Tópicos fora de prazo
- A consulta pública do Plano Rodoviário Nacional na Região Centro Interior
- Devíamos ter feito este anúncio, porque é um assunto relevante e porque talvez assim pudéssemos contribuir para uma particiapação um pouco mais alargada. Seja como for, o anúncio foi bastante noticiado pela comunicação social. Não sei se terá havido muitas contribuições. O período de consulta pública terminou no final de Janeiro.
- O calendário de libertações de animais do CERVAS
- O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) é uma estrutura do Parque Natural da Serra da Estrela sedeada em Gouveia, que dispõe de uma clínica para animais selvagens feridos, doentes ou debilitados. Tomei conhecimento do calendário de libertações de animais que "tiveram alta" em Janeiro mas fui adiando a redacção de um post a divulgá-lo, até que reparei que já era tarde demais. Seja como for, aqui fica, para que se veja que a protecção da natureza não é só no papel:
- Fuinha (Martes foina): Loriga, 24 de Janeiro
- Coruja-do-mato (Strix aluco): Sernacelhe, 25 de Janeiro
- Açor (Accipitor gentilis): Cativelos, 26 de Janeiro
- Garça-real (Ardea cinerea): Sebadelhe, 26 de Janeiro
- Dia Nacional dos Vigilantes da Natureza, 2 de Fevereiro
- Para celebrar a sua data nacional, vigilantes do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e das comissões coordenadoras de desenvolvimento regional vieram dar o seu contributo ao programa "Um milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela", promovido pela Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela. Juntaram-se a montaheiros e escuteiros que participavam no XXV Nevestrela semeando e plantando árvores de espécies autóctones.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Coisas de ignorantes mal intencionados
[É] "um erro primário e grosseiro" a eventual construção de infraestruturas em betão, como o casino ou o Palácio de Congressos nas Penhas da Saúde, projectos que "além de desajustados do meio, estão também desligados das necessidades dos praticantes de desportos de Natureza e Inverno"
O "monopólio de exploração turística e a sobreposição dos interesses comerciais à noção de sustentabilidade" é um dos aspectos mais criticáveis no turismo da Serra da Estrela.
Estas opiniões (com as quais não posso concordar mais) pertencem a Mário Carvalho, antigo professor de esqui na estância de Sierra Nevada, antigo vice-campeão nacional de esqui, actual docente do Instituto Politécnico de Leiria, e são apoiadas no estudo que fez para a sua Dissertação de Mestrado, apresentada, defendida (e aprovada) no Instituto Superior Técnico.
Soube disto pelo Ondas3, que aponta para uma notícia no Expresso com mais detalhes. Em particular, com os detalhes da reacção dos responsáveis pelo turismo que temos. Artur Costa Pais, administrador da empresa concessionária exclusiva (o monopólio a que se referia Mário Carvalho) do turismo e dos desportos na Serra da Estrela, lamenta que haja "cada vez mais gente mal intencionada" no turismo na região; Jorge Patrão (presidente da Região de Turismo), considera que este trabalho "demonstra uma profunda ignorância em relação à realidade".Penso que para terem alguma relevância neste contexto, as referências às más intenções deveriam ser materializadas com algo de palpável. Assim, são apenas paleio. Quanto à opinião de Jorge Patrão sobre a "profunda ignorância" demonstrada por esta tese de mestrado, ela vale o que vale. Podemos comparar as habilitações (inexistentes) e currículo de Jorge Patrão com as do mestrando, as do seu orientador e as dos elementos do jurí que avaliaram o trabalho. Cada um é livre de fazer a opção que entender mas por mim, no que toca a avaliar ignorâncias, fio-me mais no discernimento, experiência e currículo dos académicos...
Ah!, Estudos para quê? Teses para quê? Isso é para gente mal intencionada e ignorante. Gente (que horror!) com habilitações, que já viu mundo. Nós não, nós somos optimistas, temos "requalidade" e dinamismo! O que precisamos é de mais milhões, mais betão, mais ferragens, mais asfalto e, de vez em quando, só para não parecer muito mal, uma entrevistazita num jornal amigo, para também podermos afirmar que "a Serra não é só neve".






