domingo, janeiro 30, 2011

Indo pela fresca (2)...

Um aspecto bem diferente de uma zona que fotografei no Verão.

sábado, janeiro 29, 2011

Encosta da Covilhã

... Hoje, 29 de Janeiro, pelas 9 da manhã.

domingo, janeiro 16, 2011

Da importância das acessibilidades e da importância da neve

É fundamental para a Covilhã (não!: é fundamental para a região! [Não!: é fundamental para o país!]) que a estrada para a estância de esqui da Torre se mantenha transitável vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Como mostra a figura junta, retirada ontem do site da própria estância.

Tentando justificar investimentos públicos em melhorias ou ampliações da estância de esqui da Torre, costuma-se comparar a serra da Estrela com a Sierra de Béjar, a uns meros 150 km de distância, onde se encontra uma estância de esqui pequena e pouco interessante, quando comparada com as dos Pirinéus. Pois bem, compare (no momento em que escrevo, o domínio esquiável em La Covatilla é 13 km, ou seja, o dobro do máximo possível na estância Vodafone). E diga-nos: quanto dinheiro público (e valores ambientais, igualmente públicos) é que acha que é razoável sacrificar para tentar (em vão, que as coisas são como são) que a realidade da serra da Estrela seja comparável com a realidade da sierra de Béjar (onde, de resto, também já me aconteceu ver o acesso cortado, justamente por causa da neve)?
A Estrela é apta para o turismo de neve e é importantíssimo para o turismo da região que a estrada para a Torre esteja sempre transitável? Pois sim...

sexta-feira, janeiro 14, 2011

As guerras da neve

Este natal houve uma "guerra da neve"! Ao que parece, a Câmara da Covilhã veio mais uma vez exigir para si a gestão do Centro de Limpeza de Neve. A esta pretensão, o Governador Civil da Guarda terá dito que não, que o Centro de Limpeza de Neve tem que limpar estradas de muitos concelhos, logo não pode ser administrado por um só. Pelo que li no Jornal do Fundão (edição de 6 de Janeiro, pág. 5), a resposta da autarquia covilhanense a este argumento foi a seguinte:
  • O Governador Civil da Guarda é um intrometido
  • O Governador Civil da Guarda mete-se onde não é chamado
  • O Governador Civil da Guarda veio à lide manifestar as suas opiniões de defesa não se sabe bem de quê
  • O Governador Civil da Guarda está sempre em discordância com a voz representativa da Covilhã
  • O Governador Civil da Guarda parece falar em nome da cidade da Guarda, tarefa para a qual pode ter vontade protagonista em concorrência com o autarca local, mas para a qual lhe falta a representatividade de base electiva
  • O Governador Civil da Guarda revela a sua própria incapacidade para compreender o lugar que ocupa, intrometendo-se onde não é chamado e não percebendo a sua função. Numa palavra, um caso de dupla inutilidade

É de admirar a profundidade, a sagueza e o conhecimento da realidade local e dos problemas que é necessário enfrentar demonstrada por este argumentário. É que vai direito ao cerne da objecção levantada e desmonta-a, ponto por ponto, até dela nada restar senão pó! A Câmara Municipal da Covilhã demonstrou assim, claramente, a falácia do argumento do Governador Civil da Guarda! Se dúvidas havia, tornou-se agora incontestável para todos que o Centro de Limpeza de Neve, uma estrutura com uma esfera de acção supra-municipal, deve ser gerida exclusivamente por um município, e que esse município só pode ser a Covilhã, então não tornou?

Agora a sério: é sempre bom fazer-se uma guerra da neve. É que, sendo a nossa serra o que é, e não sendo o que não é, dura mais tempo a guerra do que a neve (vá ao site da estância de esqui: está encerrada, e não é por as estradas estarem cortadas, pode ter a certeza). Também assim se vai alimentando o mito dos intensos nevões e das especiais aptidões da serra da Estrela para os desportos de Inverno.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Uma grande confusão...

Cova da Beira vista da colina da Covilhã, na manhã do dia 2 de Janeiro

... Que mascara uma confusão ainda maior!

É bom poder escapar da confusão maior nuns meros dez minutos, mesmo que apenas parcialmente e mesmo que apenas por pouco tempo. Por falar nisso, há dias li no Público que uma capital de um qualquer país da Escandinávia pretende reformar-se de modo a que os seus habitantes possam ter acesso a áreas naturais em menos de 10 minutos. Pelo andar da carruagem, aqui na serra pretende-se o contrário: que os seus visitantes nunca estejam a mais de dez minutos de uma estrada ou espaço urbanizado/artificializado.
Natureza? Credo, que horror!

Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!