quarta-feira, abril 30, 2008

Boa, CERVAS! Boa, PNSE!

Alguém colocou no YouTube esta reportagem da RTP sobre a actividade do CERVAS/PNSE, que inlcui imagens da libertação de uma águia cobreira (a que, por sorte, pude assistir e que referi aqui).

Caramba, dá gosto ver o Parque Natural da Serra da Estrela ser assim noticiado!

Está também disponível a reportagem da libertação de uma fuinha, também pelo CERVAS, desta vez em Mangualde.

Por falar nisso,...

Há dias foi notícia um estudo proposto por seis municípios da região e coordenado pelo economista Daniel Bessa, com o objectivo, assim se afirma, de desenvolver as potencialidades turísticas da região. Pode ler artigos sobre este estudo por exemplo no Diário XXI (aqui e aqui), no Opção Turismo e comentários ou referências em vários blogs, como o Blog de Manteigas, o Estrela no seu Melhor e muitos outros.

O Cântaro Zangado já disse o que tinha dizer sobre o que de substancial até agora veio a público relativamente a este estudo. Há um ano.

sexta-feira, abril 25, 2008

segunda-feira, abril 21, 2008

O nosso impacto

O Público de Quinta Feira passada trazia um artigo sobre o mundo de biodiversidade na cratera do atol de Bikini, onde os EUA fizeram testes com bombas de fusão nuclear em 1954 e que por isso mesmo tem sido, desde então, uma zona de acesso interdito.
No mesmo sentido, a zona de Chernobyl, evacuada há 20 anos na sequência do mais grave acidente em centrais nucleares de sempre, é hoje, segundo diz Alan Weisman no seu livro "O mundo sem nós", uma zona de grande pujança natural. As florestas cresceram, os veados e lobos regressaram, por todo o lado a natureza retomou o seu domínio.

Será que a variável relevante nestes dois casos é a existência de elevados níveis de radiação? Não. A mortalidade dos animais de Chernobyl é maior do que no resto do mundo. Por outro lado, outro paraíso natural referido por Alan Weisman, e um onde os níveis de radiação são os normais, é a zona de exclusão entre as duas Coreias, uma estreita faixa com quatro quilómetros de largura por duzentos e cinquenta de extensão, ladeada por dois exércitos vigilantes e em estado de prevenção constante.

Não, não são os altos níveis de radiação que fazem bem à natureza; são os baixos níveis de exposição ao homem. Por isso, pergunto se teremos mesmo que ocupar intensamente todos os espaços, até os que resolvemos declara áreas protegidas? Mais em particular, teremos mesmo que continuar a "desenvolver" (entendendo-se com esta palavra o que ela tem significado cá em Portugal) a Serra da Estrela?

A foto acima mostra um cavalo de Przewalski, raça selvagem que prospera na região de Chernobyl. Retirei-a daqui.

sábado, abril 19, 2008

domingo, abril 13, 2008

De Carro Não ... (2)

De carro não conseguiríamos desfrutar da "companhia" desta pequena rela, uma Hyla arborea segundo comparação com fotografias do Guia Geobotânico da Serra da Estrela (Jan Jansen). Embora não seja uma espécie considerada ameaçada de extinção a sua população encontra-se em declino e está inscrita na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.

Uma curiosidade que descobri na Wikipedia é que esta espécie era utilizada pelos antigos como barómetro já que começava a coaxar quando se aproximava chuva.

Está a ver as curiosidades que pode estar a perder! Deixe o carro e "perca-se" na natureza da Serra da Estrela.

Noventa e nove...

... Carvalhos-negral. E Vamos lá ver se a coisa fica por aqui.

quinta-feira, abril 10, 2008

Valores

Um dos argumentos invocados para travar o projecto da estância de esqui de S. Glório que referimos há dias foi o de que ele punha em causa um dos últimos habitats do urso pardo na Península Ibérica. Ou seja, foi invocado um valor ambiental real e concreto, em vez de argumentos genéricos, mais ou menos vagos, mais ou menos românticos, mais ou menos relevantes para o que em concreto ali se estava a decidir.

E na Serra da Estrela? Aqui que a estância já existe, os projectos são para a sua ampliação. Tenho dito que não me parecem nada razoáveis, porque como a estância está no alto da montanha, só pode ser ampliada para baixo, para menores altitudes. Para locais onde neva menos, onde está mais quente, onde a neve se aguenta menos tempo. Mas este argumento é apenas económico. Se apenas o dinheiro da Turistrela fosse investido neste empreendimento, ele não nos diria respeito. (Mas é claro que há sempre o apoiozito do estado, da autarquia, da União Europeia...)

Reconhecendo que já não há ursos na serra (imagino que desde perto do final da Idade Média), nem lobos (há algumas dezenas de anos), nem cabra-montês, nem quaisquer outros mamíferos selvagens de grande porte (à excepção do javali), poderíamos pensar que não se aplicam, por cá, grandes preocupações ambientalistas. Ao fim e ao cabo, tudo o que havia para extinguir já se extinguiu, porquê tanta choraminguice?

Porque, pura e simplesmente, não é verdade que a Serra da Estrela esteja já esvaziada de valores ambientais. No "Guia geobotânico da Serra da Estrela"(1), do holandês Jan Jansen, podemos ler,

The flora of Estrela includes about a quarter of the preliminary Portuguese red list of vascular plant species, many of wich are confined to the Estrela within Portugal. In the Park's territory more then 400 bryophyte species could be detected. This is about two-third of the bryophyte flora of Portugal and some 40% of the Iberian. A considerable number occurs on the red list of bryophytes from the Iberian Peninsula.
(p. 36)
Se ainda não chegasse, o apêndice 3 deste mesmo guia enumera 45 espécies de mamíferos, 143 espécies de aves nidificantes, 9 de peixes, 33 de répteis e anfíbios.

Apesar de tudo isto, é verdade que não temos nada tão "espectacular" como o urso pardo. Mas vejamos. Na página 7 da ficha sobre o lobo ibérico do Plano Sectorial da Rede Natura 2000, informa-se que "deverão ser aplicadas todas as medidas que potenciem uma futura ocupação [pelo lobo] desta área [serra da Estrela], dada a proximidade com áreas onde a espécie ocorre." Entre outras medidas, propõe-se

  • Promover a conservação e o fomento das presas selvagens (nomeadamente corço e veado) do lobo através de:
    • manutenção/recuperação do coberto vegetal autóctone
    • assegurar uma correcta exploração cinegética destas espécies
    • acções de re-introdução/repovoamento de corço, quando necessárias
  • Condicionar a implementação de grandes infra-estruturas
  • Condicionar a abertura/utilização de novos acessos em áreas sensíveis, nomeadamente no âmbito de processos de Avaliação de Impacto Ambiental e no âmbito de Planos de Ordenamento do Território. Fiscalizar acessos e circulação de veículos motorizados. Nas áreas mais sensíveis, interditar circulação de viaturas fora dos caminhos estabelecidos.
Ou seja: quase não há mamíferos selvagens de grande porte na serra, mas um instituto do governo sugere a sua reintrodução. Para tal ser viável, há que ter alguns cuidados, ainda maiores do que aqueles a que a conservação das mesmas espécies obrigaria, caso elas fossem pré-existentes no território.

Em resumo, acho que mostrei que a ampliação da estância de esqui (e outras grandes iniciativas, como a abertura de novas estradas, etc) não só pode pôr em causa em causa um real, vasto e valioso património ambiental como parece contrariar flagrantemente as opções e orientações definidas pelo governo para a protecção ambiental no território do PNSE.

(E ainda por cima, como se não bastasse tudo isto, há cada vez menos neve na Serra da Estrela, e cada vez de pior qualidade! Valerá mesmo a pena a ampliação da estância?)

(1) Fernando Catarino, no quinto volume da série "Árvores e florestas de Portugal", publicada pelo jornal Público, diz deste guia o seguinte: "Em minha opinião, trata-se do melhor guia de Natureza alguma vez editado em Portugal. A riqueza e qualidade das ilustrações do guia têm paralelo no texto, claro e de grande rigor científico. O guia retrata correcta e exaustivamente os valores biológicos e as paisagens que o Parque encerra, num exemplar enquadramento climático, edáfico e biogeográfico" (p. 126). No ano passado, tentei comprá-lo na sede do Parque. A edição em língua portuguesa estava esgotada, tive que me contentar com a edição em inglês. Ter-se-á entretanto alterado este estado de coisas?

terça-feira, abril 08, 2008

Em Unhais plantam-se árvores

António Duarte, Secretário da Assembleia de Freguesia de Unhais da Serra, teve a gentileza de me enviar informações sobre o corte de plátanos a que me referi há tempos.

Fiquei a saber que, no decurso do que suponho terem sido trabalhos de melhoria de arruamentos, foram cortados 22 plátanos, o que corresponde a uma pequena fracção do total. Pessoalmente, não é coisa que me agrade. Mas António Duarte afirma (e eu acredito) que não havia possibilidade de realizar as obras que se consideraram necessárias sem proceder àqueles cortes. Afirma também (e também acredito) que a população afectada pediu que fossem cortados ainda mais plátanos, por causa dos inconvenientes que normalmente são associados com o convívio próximo com árvores de grande porte (folhas nos caleiros pelo Outono, ramadas que se partem nos vendavais, alergias, etc). Eu dou pouca importância a estes "inconvenientes" (e vivi à sombra de grandes árvores muitos anos: freixos em criança e choupos mais recentemente), mas sei que há quem dê. Eu considero as árvores frondosas e a sombra que "derramam" sobre a rua elementos extraordinariamente agradáveis das ruas onde existem mas outros não pensam assim, com razões que são as suas.

Sendo como sou, não consigo festejar cortes de árvores. Como dei a entender no post que já citei, posso reconhecer a inevitabilidade do abate de uma grande árvore; mas não é algo que eu veja com alegria.

Mas António Duarte fez-me também chegar a informação de que tinham sido plantadas várias bétulas e tílias na Vila. Ora essa é uma informação que eu quero festejar! Plantar árvores é quase sempre uma boa decisão, embora não compense completamente a perda das abatidas. Só espero que estas novas árvores, ao crescerem, não venham também a ser consideradas fontes de inconvenientes que justifiquem cortes ou podas radicais.

Resta-me agradecer a António Duarte as fotografias com que ilustro este post e a cordialidade com que se disponibilizou a esclarecer-me, mais ainda por ter sido dele a iniciativa. Um sincero bem haja, António Duarte.

sexta-feira, abril 04, 2008

Tribunal Espanhol Trava Estancia de Esqui


Ficámos a saber de uma decisão inédita de um tribunal espanhol que revoga a autorização concedida pela Junta local de construir uma estância de esqui com 50 km de pistas acima dos 1500 metros de altitude num Parque Natural da provincia de Castela e Leão.

Além das condicionantes de se encontrar dentro de uma área protegida e de zona importante de ursos, o tribunal alegou tambem a manifesta ausencia de viabilidade de uma estância a estas altitudes e latitudes face ao aquecimento global comprovado que tem provocado uma clara diminuição real da queda de neve. Entre outras criticas o tribunal evidencia tambem a falta de Planos de Desenvolvimento Turistico, Planos de Uso e Gestão e Plano de Melhorias.

Parece-vos familiar??

Para informações mais detalhadas e mesmo sobre a dita sentença ver um blog espanhol e o publico de hoje.

domingo, março 30, 2008

Eskimós 2008 — Correcção

Recebi informações de que o encontro de motociclistas que teve lugar no Covão d'Ametade no fim de semana de 15 de Fevereiro, a que nos referimos aqui e aqui, afinal, não terá tido a autorização nem a colaboração dos serviços do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), ao contrário do que apareceu noticiado no Diário XXI e num artigo no número 75 da revista MotoReport (embora aqui seja, de facto, referida a ocorrência de um desentendimento com um técnico do PNSE).

A dar crédito a estas informações (que me chegaram por canais privados, é certo, mas diversos e independentes), o PNSE não só não autorizou ou apoiou o evento, como ainda terá levantado um auto relativo a factos nele verificados.

Mesmo antes de poder categoricamente confirmar estas informações, fico pessoalmente muito contente por corrigir a ideia, que contribuí para difundir, de que o PNSE apoiara o evento. Fico também contente por ver o Parque tomar medidas no sentido de penalizar eventuais infractores, embora continue a achar que teria sido melhor ter desviado o evento para outro local ou, de algum modo, ter preventivamente actuado de forma a impedir os eventuais danos que terão levado ao levantamento do auto.
Mesmo que o dito auto tenha sido levantado contra "desconhecidos" (à semelhança do relativo aos movimentos das máquinas pesadas sobre a vegetação com que, no ano passado, a Turistrela transportou neve para a pista de esqui) e que o processo morra na gaveta sem nada de concreto chegar a apurar, o mais importante, para mim, é que se note que no território do PNSE nem tudo é oficialmente permitido.

Por isso mesmo, aqui fica a correcção, a que junto um agradecimento ao PNSE.

quarta-feira, março 19, 2008

sexta-feira, março 14, 2008

As coisas simples da vida

Estradas no coração da montanha? Hotéis no coração da montanha? "Requalificações" desta e daquela patética miséria erradamente pré-instalada no coração da montanha? Mas o que restará então para o gozo puro e simples da montanha? O que restará do coração da montanha?

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!

sexta-feira, março 07, 2008

Concessão exclusiva! Porque eu mereço!

Um artigo d'O Interior de 25 de Janeiro de 2007, com o sugestivo título "Uma pista de problemas", informa-nos que, de acordo com um relatório da jurista da Câmara Municipal de Manteigas divulgado por vereadores do Partido Socialista(1), "vários incumprimentos por parte do consórcio Turistrela/Certar" tinham sido detectados no funcionamento da pista de esqui com neve artificial do Sameiro, "desde que aquele equipamento de lazer foi inaugurado, em 2001". Sugeria-se até nesse relatório a "rescisão do contrato de concessão".

Nessa mesma altura (aliás, no próprio artigo que referi), responsáveis da Turistrela anunciaram a intenção de fazer um investimento de três milhões de euros no Sameiro, com a construção de 30 chalés para aumentar a oferta turística. É interessante notar que a notícia com que o Diário XXI divulgou essa intenção de investimento não fazia qualquer referência ao conteúdo do relatório, que tinha sido divulgado apenas na semana anterior. Mas enfim, pelos vistos toda a gente terá achado uma excelente ideia, porque não se voltou a falar no tal relatório. Nem nos três milhões em chalés.

Mas o Notícias da Covilhã desta semana traz novidades do SkiParque. Como o Notícias da Covilhã não mantém as suas peças online permanentemente, transcrevo-a em baixo:

Turistrela pode ficar sem o Sky Parque
Pista sintética de esqui em Manteigas
A Câmara de Manteigas terá detectado irregularidades no empreendimento onde está a única pista sintética de esqui do País. Se a situação não for regularizada, a autarquia ameaça retirar a concessão ao consórcio Turistrela/Certar. Mas as partes não parecem estar em sintonia
A Câmara Municipal de Manteigas pode vir a cessar o contrato que tem com o consórcio Certar/Turistrela, para a exploração do Sky Parque, a pista sintética localizada no concelho. Em causa estão alegadas situações de incumprimento do que foi acordado.
Para já, José Manuel Biscaia, presidente do município, diz que não se chegou a um ponto de ruptura, já que o assunto está a ser negociado. “Há pontos de encontro, senão não se estava a negociar”, realça. Já Paulo Ramos, da Turistrela, garante que da parte da empresa está tudo resolvido. “Para nós isso sempre esteve resolvido”, acentuou, dando a entender que a Turistrela não está disposta a fazer cedências.
Segundo a Câmara de Manteigas, o consórcio escolhido para a concepção, construção e exploração, durante 20 anos, do Sky Parque, já reconheceu e corrigiu algumas falhas apontadas. Nomeadamente no que se refere à “ruptura de equipamentos” ou ao mau estado de conservação do piso.
Neste momento, a principal preocupação da autarquia prende-se com a legalidade do consórcio. “Está constituído um consórcio irregular, que não tem autonomia ao nível do registo de impostos e finanças”, adianta José Manuel Biscaia ao NC.
(Notícia na íntegra na edição papel)

Podemos juntar a este diferendo a embrulhada dos chalés das Penhas da Saúde, que deu direito a "63 casos de violações de leis urbanísticas e instrumentos de ordenamento do território" e cujo plano de pormenor foi aprovado cinco ou seis anos depois dos ditos chalés estarem construídos e a ser explorados. Ou o escândalo do falhanço da construção do teleférico Piornos-Torre (que constava das atribuições da Turistrela no próprio diploma que a criou há trinta e tal anos) que, depois de por fim ter sido (e bem) demolido e removido todo o entulho instalado, a Turistrela pretende recomeçar. E há o sarilho da reconstrução do edifício do antigo Sanatório dos Ferroviários, de que fiz há tempos um breve resumo da história recente. E há os sarilhos que vários clientes da Turistrela deixam nos foruns de opinião sobre a estância de esqui... E outros, muitos outros.

Há tudo isto, mas não há nada. A Turistrela é uma empresa importantíssima para o desenvolvimento do turismo na nossa região. Tem sido importantíssima para o desenvolvimento que o turismo na nossa região tem tido. Merece os maiores e os mais rasgados encómios! Merece a concessão exclusiva do turismo e dos desportos na Serra da Estrela (mesmo que se ache que essa concessão não deveria existir num país moderno em pleno séc. XXI). E nós todos, autarcas, empresários, populações, temos é que agradecer. Porque estamos no rumo certo, estamos de parabéns. Como sempre, desde sempre. Não aprendemos nada em trinta anos, apenas porque não há nada para aprender. Continuemos!

(1) Não sei de que partido é a maioria da Câmara de Manteigas. Sei que podia ver isso num instantinho. Mas, nestes assuntos, acho que essa questão é completamente irrelevante. Assim, não sei se os vereadores do PS que divulgaram o relatório estavam a fazer o serviço da oposição ou o da "situação". Nem me interessa.

terça-feira, março 04, 2008

Ciências do Desporto em Comunidade

O Departamento de Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior promove no dia 12 de Março às 21:00, no âmbito do seu "2º Dia Ciências do Desporto em Comunidade", um encontro com o alpinista João Garcia, incluindo a exibição de um filme sobre as suas ascenções. O tema do encontro é "Os desafios aos limites do Homem".

A não perder também uma exposição fotografias de João Garcia, durante a semana de 10 a 15 de Março.

Actualizações ou mais informações aqui.

domingo, março 02, 2008

Obrigações e água benta, cada um toma as que quer!

Na página de internet da estância de esqui de La Covatilla (na Sierra de Bejár, aqui perto da Estrela mas do lado de lá da fronteira) pode ler-se
De manera regular se llevan a cabo labores de limpieza y recogida de residuos y basura en el entorno de la estación de esquí. Sobre todo en las zonas de aparcamiento y acceso. En la foto podemos ver cómo los operarios de Gecobesa recogen latas, plásticos, envases y todo tipo de residuos que quedan desperdigados en toda la zona antes de que, a causa del efecto del viento y otros agentes atmosféricos, toda esta basura se desperdigue por toda la sierra. De estos trabajos, que nos suponen un elevado coste material y humano se habla muy poco, por esa razón, ya que otros no lo hacen, lo destacamos hoy como noticia en nuestra página.
Artur Costa Pais, administrador e dono da Turistrela, empresa gestora da "nossa" estância de esqui e concessionária exclusiva do turismo e dos desportos da Serra da Estrela, em declarações recolhidas pelo Notícias da Covilhã em Maio de 2006, sobre o problema do lixo disperso na zona da Torre, disse:
Isso é uma preocupação mas não é uma obrigação. Não podemos assumir essa responsabilidade, é uma responsabilidade de todos.
E, apesar destas e doutras (muitas outras) como estas, mantém-se a Turistrela como concessionária exclusiva há trinta e tal anos, concessão que se prevê continue por mais trinta e tal anos. A bem do que se vê. Estamos no rumo certo, estamos de parabéns! Como sempre.

PS: atenção que se trata aqui apenas de palavras, de imagens mediáticas. Não sei se este anunciado esforço de limpeza por parte da estância de La Covatilla é sério ou se se trata apenas de publicidade para contrariar argumentos de ambientalistas e outros amigos da serra. Virando o bico ao ditado de forma a melhor se aplicar neste contexto, à mulher de César não basta parecer séria, tem que o ser também. Mas nuestros hermanos de La Covatillha, ao menos, tentam parecer sérios. Os de cá, é o que se vê.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Spring Alive!

Spring Alive é o nome de um programa bem interessante promovido pela Bird Life International, com a colaboração, cá em Portugal, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.
(Soube pelo Montanha.)

Nota de imprensa da ASE

A Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela tomou uma posição sobre a concentração motociclista do fim de semana passado no Covão d'Ametade. Pode ler a nota de imprensa no site da associação.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Veja-se o que está a dar

Há alguns meses, deixei aqui um post com o título "A ver o que dá". Está na hora de começar a mostrar o resultado.

O primeiro carvalho "saiu" ainda em Dezembro. Despontaram, até agora, 38 carvalhos. Só hoje, apareceram oito!

O passo chave desta escalada vai ser o transplante e os meses que se seguirem, bem sei. Mas, para já, isto promete...

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!