Atente-se nesta notícia (soube dela pelo Ondas). Em resumo, o que se passa é que o construtor de um edifício ilegal construido em 1999 numa área protegida perto de Madrid foi agora condenado a multa, à demolição do edifício e à "inhabilitación especial para profesión y oficio ligada a las actividades de construcción durante un año, así como a condena de prisión de un año y medio".
Comentários
- Em Espanha, desta vez pelo menos, o crime não compensou
- Não houve tibiezas na condenação nem lugar para a demagogia do costume com que, por cá, se tenta fazer passar por utilidade pública aquilo que, na verdade, não passa de privadíssimos interesses, como "antes das florinhas estão as pessoas" (afirmação do Presidente da Câmara da Covilhã, a propósito de um caso com algumas semelhanças com o que agora motiva este post — Veja no Urbi@Orbi) ou banalidades abstractas como Não podemos sacrificar o desenvolvimento ao ambiente
- Não basta resmungar no café ou nos blogues (mas por algum lado se há-de começar). Para levar este caso a tribunal, foi necessário que a Asociación para la Defensa del Valle del Lozoya y la Sierra de Madrid apresentasse uma queixa formal. É que o respeito pela lei e pelo ambiente não são um mar de rosas. Às vezes é "chato" impô-los. Mas não são ainda mais "chatos" os resultados do aparente vale tudo com que nós fingimos que governamos as nossas áreas protegidas? Esses resultados são, aqui na Serra da Estrela, o lixo no maciço central, o caos urbanístico nas Penhas da Saúde (que os projectos da Câmara Municipal da Covilhã prometem agravar), a degradação do mercantilismo rasca da zona da Torre, só para dar três exemplos.




















