segunda-feira, dezembro 31, 2007
sábado, dezembro 29, 2007
Caos gelado
Olhe esta imagem e imagine-se aqui sózinho, neste primordial caos frio e hostil. Feche os olhos e sinta a brisa gelada que, subindo a garganta rochosa, lhe arrefece a nuca enquanto tira a fotografia. O silêncio, cortado apenas pelo som vento e pelo sussurrar dos pedaços de gelo que se soltam lá do alto e deslizam, velozes, encosta abaixo, mostrando-nos o que nos pode acontecer se colocarmos mal o pé. A solidão. O frio. A preocupação de descer até ao Covão Cimeiro sem perder o trilho de vista...
Desumano? Nem por sombras! Desumano mesmo é o caos automobilístico na estrada nacional logo por cima destes barrancos. O barulho, o cheiro do diesel, as multidões, o lixo, a preocupação em encontrar lugar para estacionar o carro, a preocupação em evitar que os miúdos se molhem todos, agora que já não tenho roupa seca para os mudar, e o pequenino que já está constipado, e o sarilho que vai ser sair daqui ao fim da tarde quando toda a gente resolver regressar, e esta bicha que não anda nem desanda e não há maneira de chegarmos à Torre... Isso sim, é desumano!
Quem da Serra pouco quer, pouco leva.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
sexta-feira, dezembro 21, 2007
O Zêzere da foz à nascente
O Diário XX1, o Pedestrianismo e Percursos Pedestres e outros noticiaram a proposta da Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela para a definição, documentação e dinamização de um trilho pedestre de grande rota acompanhando o Zêzere desde a foz até à nascente, com uma extensão total de perto de 250 km.
Escusado será dizer que o Cântaro Zangado considera esta uma excelente ideia, da qual pode beneficiar muita gente de muitos concelhos. Oxalá se consiga pôr em prática.
Para os que consideram este projecto uma loucura, quero fazer notar que o investimento necessário para o concretizar é uma fracção infinitesimal dos necessários para concretizar os planos da Turistrela e da Região de Turismo; que os seus impactos negativos são (realmente) mínimos, se é que não serão mesmo positivos; que os proveitos resultantes são mais certos a longo prazo do que os que alegadamente se esperam de uma aposta na neve e ficarão muito melhor distribuidos temporalmente (e socialmente, também). Além disso, a ideia não é, propriamente, original. Veja-se isto, isto ou isto, só para dar três exemplos.
O primeiro da fornada
Justificação
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Ainda o Dia Internacional das Montanhas
O movimento EcoProjecto pretende assim promover uma sessão de discussão, esclarecimento e sensibilização dos problemas da Serra da Estrela contando com a presença de vários oradores como adjuvantes do forum. Espera-se então a presença do professor Pedro Guedes de Carvalho (responsável pela elaboração do PETUR), de um representante da Associação Distrital de Agricultores da Guarda (ADAG), de um representante da PDSSE e claro está da presença de todos os cidadãos interessados, sem os quais o debate não faz sentido!
Agradece-se por isso que divulguem o mais que puderem a realização deste evento!
Em Viseu foi tambem celebrado, ontem, o DIM com o visionamento de um video disponibilizado pela Associação Espanhola REDMONTANAS. Este video, que tambem será exibido no próximo sábado, insere-se numa campanha desta associação espanhola de promover a projecção do audiovisual no maior numero de locais possivel e desta forma alertar mais uma vez para a importancia que cada vez mais pessoas reconhece aos territórios de Montanha de todo o mundo.
Adenda:Comunicado de imprensa
O mito da neve
A Sombra Verde apresenta um exemplo de como o turismo pode estar aliado com a protecção da natureza. De como uma população inteira pode ganhar com o turismo (e não apenas duas ou três "forças vivaças" de perfil não muito recomendável). De como o turismo de montanha não tem que viver principalmente da neve, mesmo em montanhas onde neva bastante mais do que na serra da Estrela. Nas Astúrias, Espanha.
CERVAS
O CERVAS — Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens — faz saber da lista de animais que actualmente tem em tratamento nas suas instalações, e para os quais pede padrinhos. São eles:(Contribuição mínima de 15€ por animal)
- Mocho-galego (Athene noctua)
- Coruja-do-mato (Strix aluco)
- Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
- Milhafre-preto (Milvus migrans)
- Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
- Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
- Águia-calçada (Hieraaetus pennatus)
- Açor (Accipiter gentilis)
- Tartaranhão-caçador (Circus pygargus)
- Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus)
- Garça-real (Ardea cinerea)
- Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
- Grifo (Gyps fulvus)
- Abutre-preto (Aegypius monachus)
No próximo dia 13 de Dezembro em Malpica do Tejo (Castelo Branco) o CERVAS vai libertar três grifos. Caso queira estar presente, informe o CERVAS, por razões logísticas.
terça-feira, dezembro 11, 2007
Dia Internacional das Montanhas
É hoje, 11 de Dezembro.
Navegando por sites como o da Red Montanas, o da Mountain Wilderness e tantos outros, ficamos a saber o que vai por essa Europa fora de oposição e contestação à degradação artificializante dos ambientes de montanha, nomeadamente a perpetrada pela instalação de novas estâncias de esqui e pela ampliação de outras já existentes.
O que torna as coisas surrealistas, aqui em Portugal, é que nós não temos condições para a prática do esqui, mas mesmo assim pretende-se desenvolver o turismo baseado nesse produto! Ou seja, nunca teremos as vantagens da indústria do esqui, porque não temos neve, mas já temos (e teremos mais ainda se este rumo continuar) todos os seus prejuízos.
Entendamo-nos, admito que às vezes se pode esquiar na Serra da Estrela. Muito raramente, a qualidade da neve até é aceitável. Mas as pistas são curtas e não é razoável ampliá-las pois essa ampliação só se pode fazer para cotas inferiores, ocupando vales protegidos do vento, locais com temperaturas mais elevadas, com menos neve natural, alguns dos quais banhados pelo sol do meio dia, onde será impossível manter neve em estado esquiável, mesmo que se consiga fabricá-la. Digo isto independentemente de quaisquer considerações sobre o aquecimento global. A Serra não tem condições para a prática regular e satisfatória de esqui. E nunca as teve (embora já tenham sido menos más que agora).
Mas enquanto não for totalmente arruinada por esta política de ilusões provincianas e novo-ricas, que pretende "desenvolvê-la" tornando-a (assim se afirma, sem pingo de sentido do rídiculo, numa página da Câmara Municipal da Covilhã) uma alternativa aos Alpes e Pirinéus (como se isso fosse fazível, como se isso fosse razoável, como se isso fosse, até, desejável), a Serra tem óptimas condições para outras práticas, que atraem milhares de turistas a outras montanhas da Europa (e também de Portugal, como o Gerês), em todas as épocas do ano, com neve e sem neve.
Aproveitemos este Dia Internacional das Montanhas para pensar, realisticamente, no que queremos para a Serra e no que dela podemos aproveitar. Mais do que uma vez ouvi pessoas elogiarem uma obra (a construção de um parque eólico ou de uma barragem, por exemplo) porque, enquanto duram os trabalhos, há movimento, operários que animam o comércio, etc. Tomemos consciência de que esses balões de oxigénio são sol de pouca dura. Se é a isso apenas que podemos aspirar, valerá a pena?
Se da serra pouco queremos, pouco levamos. Como sempre, desde sempre. Estaremos mesmo no rumo certo? Estaremos mesmo de parabéns?
sábado, dezembro 08, 2007
Dois aninhos
O Cântaro Zangado faz hoje dois anos!
Dois anos a tentar mostrar uma outra opinião pública, que existe (mesmo que seja, admito sem o saber, minoritária) mas que não tem conseguido ser tão visível como a dos que defendem para a Serra mais betão, asfalto e ferragens. Uma opinião segundo a qual, se tem havido protecção da natureza na Serra da Estrela, tem sido a menos, não a mais.
Como há dois anos, a ver o que dá...
Siga as links para o primeiro post do Cântaro Zangado e para o post comemorativo do primeiro aniversário.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Respeito e responsabilidade
Eis o cuidado que os amigos do Rocha Podre e Pedra Dura demonstram quando escalam em zonas selvagens, por exemplo, nas falésias do Douro Internacional
[...] um local também sensível, com uma ecologia única que convêm preservar. Mais uma vez, ali está a época de nidificação de aves que se deve respeitar (não escalando, de Janeiro a Agosto) [...]
Note-se que não há nenhuma lei ou organismo que proíba a escalada na altura referida. São os próprios que escolhem não o fazer, porque respeitam o ambiente onde praticam a sua modalidade favorita e porque assumem as suas responsabilidades na protecção desse ambiente.
Não pretendo generalizar, sei bem que há muitos escaladores que não se pautam por estes níveis de exigência. E também sei que há caçadores, praticantes de todo-o-terreno, piqueniqueiros, BTTistas, esquiadores, etc, igualmente conscienciosos. Os bons exemplos existem, em todas as modalidades (mas, tenho que dizer, numas mais do que noutras). E é porque existem bons exemplos, que os maus exemplos, que também os há em todas as modalidades, são tão desprezíveis. Em que categoria nos preferimos classificar?
Mas (deixem-me agora puxar a brasa à minha sardinha montanheira) há um aspecto das actividades do pessoal do rppd que quero realçar. É que se vê a montanha como um palco para a auto-superação. Em vez de se "ajeitar" a montanha, facilitando o acesso a ela com estradas, telecabines, restaurantes, bares e hotéis, diminuindo-a assim às nossas limitadas forças e aspirações, tenta-se crescer e ultrapassar essas limitações, até se estar à altura dos desafios que uma montanha a sério nos coloca.
Quem da Serra pouco quer, pouco leva; por isso, quem à Serra quer chegar rápida e comodamente, nada chega verdadeiramente a ver ou a gozar. Não viveu a serra mais do que se tivesse ficado em casa pasmado num documentário televisivo. Era disto, suponho, que Miguel Torga falava quando disse
"A Estrela, essa, guarda secretamente os ímpetos, reflectindo-se ensimesmada e discreta no espelho das suas lagoas. Somente a quem a passeia, a quem a namora duma paixão presente e esforçada, abre o coração e os tesouros. Então, numa generosidade milionária, mostra tudo".
quinta-feira, dezembro 06, 2007
quarta-feira, dezembro 05, 2007
terça-feira, dezembro 04, 2007
sábado, dezembro 01, 2007
O rumo certo, o do costume
O Máfia da Cova, citando uma notícia publicada pel'O Interior desta semana, informa-nos da recente inauguração da nova sede da Federação Portuguesa de Esqui, um evento que contou com a presença de Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto e de Carlos Pinto, presidente da Câmara Municipal da Covilhã.
Pode ler-se na notícia que a "ocasião foi aproveitada por Carlos Pinto para voltar a falar do projecto da criação de uma zona de jogo na Serra da Estrela em complemento aos desportos de Inverno", pois o "edil defendeu que esta seria a «forma de oferecer lazer associado à neve, financiar todos estes projectos e torná-los realidade [...]»"
Mais uma vez, aparece reforçada e apoiada por todos a tese de que o futuro do turismo na Serra da Estrela passa pela neve, apenas pela neve.
No Gerês há várias empresas (competindo umas com as outras) oferecendo turismo de natureza, passeios a pé, a cavalo, BTT, canoagem, escalada. Há turistas todo o ano, com estadias de dias e semanas. Em certas alturas, é preciso organizar com antecedência certas actividades (passeios a cavalo, por exemplo), tamanha é a procura. Aqui, temos a Turistrela e a neve (esta cada vez menos), e os milhares de visitantes que, em certos Sábados e Domingos, passam metade do dia, atascados no trânsito, tentando chegar com os seus carros à Torre e a outra metade, no trânsito atascados, tentando de lá sair, no regresso a suas casas. Nas poucas horas que permanecem na serra, deixam toneladas de lixo que escorrem encosta abaixo, entopem linhas de água, enojam e envergonham quem visita a serra com olhos para a ver. E mantemos e ampliamos continuamente uma deprimente estânciazinha de esqui onde a neve (quando a há) não presta, porque derrete durante a tarde e congela durante a noite, sendo vidro grosso de manhãzinha e papa molhada ao meio dia.
E, no entanto, é nisto que continuamos. Há pelo menos quarenta anos que se afirma que devemos desenvolver o turismo de neve. Que podemos concorrer com as estâncias dos Pirinéus e dos Alpes. Que é preciso mais animação para a animação da neve.
Continuamos no rumo certo, continuamos de parabéns. Como sempre. Como se vê. Viva nós!
E as perspectivas para o futuro, neste actual panorama de alterações climáticas? Recordo que ainda no ano passado, Turistrela e Região de Turismo afirmaram, que não, que o aquecimento global não se faria sentir aqui, que de dez em dez anos vem um ano mau, e que há agora tecnologia para fabricar neve mesmo com altas temperaturas.
Noto que parece ter havido uma evolução. O Secretário de Estado afirmou que com as "condicionantes que Portugal apresenta para a prática desta modalidade, [...] será óptimo se conseguirmos criar condições para que possam ter aqui uma fase de adaptação e habituação de treino. Uma coisinha modesta, portanto, à medida das nossas condicionantes. Uma coisinha modesta mas que, decerto, "será um factor de ajuda ao desenvolvimento desta região". Será assim, depreendo, um factor modesto, mas adiante.
O presidente da Federação Portuguesa de Esqui vai mais longe: mesmo que a neve deixe de cair na serra, "há pistas artificiais e sintéticas que permitem sempre a prática do esqui". A prática de modalidades de neve, mas sem neve! Bravo! Ah, estamos no rumo certo, estamos de parabéns. Como sempre, desde sempre!
Adenda posterior: Note-se que nada tenho, a priori, contra pistas de esqui com piso sintético, com neve produzida artificialmente, indoor, etc. Aliás, elas apresentam uma grande vantagem relativamente às pistas de ar livre: são tão viáveis no alto da Serra como em qualquer outro lugar. (Falou-se até na construção de uma em Oeiras!) Assim, se a Federação Portuguesa de Esqui quiser conquistar apoios para a construção de uma pista artificial, ou com neve artificialmente produzida, na Covilhã, em Manteigas, Seia, Gouveia, Fundão, Castelo Branco ou Beja, cá por mim, óptimo! O que me incomoda é que se continue a apostar cada vez mais na artificialização desta maravilhosa área protegida que é a serra da Estrela e cada vez menos num aproveitamento a sério das suas verdadeiras potencialidades.
segunda-feira, novembro 26, 2007
"Eles estão doidos!"
António Barreto deixou no Público de ontem, na sua habitual crónica de Domingo, um texto de revolta contra as leis e regulamentos que, permitindo a alimentação de plástico e a higiene de plástico da fast-food e dos hipermercados, cada vez mais condiciona ("para nosso bem, pois claro", ironiza) os produtos tradicionais e as formas tradicionais de os produzir e distribuir. Copiei-lhe o título.
Pelo que tenho ouvido a produtores artesanais aqui da Serra da Estrela, não podia estar mais de acordo com ele. Aliás, as coisas estão de tal maneira que duvido muito que um queijo de ovelha da Serra da Estrela, produzido no rigoroso cumprimento de todas as inúmeras regrazinhas que agora regulam a manufactura e distribuição dos produtos alimentares, saiba a queijo da serra. Isto, admitindo que haja alguém, em toda a volta da Serra, que tenha instalações que cumpram todos aqueles requisitos. Ou muito me engano, ou um queijo produzido como "manda a lei" não é um queijo produzido com métodos tradicionais, não é um queijo tradicional.
Para mal dos nossos pecados, não bastava o zelo com que, neste domínio, se inventam as leis mais insanas e aberrantes (insanas e aberrantes, sim; basta pensar na que proíbe os galheteiros de azeite nos restaurantes!), criou-se para as aplicar a polícia (a ASAE) que mais entusiasmo tem demonstrado no cumprimento da sua missão!
Os assinantes do Público podem ler o artigo aqui. Os restantes podem encontrar alguns excertos no Saúde Ambiental.
sexta-feira, novembro 23, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
A propósito do esgoto da Torre
Temo-nos queixado da existência de esgotos a céu aberto perto da Torre. É claro que se trata de uma situação lamentável. Mas porque é que esta vergonha acontece? Porque se tentou fazer um aproveitamento (igualmente vergonhoso, vejam-se alguns posts do Estrela no seu melhor) de um edifício da inútil (e, por isso, efémera) base da Força Aérea na Torre, como centro comercial. Um centro comercial no ponto mais alto de Portugal Continental! Ah, suprema parolice!
Quando os militares ganharam, vai já para mais de trinta e tal anos, a lucidez para reconhecer que aquilo não lhes servia para nada e por isso encerraram as instalações, devia-se ter tentado desfazer o que, se tivesse havido pontinha de juízo, nunca teria sido feito. Ou seja, aqueles horrorosos edifícios deviam ter vindo abaixo. Em vez disso, não. "Requalifica-se" e reaproveita-se, insiste-se na estupidez. Como resultado, ganhamos um patético supermercado de fancaria, um montão de encargos com as necessárias infraestruturas e, está-se a ver há já um ano, um rio de m**** monte abaixo. Quem é que pagou aqueles encargos, quem é que, por isso mesmo, apanha agora as culpas? O Parque Natural da Serra da Estrela, logo o organismo que não se percebe o que tem a ganhar com a existência do shopping da Torre!
Qualquer reaproveitamento dos edifícios existentes na Torre implica impactos ambientais, logo, enormes encargos. Todas as infraestruturas têm que ser construídas de raiz. Quer seja o PNSE a assumir esses encargos quer não, a realidade que vivemos agora mostra que não há garantias de que os sistemas venham a funcionar correctamente no futuro. A eventual (mas já proposta) instalação de hotéis ou restaurantes naqueles edifícios vai aumentar em muito a pressão sobre os esgotos, obrigando a mais obras. A preocupação com a viabilidade destes eventuais empreendimentos vai tornar ainda mais difícil a necessária e urgente ordenação (ou seja, limitação) do trânsito rodoviário.
Caramba, que vantagens há para a região no aproveitamento daqueles mamarrachos?!
O Estrela no seu melhor apresenta hoje uma link para uma reportagem que a SIC fez sobre o assunto do esgoto a céu aberto, onde apareço a fazer um breve comentário à situação.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Porquê?
Mas lá que é uma tristeza, isso é.






